Bendita noite
Hora de soltar a raiva que tu sente desse pobre mundo
Que ama ver desgraça alheia
apaixonada pelo próprio orgulho
Que pisa em cacos, alma fraca
pra chegar no topo absoluto
Que faz dos outros seu escudo
Ave expurgo
Purifique todos, limpe pragas desse maldito mundo
Bendito seja aquilo que não tenha medo
de soltar seu próprio surto
Banhe-se do ódio, faça do seu cúmulo o abismo absoluto
Ave expurgo
Maldita noite
Boa pra alimentar demônios que no dia passa fome
Se o gato mata rato pra se divertir, por que tu se esconde
Leões perdem a majestade
quando as hienas vem cercando aos montes
E o consome
Malditos somos
Mentimos, fingimos, pisamos em todos
aceite todos somos frios
Seguimos caminhos que levam o que eu quero
não o que eu necessito
Pensamentos de Maquiavel, se quer comandar
então seja temido
Um brinde ao nosso egoísmo!
Sonhei que vi o céu cinzar e cair
você não estava aqui
Estava bem longe de mim
A chuva até que caía bem
Já que a lua chegava também
Mas a falta vinha, apertava também
De lembranças que trazia um bem
Me vejo só e mais ninguém
Nessa chuva de sexta que me faz refém
Tô na estação esperando um trem
Que me leve pra onde você tá também;
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Aah, meu coração é a casa que tu pode entrar
Pode ficar á vontade, deitar no sofá
Só Não repara na bagunça que ela tá
Lá, lá, lá, lá, lá, lá (x2)