Crônica para Luíza Luíza foi meu luzeiro por bons janeiros. Amiga, derramava no olhar tanto afeto
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Crônica para Luíza Luíza foi meu luzeiro por bons janeiros. Amiga, derramava no olhar tanto afeto Para mim Como se filha dela eu fosse também. Além do riso, tinha a fala, tinha o gesto Um certo quê de bem-aventurança E por ser uma mulher forte, foi meu norte Em dias turbulentos de adolescente perdida Sentava-me com Luíza e recebia conselhos E atenção. “Filha, por ali não”, ou “sim filha, você está certa, mas pode melhorar se fizer de outra maneira.” Ganhava-me, então, e corria a atender sua vontade. Com uma sólida liberdade. Transitei na sua casa e na sua vida Por isso, Luíza esteve no meu coração Por todos esses anos em que a vida nos separou E o tempo não apagou minhas doces lembranças Do amparo que eu recebi de Luíza Quando eu mais precisei. Ela esteve lá, presente nos meus domingos Que seriam vazios e doloridos sem a sua força. Agora ela partiu para sempre. Não sem deixar-nos seu legado De fé e esperança. Na vida, nas pessoas, no amor. E eu tenho certeza Que a beleza da alma de Luíza Espalhou-se por aqui e nunca mais Vai se extinguir.