Giovana era uma jovem de bom coração
O Pessoal dizia ser ela uma menina bacana
Cheia de sonhos e emoção
Mas não tinha malandragem
Sofreu por sua ingenuidade
Acreditava de mais nas pessoas
Esperando recíproca amizade
Levou uns tombos
Machucou-se;
Ganhando um pouco mais de idade
Começou a entender que amigo de verdade
É uma coisa muito rara
Mas era forte e inteligente
Levantou-se bravamente
E seguiu seu caminho
Olhando sempre em frente!
E os que a amavam realmente
Orgulhavam-se e apoiavam
Essa jovem tão valente!
Antônimos
Tão certo quanto
Dois e dois são quatro
Diga-me, qual o antônimo de morte?
Diria vida, exato?
O antônimo de escuro
Sabemos que é claro
O antônimo de quente
Certamente é frio
Da vida deveria ser morte
Mas há quem proteste
Pois diz que a morte não é o fim
Diga-me qual o antônimo da morte?
Criatura Felina
Com um andar que fascina
Olhos de gata
Com autoestima
Sou assim feminina
Olhar que penetra na alma
Que despe sem tocar
Sem tirar a calma
Mas consegue provocar
Mulher de sete vidas
Gata, leoa, onça, pantera
Mãe, filha, amante
Efêmera dominante
Que o futuro da espécie
Nos garante!
Espelho, espelho meu
Quero ouvir um conselho seu
Diante de ti estou eu
Só nos dois, amigo meu
Sincero
Singelo
Olho profundamente nos olhos teus
Que são reflexo dos meus
É a idade?
Ou a vaidade?
Mostre-me espelho meu
Onde posso retocar
Onde posso melhorar?
Espelho, espelho meu
Diga-me que aconteceu
Onde preciso mudar
Para paz encontrar
Há algo a me incomodar
Só você pode mostrar
Diga espelho meu
Estamos aqui só você e eu!
Meu desafio diário
É acordar
Dormindo estou em qualquer lugar
Acordar é a realidade
Seria possível dormir
E acordar em meus sonhos
Porque essa realidade eu não posso engolir
Viver se tornou um desafio
Dentro do meu peito
Tem um felino nervoso
Arranhando-me toda por dentro
Como me acalmar?
Escrever...escrever...
Dormir... dormir...
Está é a Rosa
Uma pequena flor
Tem espinhos
Que causam dor
Mas o seu aroma
É realmente reanimador
Ela é minha amiga Rosa
Pequena mulher
Grande guerreira,
É preciosa no meu jardim
Onde cultivo minhas amizades
Beije-me com todas as suas letras
Toque me com todas as suas palavras
Objeto de sabedoria
Levando de geração após geração
Combustível da mente e do coração!
Se eu não tiver nada de bom para falar
De algo ou de alguém
Prefiro nada dizer.
Se eu nada falar
De algo, ou alguém
É por que nada tenho de bom para dizer!
Sou tempestade de sentimentos
Sou intensa
Sou bebida inebriante
Fumaça entorpecente
Suave brisa da noite
Deserto tropical
Mistério e transparência
Doce e Sal
Sou agua e fogo
Pedra e pétala
Labirinto escuro
Luz que brilha
Sou ausente e presente
Ardente e fria
Eclipse total
Inofensivamente
Fatal.
Não há sorriso
Sem antes ter havido lágrimas
Não há conquista
Sem antes haver muito esforço
Por isso, batalhe, lute.
Se hoje está sendo difícil,
Amanhã poderá ser melhor
Nunca perca a esperança
Valorize cada conquista
Por menor e simples que pareça
Aos poucos se constroem castelos
Lembre-se, nada vem sem perseverança.
Sinto sua falta
Falta de nossas conversas
De nossos desacordos
Falta de rirmos e chorar juntos
De lutar e sonhar
Sinto falta da sua amizade
De como você me completava
De nossas diferentes opiniões
Sobretudo do respeito;
Sim, sinto falta do respeito
O respeito mútuo
Que avia entre nós
Quando você não usava
Contra mim minhas fraquezas
Meus medos e segredos
Sinto falta de quando me amava
E precisava de mim.
Espero que nos reencontremos
Reconhecemo-nos
E acima de tudo nos respeitemos
Estou aqui, e você?
Desistiu de nós?
Que o tempo tenha a fineza
De me responder.
É quando estou no fundo do poço
Que me vem inspiração
Sinto arrepios até o osso
Olhar pra cima é a solução
Sozinha nesse poço
Sinto-me vazia
Poço seco
Ego oco!
Um poeta é como um camaleão
Tem habilidade de se adaptar
Porque tem uma grande percepção
Uma sensibilidade nata, de observar
E sua empatia faz escrever e falar
Em primeira pessoa, eu,
Do que talvez seja seu
É como um psicólogo
Que está sempre a analisar
Um antropólogo
Estudando a totalidade humana
Que sente as dores e alegrias
Suas, minhas, e de quem o lê
E essa habilidade assusta
Quem não gosta de se olhar
Aos que têm medo da intimidade
Poucos gostam de ser tocados
Com tamanha afinidade
Mas eu insisto, permita-se
Por dentro olhar-se
Pode ser assustador,
Mas eu garanto...
Que é também libertador!
Tenha opinião própria,
não se deixe ser manipulado pelos outros,
tire suas próprias conclusões
não acredite em tudo que você ouve,
veja com seus próprios olhos, e lembre-se
Quem muito fala dos outros pra você,
fala de você para os outros!
Mente versus coração
Quero, mais não posso
Posso mais não devo
Tudo permite o coração
A mente barra alguns desejos
Se ouvir minha mente
Agirei pela razão
Se deixar o coração guiar
Posso até cair em contradição
E a razão é concreta
O coração é abstrato
E eu não posso negar o fato
De que o coração é mais insistente
E certamente mais atraente
Minha mente está em guerra
Com meu coração!
As aparências
Ouro de tolo já dizia Raul
Parece tudo perfeito
Bom emprego, tudo azul
Fotos de família que causam efeito
Só aparências, nada mais
Com o tempo você consegue ver
Já não se engana, nem acredita mais
Aprende a enxergar além,
Porque entre quatro paredes
É pé de guerra e desrespeito
Seja como entenderes
Esse é o defeito,
Não passa de aparências!
Envelhecer
O corpo encurvando
Os cabelos grisalham
A pele enrugada
E o cansaço, que desanima
Os olhos embaçando
Os dentes caindo
As pernas cansadas
E dores nas juntas
Mais a mente quer correr
Saltitar, dançar e amar
A mente quer viver
Mas o corpo quer morrer!!!
Hoje estou fora do ar
Por tempo indeterminado
Estou totalmente fora de mim
E não sei se isso é errado
Estou fora da razão
Fora de foco
Estou fora dos padrões
E não sei se eu volto
Por que não aceito
Não concordo
Por que estou fora do ar
Por tempo indeterminado
Oscilações
Essas oscilações
Levam-me aos extremos
Passando amor ao ódio
E sempre causa complicações
Passo da lucidez
A insensatez
Da insanidade
A razão e verdade
Egoísmo, a autodestruição
Autoestima e insegurança
De repente delirante
De repente me fecho
Tranco tudo
Sumo
Sou brisa
E furação!