Pular para o conteúdo

Frases de Káliston samuel

17 frases

Dor dilacerante do existir, Buraco ao qual não vai extinguir. A lança do pensar,
Continuar lendo

Dor dilacerante do existir, Buraco ao qual não vai extinguir. A lança do pensar, A nota de pesar. Tal qual um sonho, Doeu, suponho. Ali está o eu, Muitos dizem que morreu. A mitologia da felicidade, Tudo se fez vaidade. Aqui faz uma mente, Já se foi aqui o presente. O diário de de um homem fiel, De suas ideias ele virou réu. A condenação eterna do pensar, O cérebro corroeu o bem-estar.

Ele é o vazio almanaque, O Mortuário de embarque, A escuridão do charque,
Continuar lendo

Ele é o vazio almanaque, O Mortuário de embarque, A escuridão do charque, A alma vazia de palanque. Frívolo pilar longínquo, Imutável e oblíquo, Honorário pulsante, Averso de semblante. Oscilante atômico, Crespo cômico, Contradiz o advento imaginário, Permeia e nada em um aquário. Maresia da fertilidade, Desbravam-no na futilidade. Quem é este ser incompreendido?

Jesus a rocha da presença, Nele é necessário nascença. Luz do mundo e sal da Terra,
Continuar lendo

Jesus a rocha da presença, Nele é necessário nascença. Luz do mundo e sal da Terra, Só há esperança naquele que não erra. Alfa e omega, princípio e fim. Por nós jorrou seu sangue carmesim. Seu sacrifício redentor do Éden. O velho jaz e o novo vem. Em três dias de volta aos vivos, Da vida e morte ele tem os crivos. Tríplice unicidade do ser, Creia nele para eternamente viver! Cumprimento da tábua mosaica, Juíz polido dentro da arca. Ele faz do céu cair fogos, A razão do logos. O trono da luz divina, A presença trina. A antítese do impossível, O destruidor do abominável. Deus, Jesus e Espírito Santo, Toda o templo se enche do seu manto. Adoração eterna no céu, Na cruz, rasgou-se o véu!

Bradou, bradou! Da dor virou marca. Este momento começou,
Continuar lendo

Bradou, bradou! Da dor virou marca. Este momento começou, Grande é o canto em Harpa. Não há mais o agora, Fugiu a razão e foi embora. Onde o encontrarão? No mais inútil canto de um coração. Beldade da existência, Inquietante é a sua ciência. Ser o elo entre a dor e o ser, Na amarga rotina de viver. Genial é um inseto. Voa pelos ares incertos, Não há preocupação, Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.

O amor É doar-se em alma, Manter-se a calma,
Continuar lendo

O amor É doar-se em alma, Manter-se a calma, Conexão mortal, Casamento final. Matrimônio único, Ato benéfico, Compreender o nós, Desatar o entre nós. Vibração somática, Por vezes errática, Cultural é sua prática, Monumental e metálica.

Quão grande é o peso no meu coração, Pesado é o fardo da aflição. Flecha ardente de perdição,
Continuar lendo

Quão grande é o peso no meu coração, Pesado é o fardo da aflição. Flecha ardente de perdição, Supra-sumo que caiu no chão. Oh, tardio é o alegrar, Longínqua é a dor a queimar. A marca exposta nos versos de poesia, O peito tendo arritmia. O esplendor do vazio, O rasgar da alma no frio. Tal cena é horrenda, Perfurante ao entrar na fenda, Cavidade do eu, apelido momento, No bravio mar de rosto, Da felicidade é o oposto. Desesperante flor da vida, Ânsia que fora pela partida, Prostrado diante das lamúrias, Tal qual, é alto o rasgar de um trovão, O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.

O penhasco da máquina, A humanidade que se exprima. Tormenta física e mental,
Continuar lendo

O penhasco da máquina, A humanidade que se exprima. Tormenta física e mental, Aproximando do momento final. Mórbidos dias de agonia, Aos poucos perdendo empatia. Os pensamentos putrefeitos, Neles, nada além de defeitos. A alma perece na inquietude, Se esvai a plenitude. São mil lâminas com plutônio, Semelhança ao rei Babilônio. A caverna do juízo final, O átrio da existência coronal. Até o fim da oscilação de ruína, Da morte vive a sua doutrina.

O fim da melancolia? Doce morte sombria, Nevoeiro da primazia,
Continuar lendo

O fim da melancolia? Doce morte sombria, Nevoeiro da primazia, Suprassumo da apatia. Ríspido rasgar psicossomático, O mundo tem sido monocromático, Amargo é o pensamento dramático, O resplendor do ser errático. O falso sorriso neurotraumático, As sequelas do passado fático, O algoz do presente lunático, Sem um futuro fanático. Aqui jaz o ser do meu eu, Tal qual dizer o que doeu, Aquele homem em mim morreu! A silenciosa dor apareceu. A estrondosa morte bateu, O dia de fim aconteceu, O eu lírico morreu, Esvai-se o eu.