Vou compor até me recompor As palavras saiam das minhas mãos com tanta pressa, com medo de serem esquecidas Mas tudo que eu sentia, sabia que nunca esqueceria
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Vou compor até me recompor As palavras saiam das minhas mãos com tanta pressa, com medo de serem esquecidas Mas tudo que eu sentia, sabia que nunca esqueceria Apenas transbordaria, e sem isso eu explodiria Era preciso traduzir E eram tantos silêncios sendo traduzidos, que a mão cansava mas não parava Na madrugada a minha mente estava perturbada Montes altos eu escalei Frio insuportável eu senti, vindo de dentro de mim Nas noites de solidão, a escuridão cuido de mim Abraçando cada ponto de luz Não era fácil o dia, a noite insuportável Mas o insuportável se tornou amigável Foi do caos que eu criei meu abrigo.