Palavras
Palavras ferem
Palavras mutilam
Esquartejam e destroem
Palavras matam
Palavras penetram a alma
E nesse alcance ela é forte
Cuidado não as use como armas
Use palavras que conforte
Palavras que curam
Palavras que acalme
Palavras que edificam
Palavras que animam
Palavras de paz.
Refletindo em meus medos
Que se escondem nas profundezas
Do meu intimo
Revelam-se, tristezas e friezas
Que sofri na infância
Traumas e desafetos
Rejeição e exclusões
De pessoas de meu sangue
Das que eu esperava aceitação
Sobrevivi a isso
E aprendi uma lição
Tem de partir de mim
Primeiramente a aceitação
E e então posso sobreviver
E veja no que me tornei
Melhor do que tudo que passei
Hoje sou poeta
Sou filha,
Sou mulher, amante
Companheira, amiga, mãe
Transformei minha dor
Em algo que me faz bem
Amadureci
Cresci
Sobrevivi
E não vou nem quero
Desistir!
Por que escrevo
Escrever me liberta
Dá-me asas para voar, alto
Sem medo da desigualdade
Da falta de tolerância
Sem se preocupar com julgamentos
Escrevo em prosa
Ou em versos
Com ou sem rima
Quando escrevo
Solto os pássaros
E as borboletas,
Soltos os ratos e
Os escombros,
Exorcizo a mente
Escrever me faz livre,
Faz-me infinita
Imortal!
Seu olhar
Seus olhos insanos
Penetram minha alma
Desvenda meus fetiches
Tira totalmente minha calma
Seu olhar me prende
Domina-me
Faz-me tua
Seu olhar
Entorpece-me
Falta-me o ar
A razão,
Deixa-me dopada
Pela emoção.
Devaneios
Não consigo me concentrar
Minha mente corre sem freios
Já não sei mais oque é real
Ou puro devaneio
Aves de rapina voam sobre mim
Olhando-me como alimento
Parece um pesadelo sem fim
Engulo o choro, e lamento
Percorro do inferno ao céu
Meus medos, e anelos
Provando do mel e do fel
Em um universo paralelo
Porém, meu maior receio
É perder-me de vez
Nesses devaneios.
Fecho os olhos,
E puxo o gatilho da alma
Expulso pra fora sentimentos
E isso me acalma
Talvez seja minha sina
Escrever, esvaziar-se
Pois me alivia, como morfina
Quando você lê Minh’ alma
E suspira, ou sorri
O prazer é imenso,
Pois toquei sua alma
E sinto que meu alvo
Eu atingi!
Sonhe
Ser demasiadamente realista
É oque nos aprisiona
Levando-nos a ser pessimistas
Fazendo-nos reféns do medo
Permita-se, arrisque-se
Sonhar é oque nos torna livres
É oque nos motiva,
Cada vez mais alto, sonhe
É oque nos faz nobres
É oque nos move!
Letras de sangue
Quando escrevo poesia
Não é só letras que gravo
É meu sangue que se esvazia
É uma grande luta que travo
Entre letras e linhas
Minha alma solta um brado
Um grito desesperado
Que só ouve quem lê
Quem tem sensibilidade
Aquele que além do superficial vê
Que minhas letras são meu sangue
É meu refúgio de toda insanidade
Que perpetua a humanidade.
Aniversário de casamento
Por que lembrar-se todo ano desse dia?
Só pelo compromisso?
De forma alguma. Pelo amor, pela alegria.
O amor que nos levou ao compromisso.
Raro hoje um casamento durar.
Então, cada ano que dure
vamos comemorar
com alegria, por nosso amor triunfar.
Lembrar que, apesar dos problemas,
estamos juntos, vencendo, amadurecendo.
Então, comemoremos com poemas,
com palavras doces, enaltecendo
o dia do nosso casamento!
Aos que se importam
Agradeço a esses poucos
Que fazem a diferença
Por lerem esse poema
E pela vossa presença
Alguns dos quais em mim acreditam
Mesmo quando eu mesma, já não acreditava.
Aos que permaneceram comigo
Mesmo quando não me compreendiam
Aos que apontaram meu erro
Para meu próprio bem
Aqueles que não se afastaram
Mesmo quando eu errei
Aos que depois da tempestade
Consolaram-me
E os que se alegraram
Com a minha recuperação
Que torcem pela minha felicidade
A esses poucos que se importam
Posso chamar de amigos
São os que me consolam
E saibam, eu me importo!
Mesmo que o tempo e a distancia
Afaste-nos fisicamente,
Estarás em meu coração
E em minhas orações.
Temos o bem e o mau dentro de si
oque vai se destacar
cabe a você decidir
levando em contas
que o bem sempre vence
mas como imperfeitos
o mau sempre aflora
qual a sua índole?
você tem o livre arbitre-o
é sua escolha!
Lagrimas seca
Penso que minhas lagrimas se secaram
Pois a dor é tamanha intensidade
Mas as lagrimas se acabaram
E chego à maturidade
Sem lagrimas,
Pois todas já se derramaram.
Dor
A dor física indica que devemos parar
Repousar e não forçar
E a dor emocional?
Será que devemos parar?
Parar de insistir em amar
E deixar o coração repousar?
A dor
Dor não se mede
Dor não se faz comparações
A dor maior, é de quem a sente
Seja vinda de emoções
seja de doença, ou ferimento
só quem sente sabe
O tamanho e intensidade
não minimize a dor alheia
cada um sente diferente
então simplesmente respeite!
Crise de identidade
Em plena maturidade
Sinto-me tão insegura
Penso estar tento uma crise de identidade
Quem eu sou, e oque estou fazendo?
Busco respostas, com uma finalidade.
De me encontrar e me aquietar
Será que me faltou sobriedade
Ou será que vida é só isso mesmo
E encontrar a tal felicidade
Parece-me tão frustrante
E oque antes era pra mim prioridade
Deixou de ser importante
Pra alguns esses pensamentos
São frutos de ociosidade
Pra mim é pura reflexão
Ou pode chamar de crise de identidade.
Passarinhos
Vou soltando devagarinho
Essa inquietação da minha mente
Delicadamente como passarinhos
Esvaindo-me, vagarosamente
Os solto com amor,
Alivio-me
Apesar de me causarem dor
Como se fossem sementes
Para que seu fruto venha leve
Para que minha mente sossegue
Ninguém precisa ter pessoas aos seus pés pra se sentir bonito (a)
Nem pessoas dizendo que te ama, pra se sentir amado.
Cada um tem de reconhecer o seu próprio valor
Se amar, se gostar, se admirar.
E se algo não está bom por que você decidiu isso
Mude mas, por você, é a sua opinião que conta
Autoestima vem de dentro pra fora
Assim como a beleza e a leveza!
Tenho o poder de atrair
De chamar atenção
Posso até repelir
Mas eu toco no coração
Como os gostos variam
Quando sou escolhida
Ai então as pessoas se deleitam
Sou de tantas formas
Que de um jeito ou de outro
Vou tocar você
Na alegria, faço dançar
Na tristeza posso consolar
Até ajudar a refletir
Ou relaxar
Sou companhia segura
Pra todas as horas
Posso até ser cura
Estou na sua vida,
Alias na vida de todos
Ouça-me eu sou a música!