Ignoram direitos, roubam sem pudor, impõem a miséria e, quando o estrago já é visível, aparecem como salvadores. Vestem a capa do humanismo para fingir sensibilidade diante de problemas que nasceram da sua própria ganância. Criam a ferida, prolongam a dor e depois posam de médicos, como se o povo tivesse memória curta.
E assim transformam a culpa em espectáculo e a irresponsabilidade em virtude pública.
Não te obrigues a amar quem, por algum motivo, gosta de ti. Se esse motivo se esgotar, é quase certo que não terás defesas para evitar o sofrimento. O afecto forçado não cria raízes e, quando a base desaparece, o vínculo cai com ela.
Amar deve ser escolha consciente, não resposta à conveniência, à pressão ou à carência. Onde não há vontade genuína, há apenas adiamento da dor.