Ela diz que o ponto é pra quem está presente, Mas o que importa, afinal, é o conteúdo consciente? O aluno, com sua falta, a esperança guardada,
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Ela diz que o ponto é pra quem está presente, Mas o que importa, afinal, é o conteúdo consciente? O aluno, com sua falta, a esperança guardada, Enfrentando a luta, a jornada cansada. A professora, de mesa fechada, sentada, O ano todo ausente, a mente calada, E quando o aluno, com esforço e dor, Pede o reconhecimento do seu labor... "Faltou!" é o argumento, a razão sem dor, Mas o que ela esquece é que o aluno tem valor. Ele, que mesmo nas ausências da professora, Continuou, buscou, a cada dia, a sua hora. A sala vazia, o olhar de quem não se importa, Enquanto o saber se escapa por uma porta, A falta de um ponto, por causa de uma ausência, É mais do que nota; é falta de consciência. Ela, que deveria ensinar a luta e a dignidade, Ensina com suas faltas a crueldade, Mas a crítica, como faca afiada, vai cortar, E a verdade, como luz, vai iluminar. No fim, o aluno, com suas vitórias e quedas, Sabe que o saber não se mede em horas ou regras, E que a luta por justiça, por igualdade, Não depende de pontos, mas da humanidade.