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Frases de La_Rorel

2 frases

⁠O conceito de subjetividade, o “eu”, parece-nos certo e, principalmente, prático. O segundo realmente é, entretanto, podemos nos ilusionar ao afirmar que ele é correto. Ao considerar o “eu” como unidade pessoal e constante facilmente podemos notar sua incongruência com a realida…
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⁠O conceito de subjetividade, o “eu”, parece-nos certo e, principalmente, prático. O segundo realmente é, entretanto, podemos nos ilusionar ao afirmar que ele é correto. Ao considerar o “eu” como unidade pessoal e constante facilmente podemos notar sua incongruência com a realidade. Visto que a mesma é contante, transitória. Desta forma, em relação ao fluxo do tempo, não existe margem para considerar a existência de algo constante que nos identifique. Em segunda instância, podemos notar que a percepção do “eu” pelos sentidos: visão, audição, tato, paladar não pode ser considerada. Visto que o conceito de um “eu” é a não transitoriedade, ou seja, ao apoiar a percepção do “eu” nos sentidos — que apenas captam experiencias em constante mudança– é uma contradição. Além disso, a própria percepção é alterada assim como o perceptível. Portanto, não há sustentação lógica para uma definição pessoal? Não há justificativa para utilização de adjetivos pessoais para designar a pessoalidade? De forma alguma. Isso se justifica pela praticidade. Mas não somente. Podemos tomar uma linha de raciocínio paralela ao pensamento apresentado: tomando como base a transitoriedade, podemos definir o “eu” como o histórico de transições em ralação ao tempo. De maneira a relacionar todo o passado como consequência do presente, criamos uma linha que podemos nomear de “eu”, e a previsão baseada nesta linha de acontecimento passados, nomear-se-a de “vir a ser”. Criamos assim, uma expectativa para o “eu”; não o “eu” ilusório baseado nos sentidos ou em percepções. Mas um “eu” histórico. Em síntese, o “eu” é todo o histórico de mudanças e nuanças refletidas no presente, que cria nossas percepções constantes e reais. Não há um “eu” perceptível, pois como dito, nossas percepções não são aptas para tal definição. Portanto, o “eu” concerne à “sensação”, algo intrínseco e infundado pela percepção. O histórico de inconstâncias: somos uma metamorfose ambulante.

⁠Consequência Àqueles lamento pois, vagueiam nos dias posteriores
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⁠Consequência Àqueles lamento pois, vagueiam nos dias posteriores como quem está a bordo de um barco em água corrente pois, assim são as coisas; tudo que se tem se esvanece ficando a cargo da memória que reflete como um lago à distância visto com grande contraste a beleza distante de um sol crescente. Por tal se estende a saudade como aurora rompante a escuridão como sob chão e mar, sob alma e corpo, para uns, dolorosa e permanente para outros, caridosa e confortante a todos surge e urge. Em combate; esperança, cresce sob a luz, e pela luz como grama ao sol sonho, ao brilho produz não espera o crepúsculo inevitável, trazendo o vazio de um sentimento infundado nem saudade, nem esperança apenas solidão. A noite, tão funda e vazia, resplandece sobe o astro a luz de outrora trazendo a tona o sentimento passado, seu criador. Que refaz a saudade de dias passados.