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Frases de Juan Victhor

171 frases

⁠365 DIAS Nosso amor contrária toda lógica existente. Somos como a lua cheia que ainda aparece durante o dia, como o vento no dia de calor. Já me perdi tantas vezes entre te amar ou não, que já não sei ser constante. Nosso amor é sobre o chocolate que um dia perderá sua validade…
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⁠365 DIAS Nosso amor contrária toda lógica existente. Somos como a lua cheia que ainda aparece durante o dia, como o vento no dia de calor. Já me perdi tantas vezes entre te amar ou não, que já não sei ser constante. Nosso amor é sobre o chocolate que um dia perderá sua validade, mas quem sabe não estejamos dispostos a enfrentar uma dor de barriga, a troco do nosso encontro.

A UNIÃO DOS PONTOS ⁠Na escrita posso entregar os meus sentimentos de bandeja, ou, camuflá-los a ponto de causar dúvida. Escrever me faz livre, dado que por mais que tentem, nunca saberão a minha real dedicatória, sem que eu os conte. Algumas vezes me faltam palavras, pois comigo…
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A UNIÃO DOS PONTOS ⁠Na escrita posso entregar os meus sentimentos de bandeja, ou, camuflá-los a ponto de causar dúvida. Escrever me faz livre, dado que por mais que tentem, nunca saberão a minha real dedicatória, sem que eu os conte. Algumas vezes me faltam palavras, pois comigo não aceitam ser tratadas de qualquer maneira, nem unidas em prol de mágoa. Sobre você, elas nunca terminaram o pensamento, apenas me trataram como distração, fugiriam deixando em aberto o fim, foram um verdadeiro espelho seu, mas não se turbe a mente, o ponto se depôs a ficar, e se agora te escrevo, significa que...

TREM DAS 05:00AM ⁠ O dia mal havia raiado e você estava lá, acordada, na estação de metrô, esperando por ele. Tantos "bom dia" lhe foram dados, visto que todos ali já te conheciam. Ninguém nunca entendeu o porquê de sempre chegar no mesmo horário, sentar muitas vezes no mesmo l…
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TREM DAS 05:00AM ⁠ O dia mal havia raiado e você estava lá, acordada, na estação de metrô, esperando por ele. Tantos "bom dia" lhe foram dados, visto que todos ali já te conheciam. Ninguém nunca entendeu o porquê de sempre chegar no mesmo horário, sentar muitas vezes no mesmo lugar, e não fazer nada, além disso. Você esperou tanto por ele, e ele sempre esteve lá, vivendo como sempre vivia. Você desmarcou compromissos para encontrá-lo, mas quem disse que ele abriria mão dos próprios compromissos? Quem disse que ele retrocederia a própria vida por você?! Você o amou e esperou, e agora estava ali, entrando no primeiro vagão daquele trem, pois percebeu que devia amar alguém, que pudesse te encontrar na mesma estação.

⁠SORVETES ⁠Te avisei que minha sobremesa favorita era bolo, com uma xícara quente de café, e você mesmo sabendo, trouxe-me sorvetes gelados e sem sabor. Não fui egoísta em esclarecer, pois, meu estômago não aceita nada frio, e você sabia disso, mesmo assim os trouxe outra vez. P…
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⁠SORVETES ⁠Te avisei que minha sobremesa favorita era bolo, com uma xícara quente de café, e você mesmo sabendo, trouxe-me sorvetes gelados e sem sabor. Não fui egoísta em esclarecer, pois, meu estômago não aceita nada frio, e você sabia disso, mesmo assim os trouxe outra vez. Por muito tempo aceitei machucar a mim mesmo a ter que recusar o teu sorvete, mas você não teve a sorte de me encontrar assim dessa vez. Machuca ver a tua indiferença, assim como me machuca ter que agir da mesma forma. Se ao menos o bolo não for trazer-me, não me venha com sorvetes gelados.

⁠HORMÔNIOS Apenas falando, você me injetou serotonina. Fiquei louco de alegria e minha única vontade era de partilhá-la com o mundo. Assim o fiz, compartilhei, compartilhei, compartilhei, até o momento em que o efeito da injeção passou, e eu me vi carente do teu afeto. No dia se…
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⁠HORMÔNIOS Apenas falando, você me injetou serotonina. Fiquei louco de alegria e minha única vontade era de partilhá-la com o mundo. Assim o fiz, compartilhei, compartilhei, compartilhei, até o momento em que o efeito da injeção passou, e eu me vi carente do teu afeto. No dia seguinte você não me aplicou serotonina, fiquei triste, e mesmo sem intenção, compartilhei... Custou entender que meu humor já não pertencia mais a mim, e sim ao reflexo da forma que você me tratava. Bobamente acreditei que tudo era reciprocidade, quando somente perdia-me em ti, a ponto de, agora, não saber quando realmente estou feliz.

⁠A VISITA DA MORTE Às vezes a morte grita nos meus ouvidos, por sorte, já não me assusto mais. Tornou-se comum para mim, gritar, buscando ofuscar o grito do fim. A morte não tem feição! Aparece sempre quando estou sozinho, me oferecendo seu abraço em meio a carência, e por mais…
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⁠A VISITA DA MORTE Às vezes a morte grita nos meus ouvidos, por sorte, já não me assusto mais. Tornou-se comum para mim, gritar, buscando ofuscar o grito do fim. A morte não tem feição! Aparece sempre quando estou sozinho, me oferecendo seu abraço em meio a carência, e por mais doloroso que seja recusar, nunca o aceitei. Vivo nessa torre como Rapunzel, esperando que pelos meus cabelos alguém me salve; a verdade é que há anos aguardo esse momento, mas é difícil encontrar alguém! Eles nunca pensam que quem está em cima precisa de ajuda para descer.

PAPAGAIOS Sempre admirei muito os papagaios. Amava as cores vivas, seus olhares profundos, e a sua fiel inteligência. Ao contrário dos outros, ele diferia, era especial, sabia falar. Por muito tempo admirei somente a forma em que se expressava. Ele sempre ME dizia o que EU queri…
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PAPAGAIOS Sempre admirei muito os papagaios. Amava as cores vivas, seus olhares profundos, e a sua fiel inteligência. Ao contrário dos outros, ele diferia, era especial, sabia falar. Por muito tempo admirei somente a forma em que se expressava. Ele sempre ME dizia o que EU queria ouvir, repetia as minhas palavras exaltando MEU ego, chamava por MIM a todo instante. Com o tempo fui deixando a infância, e como consequência comecei a questionar as falas e o comportamento raivoso do meu papagaio; toda vez que lhe dizia, "Por que você está me tratando dessa forma?", ele repetia a mesma fala, mas eu era criança demais para entender, e sempre me culpava. O papagaio que muito admirei quando criança, para mim já não fora mais o mesmo, mas ele era, ele sempre foi assim.

⁠O PODER DO AMOR Em um mundo julgador, havia uma mulher, líder de uma aldeia. Ela não julgava roupas, aparências, estilos musicais e tantas outras coisas superficiais que o mundo afora apontava cruelmente. Como era bom estar ao lado daquela mulher; todos queriam visitá-la. Com e…
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⁠O PODER DO AMOR Em um mundo julgador, havia uma mulher, líder de uma aldeia. Ela não julgava roupas, aparências, estilos musicais e tantas outras coisas superficiais que o mundo afora apontava cruelmente. Como era bom estar ao lado daquela mulher; todos queriam visitá-la. Com ela, eles se sentiam bem para serem que são, pois sabiam que não haveria julgamento. Ali não existia idolatria! Eles simplesmente amavam aquela companhia, que por sua vez, amava os amar. Um dia ela se foi, mas seu amor ficou no coração de cada um que a visitava frequentemente; esses, honraram a sua morte abraçando o mundo, assim como ela o abraçava.

FILHOTE ⁠Vi tanto amor nos olhos daquele filhote que me ponho a questionar se realmente sei amar. O seu acalento abraçou-me no mais profundo do que sou, o seu amor curou a minha alma. Por um momento te perdi; meu mundo desabou! Pois, sabia que não encontraria outro ser, que mesm…
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FILHOTE ⁠Vi tanto amor nos olhos daquele filhote que me ponho a questionar se realmente sei amar. O seu acalento abraçou-me no mais profundo do que sou, o seu amor curou a minha alma. Por um momento te perdi; meu mundo desabou! Pois, sabia que não encontraria outro ser, que mesmo irracional, me amasse tanto quanto você amou. Por sorte, pude te reencontrar, e as lágrimas que passeavam pelos meus olhos declaravam que aquele amor, só havia crescido mais e mais. Como posso amar tanto um filhote que nunca existiu? Como posso sentir saudades daquilo que nunca se fez carne? Como posso desacreditar na pureza do amor, se somente o amor me põe a repousar.

⁠FLORES Daquelas flores só saiam “bem-me-quer”, dos olhares o “eu te quero”,
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⁠FLORES Daquelas flores só saiam “bem-me-quer”, dos olhares o “eu te quero”, das atitudes “não sei querer”. Rosa em puro afeto, vermelho exalando amor, branco trazendo paz, a paz que nunca reinou. Dos sorrisos largos e traquinos, me restam as lembranças da alegria nos diálogos, no amor presente naquele sorriso, aquele sorriso largo.

PONTUAÇÃO ⁠Minha intenção sempre foi por um ponto final em tudo, apesar disso, todas às vezes que eu tentava, apareciam mais dois motivos amorosos que o tornava reticências. Procurei em vírgulas pausas para respirar; não foi tempo suficiente. Encontrei no ponto e vírgula o equil…
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PONTUAÇÃO ⁠Minha intenção sempre foi por um ponto final em tudo, apesar disso, todas às vezes que eu tentava, apareciam mais dois motivos amorosos que o tornava reticências. Procurei em vírgulas pausas para respirar; não foi tempo suficiente. Encontrei no ponto e vírgula o equilíbrio perfeito, mas meu coração só queria exclamar! Exclamar todas as interrogações resistentes que não me trazem sossego, e cá entre nós, no meu parêntese só existe “eu te amo”.

⁠FORMIGA Você era uma das formigas mais formosas que se podia encontrar naquele lugar. Por vezes te vi julgar a aparência dos ratos, girafas, rinocerontes e tantos outros animais... Você é uma formiga linda! Mas, seu interno te tornou pequena. Do que adianta a mais rica beleza,…
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⁠FORMIGA Você era uma das formigas mais formosas que se podia encontrar naquele lugar. Por vezes te vi julgar a aparência dos ratos, girafas, rinocerontes e tantos outros animais... Você é uma formiga linda! Mas, seu interno te tornou pequena. Do que adianta a mais rica beleza, se somente aqueles que estão no mesmo patamar de visão que você, conseguem enxergá-la. Quão grande é a riqueza que vêm de dentro, e transborda a beleza da qual não se ver, apenas sente.

DESENHOS DOLOROSOS ⁠Numa folha branca te desenhei do meu jeito. Os olhos saíram meio tortos, o rosto com formato estranho. De fato, ao terminar, o que desenhei não era nada parecido com você.
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DESENHOS DOLOROSOS ⁠Numa folha branca te desenhei do meu jeito. Os olhos saíram meio tortos, o rosto com formato estranho. De fato, ao terminar, o que desenhei não era nada parecido com você. Fiquei atordoado vendo aquele desenho; comecei a apagar e redesenhar, redesenhar, e redesenhar, até eu conseguir te expressar verdadeiramente no papel, mas adivinha? Eu não consegui. Doeu saber que te desenhei na minha vida da forma que eu queria, e não como você realmente era. Doeu ter que aceitar que por mais que eu tentasse te mudar, você nunca ficava parecido, afinal, aquilo não era você, somente, o que eu esperava ser. Como doeu me iludir com minhas próprias mãos, esperar a mudança que nunca vinha, acreditar que eu seria tão especial a ponto de te mudar; e não é que eu não seja especial, eu sou, mas apenas controlo o meu ser.

FAMÍLIA CONSTELAÇÃO ⁠Juntos, as estrelas brilhavam, formando a família constelação. Quem olhasse o céu pelo norte, encontraria as mesmas estrelas daqueles que olharam pelo sul, pois, há coisas que a distância, o tempo, a dor, o caos, e todas as coisas que remalinhem agora a tua…
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FAMÍLIA CONSTELAÇÃO ⁠Juntos, as estrelas brilhavam, formando a família constelação. Quem olhasse o céu pelo norte, encontraria as mesmas estrelas daqueles que olharam pelo sul, pois, há coisas que a distância, o tempo, a dor, o caos, e todas as coisas que remalinhem agora a tua mente, não são capazes de separar. Houve um dia, em que certa estrela observou uma luz cair do céu, achou haver perdido um membro de sua família, mas nunca houve de existir estrelas cadentes, aquilo que se via era apenas meteoro. Nascemos, e é preciso que cortem o cordão umbilical, mas há laços que nunca hão de separar.

⁠Somos como o início e fim do dia, tão parecidos e, ao mesmo tempo, tão distantes. Somos a chuva que outrora desfaz a seca, e por momentos causa destruição. Temos o dulçor do mel e o poder na (diabete), somos o dia chuvoso em pleno sol; o calor das cobertas no inverno; a irritaçã…
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⁠Somos como o início e fim do dia, tão parecidos e, ao mesmo tempo, tão distantes. Somos a chuva que outrora desfaz a seca, e por momentos causa destruição. Temos o dulçor do mel e o poder na (diabete), somos o dia chuvoso em pleno sol; o calor das cobertas no inverno; a irritação dos que anseiam o pior. O amor nem sempre é justo, e quem disse que seria? Deveria acreditar nas improváveis da desdenha!? Aposentar-me na loucura do ser único? Deveria abraçar-te e encerrar todo esse amor, pois ele, não é justo.

⁠SENTIMENTOS Jaz o ouro do pó da terra, onde as palavras não podem expressar sentimentos. Jaz da água tanto sentimento que palavras são poucas para nós dois. Jaz o medo do amor; medo do final feliz; medo de gritar ao mundo, aquilo que sempre quis. Se eu julgo os teus olhares, en…
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⁠SENTIMENTOS Jaz o ouro do pó da terra, onde as palavras não podem expressar sentimentos. Jaz da água tanto sentimento que palavras são poucas para nós dois. Jaz o medo do amor; medo do final feliz; medo de gritar ao mundo, aquilo que sempre quis. Se eu julgo os teus olhares, encontro-me no paraíso, se jaz aqui o vento inquieto, amarei-te eternamente, sendo com ou sem teto.

⁠A CRIAÇÃO DA FACA Eu inventei a faca, nutri expectativas sobre a faca, acreditei que ela seria única, e a deixei existir. Um dia, enquanto eu caminhava pela rua, tropecei em um homem irritado, manchei toda a sua camisa de café. O homem tirou dos bolsos o que eu não esperava, o…
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⁠A CRIAÇÃO DA FACA Eu inventei a faca, nutri expectativas sobre a faca, acreditei que ela seria única, e a deixei existir. Um dia, enquanto eu caminhava pela rua, tropecei em um homem irritado, manchei toda a sua camisa de café. O homem tirou dos bolsos o que eu não esperava, o objeto era uma faca. Ele veio em minha direção, sem que eu pudesse explicar o que havia acontecido, pegou a faca e afundou diversas vezes em meu peito, até que o barulho dos gritos ofuscasse seus atos. Nesse dia, a faca que criei foi a responsável pela minha morte, pois do que vale o bom coração na intenção de progredir, entregar nas mãos de qualquer um, o fruto da sua criação.

⁠AMOR Olhando para o céu chuvoso, posso sentir teu distante perfume impregnar meu corpo. Quando as estrelas me apontavam, você caiu como meteoro, sabendo me entender em pleno silêncio. Sobre aquele mar verde que refletia os teus olhos, o amor renasceu de uma flor, no improvável…
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⁠AMOR Olhando para o céu chuvoso, posso sentir teu distante perfume impregnar meu corpo. Quando as estrelas me apontavam, você caiu como meteoro, sabendo me entender em pleno silêncio. Sobre aquele mar verde que refletia os teus olhos, o amor renasceu de uma flor, no improvável lugar distante. Completamos o lindo quebra-cabeça, onde juntos a imagem se torna melhor, e separados seremos sempre peças ligantes.

⁠DAQUI Cada nota inconstante revelava a tua indignação, cada agudo um mar de sensação, e naquele dia tudo que estava preso voltou-se para fora; posso ouvir o teu grito daqui. Os arrepios me acompanharam, meu peito bateu mais forte que nunca, meus olhos estremeceram sem controle…
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⁠DAQUI Cada nota inconstante revelava a tua indignação, cada agudo um mar de sensação, e naquele dia tudo que estava preso voltou-se para fora; posso ouvir o teu grito daqui. Os arrepios me acompanharam, meu peito bateu mais forte que nunca, meus olhos estremeceram sem controle; posso sentir o teu grito daqui. Quando, enfim, colocaste para fora tudo aquilo que aprisionava a tua alma, tudo aquilo que ao mundo se ocultava, eu pude ouvir o teu grito daqui. Estiro os meus braços e uno o teu corpo ao meu, na esperança de que teu grito se abafe em mim, pois em muitos sorrisos se escondia o vazio, mas eu pude te sentir daqui.

⁠ECLIPSE Sobre as nuvens da manhã, me ponho a repousar, a leveza em algodão, transparência ao teu olhar; mas, quem ver lá do chão, não consegue escutar, o barulho da evasão, do sentir sem falar. Os ventos passeiam aos quatro cantos, as aves voam com encanto, o sol se cansa de b…
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⁠ECLIPSE Sobre as nuvens da manhã, me ponho a repousar, a leveza em algodão, transparência ao teu olhar; mas, quem ver lá do chão, não consegue escutar, o barulho da evasão, do sentir sem falar. Os ventos passeiam aos quatro cantos, as aves voam com encanto, o sol se cansa de brilhar, a lua vem a lhe buscar; pois, quem ver o amor, não consegue explicar, tamanha imensidão, ecoante no olhar.

⁠LOCUÇÃO ADJETIVA Desbocado que me encantei por ti enquanto cursava gramática. Fora um sujeito simples que se tornou composto, advérbios que pertenciam à extrema intensidade e adjetivos que somente serviam para te expressar qualidades. Entrava e saia, quando certa vez restou-se…
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⁠LOCUÇÃO ADJETIVA Desbocado que me encantei por ti enquanto cursava gramática. Fora um sujeito simples que se tornou composto, advérbios que pertenciam à extrema intensidade e adjetivos que somente serviam para te expressar qualidades. Entrava e saia, quando certa vez restou-se apenas nós dois no eco daquela sala; mirei firme os teus olhos pretos — ou talvez a pupila que tanto havia delatado — e bastou-se apenas isso, para então dizer, "Eu te amo". Acontece que os adjetivos são variáveis, e foi por esse motivo que nosso amor desandou. Havia variação de gênero, número de pessoas que contavam mais que dois, e até os graus; não existia mais lindíssimo, perfeitíssimo, generosíssimo e tantos outros superlativos! Agora brilhava em nós, a inferioridade e o complexo da comparação. Foi no eco daquela sala, desolado sem a tua companhia, que percebi que ao te dizer "Eu te amo" o único pronome que determinou a ação de amar, havia sido "eu". Atormentado perante tanto silêncio, gritei desesperado ao nada, "Eu te amo!". Por certo, você não estava lá, mas o eco tratou-me de retornar, "eu te amo, eu te amo, eu te amo". Era jovem demais para entender que minha alma tentara explicar que o mais puro amor já havia me encontrado, seria aquele e somente aquele que minha mente dizia, quando ninguém podia escutar.

⁠O AMOR DAS PALAVRAS Eles eram iguais; ambos tinham três letras, uma única sílaba, também comunicavam e expressavam sentimentos, respondendo qualquer questionamento objetivo que fosse feito. Eram tão parecidos! Tão iguais! E mesmo assim não podiam viver, o seu estrondoso amor.
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⁠O AMOR DAS PALAVRAS Eles eram iguais; ambos tinham três letras, uma única sílaba, também comunicavam e expressavam sentimentos, respondendo qualquer questionamento objetivo que fosse feito. Eram tão parecidos! Tão iguais! E mesmo assim não podiam viver, o seu estrondoso amor. Havia uma distância grotesca entre a semelhança que lhes perseguiam. Ainda que se encontrassem extremamente apaixonados, a sentença da vida fazia questão de separá-los toda vez. Quando o "Sim" se declarava, o "Não" o rejeitava, e ao vê-lo fugir perdidamente — negado pelo seu grande amor — o "Não" se via assustado e apavorado; pedia, então, para que seu amado voltasse, e ele sempre dizia que "sim". Acontecera tudo novamente. Outra vez se declarava e por enfim decepcionava, ao ouvir mais um "não" de quem tanto lhe amava. Não cabe aqui julgamento ao "Não"! Ele o amava tanto que lhe ofertava a única coisa que tinha na vida, o seu próprio "não". Um dia, o "Não" entendeu que fazia mal ao "Sim", pois sabia que ele sempre aceitaria quando lhe pedisse para voltar, foi assim que fugiu descomungado! Por amor ao "Sim", negou o seu próprio amor.

⁠A REVOLUÇÃO As máquinas existem mais por natureza do que por altas revoluções. Há quanto tempo vivemos por nós mesmos? Há quanto tempo não reconhecemos nossos próprios erros, em vez de apenas apontar os erros dos outros? Há quanto tempo não escapamos da rotina automática da soc…
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⁠A REVOLUÇÃO As máquinas existem mais por natureza do que por altas revoluções. Há quanto tempo vivemos por nós mesmos? Há quanto tempo não reconhecemos nossos próprios erros, em vez de apenas apontar os erros dos outros? Há quanto tempo não escapamos da rotina automática da sociedade? Ando confuso, talvez disperso, enfadado e enfraquecido pelo peso da tendinite da vida, do qual sou, dos quais são, daqueles que um dia foram, mas que hoje não mais são, servos do nada. Em função do medo da morte ou da rejeição, dizer "não" parece ter me fugido do vocabulário, é que sempre uso e abuso dele para mim, mas para o outro tenho que subir ao trono, levantar a coroa, ajoelhar-se no chão, e dizer sorrindo que sim, pois a pobre alma, farta de sua riqueza egoica, não pode ouvir um não — nem uma recusa ao seu pudor — que logo se desfaz em lágrimas e no drama de ser um pobre infeliz, que nunca lhe conquistou nada. Miseráveis máquinas somos! Para alguns, apenas em momentos, para outros, desde que a consciência se fez presente, pois esses, não entenderam que a revolução não se foi apenas em fio, mas em veias também. Portanto, não descabele seus fios, quando digo que vos sóis miseráveis, isso não lhe atenta o poder do que sou nem do que eres, a miséria não dura para sempre! Não para nós, que sabemos dizer sim, conosco, e também dizer não, convosco.