No reino animal, em um mesmo grupo, os conflitos surgem quando há quebra de hierarquia ou disputa de poder. Entre grupos diferentes os conflitos surgem quando um grupo invade o território do outro.
Entre os animais humanos as premissas acima são também verdadeiras, porém com muito mais complexidade.
De novo, o novo não é novo
É o mesmo país a cada dia mais deteriorado
Onde a marginalidade enfrenta a ordem constituída
E onde os governos seguem mentindo
Num faz de conta além da conta
O sol se põe
As nuvens escurecem no horizonte infinito
Os pássaros se escondem, em seus dormitórios
Os animais noturnos se animam
O homem pensa
Em uma nova luz
Em uma nova esperança
Encontrei um cão, na beira da rua
Feio, maltratado e fétido
Me parecia uma desiludida alma
A espera de um afago em seu ego
Como um fim de tarde sem esperança
Como é difícil unir pessoas no Brasil, mesmo para um ganho comum. As questões públicas não fazem sucesso. O brasileiro não dedica tempo algum para questões de estado, pelo contrário, usa o estado para benefício próprio. É vergonhoso ver como questões de interesse público não ganham a simpatia da maioria. O índice de sucesso é de menos de 1% quando se trata de adesão para causas comuns, o que sinaliza a um egocentrismo e profunda alienação, fruto da herança extrativista formadora do nosso comportamento. Todos querem e desejam, mas pouquíssimos colaboram quando o assunto é sério. Bobagens são sempre fazedoras de sucesso imediato e o construtivismo não ganha audiência. Esse é o nosso povo, o nosso Brasil. O brasileiro prefere o cabresto dos "donos" do poder à liberdade de expressão e reivindicação, seja por ignorância ou por um imaginário temor.
Há dois tipos de socialismo: O primeiro é o socialismo sujo, onde o dinheiro dos outros é desviado para pessoas que não desejam trabalhar e assim garantir a perenidade do poder dos monarcas. O segundo é o socialismo verdadeiro, que promove a inclusão, distribui trabalho e oportunidades iguais para todos, investe na educação pública e na qualidade do ensino, e faz a gestão dos recursos humanos, com vistas à produção de bens e serviços de excelência, onde todos ganham e crescem com dignidade, são livres e iguais em direitos e deveres.
O homem é reticente a reconhecer qualquer qualidade em seus próximos, seja por inveja ou descrença. Mais fácil é reconhecer qualidades e genialidades em seres longínquos nunca vistos pelos olhos, virtude nossa tendência de maximizar os defeitos dos que conhecemos em detrimento de suas potencialidades positivas.
Passo a passo caminhamos
Em seguidas direções
Às vezes forçando os sentidos
Com pretensas motivações
Para chegarmos a um destino
Do imaginário desconhecido
E pelo caminho tolhidos
De algumas ilusões.