Devaneio alheio em banheiro feio, fede a receio.
Frases de Kiko Arquer
96 frases
Se só vê só. Céu e Sol são só sós
só me vê bobo o cordeiro tático na boca do lobo.
Cada Drummond que leio, faz de minha poesia um lixo que nem rima eio
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Cada Drummond que leio, faz de minha poesia um lixo que nem rima eio e nem imagina o ía.
VOLPAMENTE: Relativo ao VOLP - Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - da ABL - Academia Brasileira de Letras.
Faca: se não mata, mita. E no muito do mote, defeca.
bandido bom é bandido mudo um bendito forte que furta a rima
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bandido bom é bandido mudo um bendito forte que furta a rima e engana a morte
- Seu lindo! - foi xingado. E enxugando as lágrimas entortou a boca
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- Seu lindo! - foi xingado. E enxugando as lágrimas entortou a boca e andou de lado.
Não aguento escritor besta. Diz que é assado, é assim. Livro bom tem que ter uau.
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Não aguento escritor besta. Diz que é assado, é assim. Livro bom tem que ter uau. Pegar o que eu sinto e cuspir em mim.
Um beijo vale mais que mil palavras. Ai de mim, lábio seco,
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Um beijo vale mais que mil palavras. Ai de mim, lábio seco, com todos os livros do mundo. Bom para o surdo de balada, boca grande, vocabundo.
Para, ideia sem sinal pelo pelo mostro o enjoo. E velho peludo que sou,
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Para, ideia sem sinal pelo pelo mostro o enjoo. E velho peludo que sou, trëmo sem bengala e bólo o coloquial. Mas se velha, volpamente, pudesse ser véia perderia o acento então, a veia da veia ortogloficaria o rabugento
Se o aluno não quer, não adianta texto colorido, professor palhaço,
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Se o aluno não quer, não adianta texto colorido, professor palhaço, nem o saber sabido fazendo estardalhaço. Se o aluno não quer, é sem giz, é não aula. O aprendizado dá no pé e até o recreio vira jaula.
Se eu tivesse que fugir, eu nunca teria ido. Estaria de corpo lá,
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Se eu tivesse que fugir, eu nunca teria ido. Estaria de corpo lá, e alma cá. Com o despeito em si e um pedido despido.
Prólogo do Livro MICROCUSPEs PRÉ-CUSPE Não sou poeta, não me chame assim.
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Prólogo do Livro MICROCUSPEs PRÉ-CUSPE Não sou poeta, não me chame assim. Quando criança, na escola, uma professora de redação, dessas que vivem de dar nota, me disse: Vai, Kiko, ser gauche na escrita. Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados. Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue? Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio. Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases e dou rodopios nas mesóclises. "Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..." mas (adoro conjunções adversativas), mas... descubro que mais importante do que o que quer ser dito, é o que quer ser impresso. Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão. Não páro pra pensar mesmo. (não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento, pois agudo já estou). Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto. Por fora, um status quo de bestos textos. Impressão preto & branco. centímetros de largura. pixels de altura. CMYK. Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo que o livro existe porque foi feito. Por dentro, ah...interjeições.... Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer. Grandes espaços em branco, Duncan to a canto. Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google. Um desocupado, com certeza. Um ocioso severo, caso de morte ou vida. Me cubro de humanidade irrespiro o brio do transparente ignoro a qualidade, mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)
Eu Tu Nele
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Eu Tu Nele Nós’n Voz Deles
Na rua, um barbudo me deu ódio Ele nem
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Na rua, um barbudo me deu ódio Ele nem me via. - Qualé a sua? Dei-lhe um tapa no bigode. Pogonofobia
Sèu fosse você, vïxi. Pecava a santa e fugia c'moço.
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Sèu fosse você, vïxi. Pecava a santa e fugia c'moço. Dá pra vê... que além de babar nocê, ele tem bigode grosso.
Os que creem, que deem. Têm dois, salve um. Os que leem, lá veem
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Os que creem, que deem. Têm dois, salve um. Os que leem, lá veem quem têm dois, ou nenhum
de mão dada olhou pro lado praquela que não dava.
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de mão dada olhou pro lado praquela que não dava. mal sabia que a tua sorria praquele que passava.
CONTO DO MEIO Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho e pus meu dedo no bolo.
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CONTO DO MEIO Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho e pus meu dedo no bolo. Não coloquei e tirei. Não passei o dedo. Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca. O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto. Todas as mamães me deram um sorriso falso. Os papais estavam bêbados no quintal. O único homem ali perto era o tio Carlos. Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica. Era bobo, agitado e gorducho. Quase sempre sorrindo. Tinha poucas, raras, nenhuma namorada. Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada. Meu braço esticado era a Golden Gate. Uma conexão entre minha consciência e aquele montante de açúcar. A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco. Uma das mamães resolveu liderar a alcateia e me pediu para tirar o dedo. Pra que tanta coragem, perguntou meu coração. Porém meu dedo, afundou um pouco mais. Olhei-a nos olhos sem docilidade. Meu corpo imóvel. O dela recuou. Minha mamãe, sem graça, falou que isso passa. Eu atravancava, ria e dizia: - Vocês passarão, eu... - estendia a aporia. Eu era a Criação de Adão na Sistina. Era mais que Michelângelo, Era Adão no Bolo, Era Bolo em Deus. Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras. O silêncio reinava, o reino era meu. Mamães desorientadas. Olhando para mim. Tio Carlos com a câmera fotográfica olhava para as mamães. Acho que ele era apaixonado por umas três mamães, ou mais, ou todas. Esperei um não. Esperei um pare. Ninguém era páreo para um rei. Tirei.
O espanhol Mário não tem o nosso alô, perguntei "que Mário?"
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O espanhol Mário não tem o nosso alô, perguntei "que Mário?" E ele disse "yo".
Bisbilhoto um desconhecido que acaricia minha gata na rua. Ele vai.
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Bisbilhoto um desconhecido que acaricia minha gata na rua. Ele vai. Eu chego. Ela foge. Essa tem meu dote, tá sempre na saideira. Sarnento conhecido que sou só peço carícia na coceira
Com meu nariz franzido e um torto lábio apertado, não acredito nem vendo
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Com meu nariz franzido e um torto lábio apertado, não acredito nem vendo e nem caminhando ao meu lado.
- Não se sinta assim! Ela disse. Então, soou ilegal o tão só triste.