Vai mas me devolve pro mundo, imperativo meiotorto meiomudo. Um pedaço de mim por aqui, pra se esvair entre os teus dedos, credos e medos. Um minuto de silêncio pro peso do teu olhar, que eu carrego nos ombros.
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Vai mas me devolve pro mundo, imperativo meiotorto meiomudo. Um pedaço de mim por aqui, pra se esvair entre os teus dedos, credos e medos. Um minuto de silêncio pro peso do teu olhar, que eu carrego nos ombros. Um gole de café pros teus julgamentos que se espalham em todas as vírgulas do meu corpo, e qualquer verdade pra eu fingir acreditar. Um beijo de vento pra bagunçar os teus cabelos, um beijo da minha língua pra te bagunçar inteiro, e asas. Um par de asas que te mantenham voando bem longe de mim. Alguma espera pra começar a agir, mas vem cá, me diz: Quem é o tempo pra me dizer o quanto, o tanto, o quando… Devo evoluir? Volta e me rouba pra si, apanha o amor que eu deixei pendurado no varal. Me procura nos quatro cantos do quintal da sua alma. E dá vida aos beijos pensados que eu prendi nos galhos talvez mais verdes que eu. Nunca mais entrelaçados, doidos, fartos, e seus. Por amor.