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Frases de Jôsi Baraúna

24 frases

SEXTA FEIRA Que fantasma é esse que persegue o Robson Crusoé? Quando ele chegou à ilha
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SEXTA FEIRA Que fantasma é esse que persegue o Robson Crusoé? Quando ele chegou à ilha Podia imaginar sua existência, Afinal, os índios habitam tudo. Sexta-feira se acostumará. A “civilização amedronta os selvagens” Mas um dia ela se entenderá. A hora chegará quando Sexta- feira souber que o sábado existe! Copyright © 2007 by Jôsi Baraúna

I AM A GOOD BOY! Um minuto, Ela disse.
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I AM A GOOD BOY! Um minuto, Ela disse. Uma vida, Ele pediu. Pode-se num minuto parar uma vida... Pode-se uma vida durar um minuto... “Nós podemos! Te darei este minuto. Te darei minha rosa vermelha Se prometes Dançar para mim, Este minuto... desta noite! Uma dança especial Daquelas da madrugada. Em seguida partirei, Um minuto de prazer te darei...” “I am a good boy, give me give me your red rose... but later the nightingale is dead! And no exist love, Just lies!” Copyright © 2007 by Jôsi Baraúna

UMA VIDA VIVIDA A UM No semáforo estava parada, Aquela menina de branco.
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UMA VIDA VIVIDA A UM No semáforo estava parada, Aquela menina de branco. Com chapéus por toda cabeça. Me deixou atônito, em meu canto. Fiquei a lembrar todo o meu passado, Eu, que sempre fui tratado Como um homem “errado”. Parei pra pensar, Porque estava ali. Se não era um bebê, Se há tempos não sou mais guri. E aquela menina de branco, Com sacolas pelos braços, Muito dentro, muito adentro, Me trouxe alguns embaraços. Recordações de criança, Dos meus tempos infantis. Risos e gargalhadas, Brinquedos que nunca vi. Recordações do rapaz, De tempos colegiais. Farras e bebedeiras, Coisas que não sei mais! Recordações de um tráfego que deixou muita ferida. Sem meninas no semáforo, Recordações de uma vida. Parada no semáforo, Aquela menina de branco, Me atormentou, mexeu comigo. Um solitário, sem nenhum amigo...

CAMINHANDO O caminhar estende-se Pela rua e pelas ruas;
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CAMINHANDO O caminhar estende-se Pela rua e pelas ruas; Até que chega à praia. O céu estrelado é o cobertor Daqueles que jamais esquecem Que viver é preciso. E vir ver é sempre bom. Ver o sol nascer, Ver o sol se pôr Ver a chuva cair. E não ver jamais sair, Daqui ou daí A alegria de sempre estar A sorrir.

SEM MENTES Pequeno feijão plantado Num terreno sem arado.
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SEM MENTES Pequeno feijão plantado Num terreno sem arado. Pequena semente esquecida Sem água, mal dormida. Inútil embrião fecundado Num buraco negro, furado. É terra, é gente É humano, é semente. Grande homem crescido Numa tribo sem perigo. Certo ser evoluído Nessa jaula sem sentido. Bela borboleta saída Dum casulo sem medida. É terra, é gente É humano, é semente.

ΚΟΛΟΝΑΚΙ Com vida de herdeiro O cacto crescendo no jardim,
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ΚΟΛΟΝΑΚΙ Com vida de herdeiro O cacto crescendo no jardim, Não conhece o candeeiro. Triste fim, triste fim, triste fim... Tenho o seu rosto guardado Em ¼ da memória. Entre tantos quadros pintados, Tem também a tua história. Com vida de herdeiro O cacto crescendo no jardim, Não conhece o candeeiro. Triste fim, triste fim, triste fim... Busco relatos de experiências. Amores, desamores ... ilusões. Fotografias de sua memória Aquelas que mostram sua história. Aquelas que mostram a tua história Triste fim, triste fim, triste fim...

MONÓLOGO Se na vida pudesse trilhar Sem escolha os trilhos do destino,
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MONÓLOGO Se na vida pudesse trilhar Sem escolha os trilhos do destino, Seria assim: como o vento, Que sopra, sopra e não tem fim. Se na vida pudesse dançar, Sem ouvir que música toca, Seria assim: como a folha, Que solta,solta e não se prende em mim. Se no sonho pudesse cantar, Sem saber quem vai curtir, Seria assim: como o pássaro, Que acorda e canta, Mesmo sem ter alguém para lhe ouvir.

CHUVA DE GRANIZO Chove uma chuva gostosa
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CHUVA DE GRANIZO Chove uma chuva gostosa Nas cabeças lá fora. Chove pencas de palavras Nos ouvidos agora. Pra quê entender? talvez... Continua a mesma coisa, Nada mudou lá, Desta vez! Continua o mesmo Nada mudou lá, Dessa vez! Dessa... daquela... sempre caindo... A chuva não é mais tão azul! Dessa...daquela ... sempre caindo A chuva não vem mais do sul! Trovoadas de palavras Lá fora, agora, sempre. Tudo continua o mesmo Em suas mentes. Dessa... daquela... sempre caindo... A chuva não é mais tão azul! Dessa...daquela ... sempre caindo A chuva não vem mais do sul

JOGO DAS DAMAS Então ela se fez bonita de vermelho e preto; Naquela noite saiu sorrindo para esquecer um defeito:
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JOGO DAS DAMAS Então ela se fez bonita de vermelho e preto; Naquela noite saiu sorrindo para esquecer um defeito: O de não respirar antes de agir; Talves piscar antes de medir; Certeza: fazer acontecer sem o sentir. Então ela se fez feliz Para o teatro dos vampiros Que consumiram-na Em meio a tantos suspiros. E sem dar a torcer O braço que amamentava Para não deixar morrer. Esperando com paciência O dia em que sairá bonita de vermelho e preto Numa noite em que sorrirá Por não ter tal defeito.

FÊNIX DESRITMADA Minha alma foi tatuada por uma FÊNIX do paraíso , olhos negros e medrosos , gélidos e perdidos ... ... ... ... ... ... ... !
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FÊNIX DESRITMADA Minha alma foi tatuada por uma FÊNIX do paraíso , olhos negros e medrosos , gélidos e perdidos ... ... ... ... ... ... ... ! voa, voa com os pássaros enlouquecidos. Minha alma foi tatuada mas não quer o sofrimento , isso queima e dói demais . Quero pureza em meus sentidos!!! Seu sadismo , seu masoquismo Quero isso longe, quero que leves contigo. Preciso limpeza, sinceridade Preciso de verdadeiros amigos. O meu ser está tranqüilo, Passa bem longe de ti. Siga seu rumo, seu caminho Voe longe e evoluído. Baraúna, Jôsi. Asas de Anjo ( inferno e paixão)

NO PIO DA NOITE Estava a coruja a cantar Seu canto que não encanta.
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NO PIO DA NOITE Estava a coruja a cantar Seu canto que não encanta. Na noite escura, mata adentro. Estiava a chuva Sob o pio. Sobre o pinheiro, Olhos negros e atentos Observadores dos andares. Coruja a corujar Pois só faz sozinha. Coruja a corujar E costurar penas perdidas. O canto da noite Sob o pio da viúva. E sobre o pinheiro Estiava a chuva. BARAÚNA, Jôsi - MARIPOSAS MIGRATÓRIAS

LEITE DE ROSAS Seu cheiro escorrendo de mim Cada vez que abrem-se as fendas,
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LEITE DE ROSAS Seu cheiro escorrendo de mim Cada vez que abrem-se as fendas, Fundas e quase sem fim. Sua vida esvaindo-se assim... Por entre as mãos, Num caminho, progresso enfim. Sua noite, brincadeira gostosa! Seu dia, espera fogosa! Sua pele, leite...leite de rosa! Seu sabor de mulher Mulher gostosa, fogosa, Abrindo-se em rosa. BARAÚNA, Jôsi - MARIPOSAS MIGRATÓRIAS

APRISIONADO Baby... Soa o seu
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APRISIONADO Baby... Soa o seu coração Não se queixe, Canta o seu cantar. Baby... Clama na solidão. Não se feche. Versos do seu pensar. Baby... Lágrimas de um violão... Não me deixe! Música do seu pesar.