"Cuidado, rapaz", ela soprou, num aviso que era quase prece, "quem tenta curar bicho ferido acaba com a pele marcada." Mas eu sorri, com aquela minha estupidez deliberada. Pois entre a linha da vida e a linha do coração,
Continuar lendo
"Cuidado, rapaz", ela soprou, num aviso que era quase prece, "quem tenta curar bicho ferido acaba com a pele marcada." Mas eu sorri, com aquela minha estupidez deliberada. Pois entre a linha da vida e a linha do coração, eu li o que ela não teve coragem de dizer em voz alta: que o meu destino não era chegar a lugar nenhum, mas ser o porto de quem desaprendeu a navegar.