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Frases de Leandro Flores

228 frases

No fundo, esquerda e direita precisam uma da outra. Eles se retroalimentam.
Agosto chega sem anúncio, com os olhos fundos de quem andou muito e o silêncio de quem cansou de esperar.
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Agosto chega sem anúncio, com os olhos fundos de quem andou muito e o silêncio de quem cansou de esperar. Traz o pó da estrada nos ombros e o vento seco que varre as certezas. Não promete primavera, mas também não carrega mais o peso do inverno. É um intervalo estranho entre a dúvida e a decisão. Entre o que não foi e o que ainda pode ser. Os dias se arrastam lentos, como quem procura no calendário um motivo pra continuar. Enquanto isso, no sertão, a terra racha, mas os ipês florescem como milagres amarelos. Porque a esperança, às vezes, é uma flor que nasce no impossível. E então a pergunta: — Que vida você vive: a gosto ou a contragosto? É o mês dos que pensam em desistir, mas ainda esperam um sinal. É o tempo dos que choram calados, dos que ainda seguram o mundo no peito, mesmo cansados, mesmo em silêncio. E fica na boca aquele gosto — um gosto que ninguém sabe se é de fim ou de recomeço. Mas é agosto. E agosto nunca passa em branco, só passa… a gosto.

O país virou um teatro de tragédias repetidas. Polêmica atrás de polêmica. Como se o Brasil não tivesse outros problemas.
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O país virou um teatro de tragédias repetidas. Polêmica atrás de polêmica. Como se o Brasil não tivesse outros problemas. Como se não houvesse fome, desemprego, saúde falida, educação esquecida. Mas não. Tudo gira em torno dos mesmos nomes, dos mesmos egos, dos mesmos conflitos de sempre.

Qual a bolha que você alimenta? Você é aquilo que consome. Pelo menos é isso que tentam te fazer acreditar.
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Qual a bolha que você alimenta? Você é aquilo que consome. Pelo menos é isso que tentam te fazer acreditar. Vivemos cercados de influências: as notícias que a gente ouve, os livros que a gente lê, os vídeos que a gente assiste, as redes que a gente segue, as bolhas que a gente alimenta... Tudo isso molda. Tudo isso influencia. Às vezes liberta. Às vezes aprisiona. Por isso, questione. Qual bolha você está alimentando? Experimente sair dela. Ouça outras vozes. Veja outros pontos de vista. Leia outros autores. Leia Charles Bukowski, Jean-Paul Sartre, Friedrich Nietzsche, Winston Churchill, George Orwell, Simone de Beauvoir, Fiódor Dostoiévski, Hannah Arendt, Rubem Alves, Darcy Ribeiro... Gente da esquerda, da direita, do meio. Não para você concordar. Mas para pensar. Porque quem só ouve o que confirma o que já acredita, não forma opinião — repete discurso.

Você não precisa ficar milionário aos 18. Nem ter uma startup aos 20. Não precisa comprar curso de autoajuda, nem desbloqueio de mente,
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Você não precisa ficar milionário aos 18. Nem ter uma startup aos 20. Não precisa comprar curso de autoajuda, nem desbloqueio de mente, nem “mapa do sucesso”, nem ser o próximo gênio da internet. Não precisa se espelhar em influenciador nenhum — principalmente nesses que vendem fórmulas mágicas enquanto a vida deles é só um palco cheio de truques baratos. Porque é disso que se alimenta o novo mercado: da sua pressa, da sua dor, da sua comparação com o outro, do seu medo de não ser ninguém. Hoje em dia existe curso pra tudo. Pra ficar rico em sete dias. Pra acertar na Mega-Sena. Pra virar guru em três cliques. Pra curar o que só o tempo cura. Pra destravar o que nunca esteve travado. É só digitar a palavra certa — e pronto: tem sempre um “especialista” pronto pra te vender a solução de um problema que nem é seu — mas que agora virou. Porque ele sabe como cutucar a sua ferida. E aí você se culpa. Se acha fracassado porque ainda não tem um carro do ano. Porque não viajou pra Dubai. Porque não largou tudo pra viver de renda. Mentira. Tudo isso é mentira — vendida como estilo de vida. Você não perdeu tempo. Você não perdeu oportunidade. Você só viveu — no seu tempo. E a vida está apenas começando. Outras portas virão. Outras ideias. Outros caminhos. E todos eles podem ser seus, desde que você caminhe sem pressa de chegar. Não se martirize por causa das pressões do mundo moderno. Não deixe que a ansiedade vire sua bússola. Não se compare. Não se afunde no palco dos outros. Siga os seus passos. Respeite suas pausas. Se espelhe em você mesmo. Porque só você sabe o que viveu, o que doeu, o que te fez parar — e o que vai te fazer continuar. Enquanto eles vendem sonhos prontos, você tem algo que ninguém mais tem: o seu tempo. O seu compasso. A sua verdade. E isso, meu amigo… não tem curso que ensine.