Por Trás de Mim
Por trás desse meu sorriso há alguém chorando,
Por trás da luz duvidosa que meus olhos passam,
Há alguém cheio de dúvidas em relação ao tudo,
Há alguém que simplesmente não se entende,
Há uns olhos que não são o espelho da alma,
Pois se fossem, eu desprezaria tua pena.
Amor Repreendido
Calou-se!
Diante de tanta frieza,
A demora de atos
Falhou-se!
Oh querida percebe agora
O que não me canso de dizer?!
Não há nada que possa fazer-lhe entender?
Entenda que eu te amo,
Que és única, querida minha.
Quanto mais eu ando
Mais volto no lugar de onde nunca sai
De perto de ti, querida.
Deve ser isso que faz com que entendamos
Quando se acha o amor eterno.
É querida.
Encontrei meu amor eterno.
Querida minha!
Eu Nem Sei. Sou Leiga
Eu já nem sei mais no que pensar,
Eu nem sei porque insisto em procurar meus amores,
Já que os encontro todos os dias
E os perco todos dias.
Amo cinco ou dez vezes no mês,
Sabendo que nunca vou amar de verdade, nem quero.
Ou talvez já ame, porque eu sei que quanto mais o tempo passa
Mais você é única para mim.
E que não importa quantas pessoas eu ame na vida
Quantas eu conheça em um mês,
Nenhuma delas me tocará como você,
Nenhuma delas me fará sentir as certezas que você tem.
E eu sei que cada dia fica mais difícil
E, às vezes fico incrédula quanto a você
Mas um dia talvez aconteça, ou não.
Independente de tudo eu te amo.
E eu acordo todos os dias sabendo disso.
É por isso que eu não falo ‘eu te amo’ aos meus amores
Porque só você é dona de mim
Faço minha as palavras do poeta:
“Se eu tivesse 30 segundos de vida
Queria passar olhando nos seus olhos”.
Exatidão
(keidylee.blogspot.com)
Nunca me revelei por completa,
Sou uma incógnita até para mim
Não me cobre explicações
E nem me dê mais juízo,
O melhor de tudo é simplesmente não entender.
Inventar a própria razão,
Perseguir incansavelmente a exatidão.
Basta pouco procurar
O bastante até encontrar
Uma certa emoção em andar pelas ruas calmas
E encontrar ali um refúgio a alma.
Minha própria paixão
Também inventada
Ferida pelas calçadas
De dor até certo ponto,
O que deixei para trás
Foi o medo e comigo o desejo
De procurar silenciosamente ruas agitadas
Com a exatidão do infinito.
O Teu Pranto
Estou por trás do teu pranto
Quando minha tentação impede de amar
Sensações sou empeça de tê-las.
Se veja livre de mim
É só beber água da fonte
Do monte de mim
Guardada para mim.
Estou por trás do teu pranto
Não se encoste mais
Não cobre o que não posso dar-lhe
Sou uma pobre semente
Sem amor.
Estou por trás de teu pranto.
Rígida Justiça
Passeando por entrelinhas
Hoje estão rígidas,
Quando as vi pareciam mais fracas.
Ontem quando te vi
Tentei consertar suas roupas rasgadas
Meus nervos e minhas mãos
Tremiam em plena harmonia,
Não é crime chorar
Estava me matando para agradar.
Escorreguei com a agulha
Até lhe furar
Não foi por querer
Por isso não foi crime.
Palavrinhas destroçadas
Assim como suas feridas
Expostas sem expectativas
De um dia curarem.
Rodeando toda a lua
Não há como se refrescar
A agonia da agulha
Até agora dilacera
Seus errinhos que acabei de perdoar.
Não, não foi por querer
E, também não foi crime
As paredes ameaçam desabar,
Por sobre nossas enevoadas barracas de papel
Não, não é crime.
Êxtase Descrito
Já experimentou calar hoje à noite?
Cruzar seus dedos,
Abrir um livro que lhe cause êxtase?
Molhar a pena com tinta vermelha,
Escrever o que te sufoca.
É engraçado. Sempre há algo
Novo a revelar.
Não consigo manipular todo o psicológico.
Ninguém percebe que na verdade
Pouco sabem sobre mim.
Até eu. Custo a me entender.
Às vezes chego a desistir.
E a pena?
Já molhou?
Não, não acredito que está me dizendo essa bobagem,
Algo te sufoca sim.
Já se declarou hoje?
Eu sei, como telepatia.
Sei que ama. É mentira? Não. Você sabe que não.
Experimenta desafogar.
Ou afogar, como queira
Afogar seus desamores e,
Tentar entender seu eu.
Talvez passe a noite tentando,
Certamente prefere passar a noite sonhando.
Amor e Poesia
Dedilhando as páginas de meu livro,
Cá estou lendo poesias bonitas.
Nenhuma delas é mais graciosa que teu sorriso,
Não há uma sequer.
Nenhuma delas me deixam tão bem como o teu beijo,
Tão completa como a tua presença,
Tão feliz como o teu cheiro.
Nenhuma delas amo mais que você.
Quando eu envelhecer
Quando eu envelhecer meus cabelos serão brancos e brilhantes. Digo isso porque me dei conta que a vida passa rápido. Ela é de muitas sensações, um dia estou muito feliz e em outro estou muito triste, mas de uma coisa eu sei: “eu quero viver e me tornar imortal, pelo menos no meu mundo”.
Viver é um presente dos céus e cada pessoa é a estrela da sua própria vida. E cada vida dá uma vida!
Cadê A Razão?
A tal racionalização conferida ao homem parece às vezes ser uma piada. Eu sei que nada foi feito para durar, por isso, me pergunto porque os homens são sempre os mesmos homens e assim vos digo que viver sem loucura é plena perda de tempo e viver a vida dos outros também.
Assim porque os homens são sempre mercenários, preconceituosos e egoístas? Devemos viver sem andar por ninguém, só e somente só pelos nossos membros.
E traçar o nosso caminho com a inocência que temos e buscamos, seria o mais correto dizer, acredito!!!
Eterno Agora
A cada amor uma esperança
A cada pensamento uma lembrança
E o doce amor que um dia senti,
Não sei se foi amor
E o que será amor?
A cada futuro um passado
Ser da loucura pelo prazer
De uma rápida emoção
Onde se arrisca tudo
Pra ganhar o inexplicável
Mas e o amor do futuro
Onde todos querem para sempre
E em duas faces
Se apresentarão em uma
O amor eterno e o pensamento sem razão
E o eterno amor acontece agora.
Retrato da Ousadia
A extrema ousadia
De brincar de amar
E, de tornar real
O que não é mentira.
Só, o tempo não passa
Como passou um dia não tão só
Brincar com o que não é crime
Discriminado por não está tão só
Incriminado pela voz da vida
Que nem sempre tem a razão.
São tolos se achando na incumbência
De não serem tão burros assim
Como se foi pensado pelo retrato da ousadia.
Mote
Entender-te não é fácil
É como desvendar um segredo
E a ilusão de um ou dois aconchegos.
No bonito luar
Extasiante é amar
E o céu a estrelar
Ocasião perfeita
Da minha paixão sem razão
Sem entender o que é
Elogio ou fato
Oh, amor
Entender-te não é fácil.
Amar ultrapassa qualquer entender
Amar ultrapassa qualquer entender
Dádiva de todo ser
Nos faz sorrir e sofrer
Nos faz feliz em viver.
Amar nos faz escrever
Nos faz acabar,
Renascer
Amar ultrapassa qualquer entender.
Do Coração ao Papel
Meus dedos caminham sobre a mesa
E, a água corre pela minha face
Guardo um, dois ou três segredos, não sei.
Penso.
Mostre-me,
Não corra.
E as palavras ditas de forma bonita
Dedilho-me até a pena.
São lágrimas,
Amor perfeito e proibido,
Ódio,
Imundice,
Paixão e ameaças.
Como metamorfose são agora,
Letras.
E o meu fogo,
De modo à paixão
Queima e envolve.
Meus dedos caminham sobre o papel.
Desromantismo (keidylee.blogspot.com)
Pouco silêncio,
Cá estou a escutar
Amores eternos acabam
Em dois ou três dias.
No mar onde piratas se consagram
Nas ruas desestas que não calam,
Apelam por paixões inebriantes
Corações sozinhos e palpitantes,
Gritos escrevem suas novas canções
Decorrentes de tantas necessárias apresentações,
Cartas apelam sozinhas
A um dicionário de paixões proibidas:
Um pouco de amor.
Cansadas canetas românticas,
Cabeças pensativas vazias,
"Desromantismo" inaugurado sem nostalgia.
Século XXV
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Deve ser essa a diferença
A tal diferença que a tanto falo:
O que me torna diferente
Da maioria dos humanos
É que eles quando estão apaixonados
Perdem o sentido das coisas,
Eu não!
Não vou dizer que sempre fui assim,
Que nunca fiquei boba,
Eu fico boba sim!
Afinal, essa é a graça do amor:
Deixar-te feliz.
Mas os humanos,
Oh humanos!
Custam a entender
Que por mais forte que seja o sentir
Devem reconhecer os defeitos e fraquezas e,
Não só as virtudes.
O Mestre
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Há cem anos indaguei um mestre
Queria saber o que é sentir
E, sair de minha vida anestesiada
Longa demais em um só dia.
Ele esperou o inverno chegar
E o frio acalentar minhas vestes suadas
Levou-me a ruas calmas,
O mundo estava calado
Só se ouviam suspiros raramente
Quando até as matas se fechavam.
Ele segurou minha mão
E mortalmente intactos
Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo,
Das pessoas paradas nas ruas desertas,
Dos pingos de chuva
Que insistiam em lavar minha alma
E, em me dizer: você está vivo.
Escutamos o puro inocente barulho do mundo
Que não conseguia calar,
Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar.
Entrara em mim. Senti.
O Retrato
Gosto de manipular o meu coração
Embora até hoje
Não tenha feito isso sempre.
Fazer da minha vida
Uma eterna confusão
Escrever poesia, admirar a imensidão.
Falar de paixão
Talvez não seja fácil
Justo eu que não quero me apegar.
Gosto do silêncio,
De ficar em paz buscando a solução
O que quero descobrir.
Talvez viver não seja assim tão difícil
É bom olhar do lado e vê a sua mão
Preciso saber.
Quando me olho vejo alguém tão forte
Não digo mais “eu te amo”
Se não tiver certeza que será por toda natureza.