Quem eu educo?
Será que educo?
E se educo, para que educo?
Ou faço apenas a mediação
entre aquele que penso educar
e um processo de ensino que
não vincula o discurso
com a prática?
Não! Não sei!
Não sei se sou um educador
que não se coaduna
com o sistema de ensino
da minha época,
ou se é este que não faz
sentir-me um educador,
mas um mero representante
de uma instituição social
que enxerga o tempo como
acinésico.
O eufemismo é a forma que utilizamos
para aceitar a nossa ignorância.
quando busco compreender o incompreensível,
contento-me com a ideia de que o depois
é algo que não precisamos nos preocuparmos,
pois quando ele chegar não teremos como analisá-lo
porque deixaremos de ser.
O processo de ensino e aprendizagem
só ocorre de forma exitosa
se ambos, professor e aluno, estiverem
conscientes da importância que há no comprometimento que os unem. Sendo que o educador tem que ter a sensibilidade de perceber que a ausência de foco do seu discente pode ser resultado direto da incapacidade metodológica de dá significação ao processo.
A maior luta do homem
Estar em saber controlar
Suas emoções, pois o seu
"Estar feliz" depende
Diretamente desse controle.
O pior é que ele não aprende
Com as consequências
Dos seus atos insanos,
Mas com o passar dos anos.
E quando já não tem
muitos mais tempo
e não pode voltar nesse tempo,
Ele reconhece: Quanto tempo perdi
Chateando-me, irritando-me, brigando
Por coisas que hoje vejo
O quanto tudo isso é banal.
Por isso o maior desafio do homem
É aprender a viver, o problema é
Que só a própria vida ensina
E até aonde a minha ignorância permite,
Só temos uma vida.
Se tem algo que abomino
Sem dúvida que é a hipocrisia.
Dito isso, prefiro acreditar
Que o grande números de brasileiros
Que apoiam esse desgoverno homicida, se o fazem é por ignorância,
Incapacidade de perceber o óbvio,
E são incapazes de reconhecer o erro
De tê-lo eleito. Caso eu esteja errado,
Tenho a infelicidade de ser vitimado
Pelo estereótipo de pertencer a uma
Nação hipócrita.
No dia em que o povo enxergar que a sua união
o torna maior do que qualquer governo, teremos
uma sociedade, verdadeiramente, justa e igualitária,
enquanto isso não acontece, continuamos a ter
a triste ilusão de sermos livres
de escolher o que na verdade nos é imposto
e aceitar como natural. O educador tem um papel
de extrema importância nesse processo
em qualquer modelo de sociedade,
para que as coisas possam acontecer
em prol dos interesses dessa sociedade como um todo
e não para uma minoria privilegiada.
A educação é um caminho sem volta, quando o adentramos o fim não tem fim, sempre é um recomeço, onde cada um faz a sua parte para que no final estejamos dispostos a recomeçar novamente em prol de um recomeço sempre melhor. Sendo assim, a educação é uma constante união de esforços para que tudo aconteça da melhor forma possível para que não tenhamos que recomeçar do início, mas sempre de um ponto logo a frente.
O que é uma perda? Posso chegar a diversas definições,
mas se eu pergunto: qual o sentido de se perder alguém que amamos?
Posso tentar obter uma explicação pela ciências ou
pelas mais diversas formas de crenças, mas
o que possam me explicar não vai me convencer,
porque a dor que fica não permite eu entender.
Não entendo a inevitabilidade do que é natural
e essa certeza me põe em um poço de porquês,
aos quais nunca consigo entender.
Por isso busco responder: Na verdade eu preciso mesmo procurar entender ou apenas aceitar o que não se pode deter?
Diante da interrupção da caminhada
de um amigo ou simples conhecido,
os pensamentos invadem todos
os espaços, em busca de respostas
que encontrem sentido em tudo, embora,
o tudo não tenha sentido.
Não importa o quão podemos ter, porque o ter não é ser e na relatividade do ser feliz podemos perguntar o que verdadeiramente importa? O pior é que só conseguimos refletir sobre isso quando estamos diante de uma dificuldade, ou da partida de um ente querido, ou quando estamos diante de uma privação. Porque ser bom, não é uma questão de apenas querer, mas de ser de verdade, de coração e isso sabemos quando reconhecemos que doar o que sobra é fácil difícil é dividir o pouco que se tem. No mundo atual, em que estamos mais preocupados em mostrar um ser que não somos, acredito que a reflexão do "o que verdadeiramente importa?" é fundamental e porque não dizer indidpensável para conseguirmos ressignificarmos as nossas ações para sermos um ser que é, e não apenas que mostra ser.
Para sabermos o que verdadeiramente importa, basta imaginarmos a nossa vida
sem o que pretendemos saber se é importante. Se conseguirmos visualizar, que mesmo sendo dificil continuar vivendo sem essa coisa, podemos sim, serguir em frente, ela não é o mais importante. Esse exercício nos mostrará o quão estamos errados em valorizar coisas que na verdade são meras satisfações de nossas vaidades. Quando vejo a partida de um amigo, fico imaginando quantas vezes ele pode ter se chateado, se preocupado, se privado e tantas outras sensações desgastantes que poderíam ter sido evitadas com a simples, porém complexa pergunta: o que verdadeiramente importa??
A cada ano que passa, a cada amigo que perco, mais tenho o pensamento fixo
na certeza de que o sentido
que busco para a vida,
estar em sabermos viver.
Sendo que esse saber não pode
ser buscado, pois não pode ser transmitido,
mas desenvolvido por meio do viver,
o problema estar em, justamente,
aprendermos como fazer.
No mar revolto de desafios da educação,
somos marinheiros, tripulantes de uma
mesma embarcação, lutando pelos os mesmos objetivos
e o sucesso de nossa empreitada
reside na união de nossos esforços.
A consciência vigiada não é
uma percepção moralmente concebida
do certo ou do errado,
é apenas a manifestação de
um pseudodiscernimento do agir
de uma pessoa que se sente
na obrigação de satisfazer
os desejos de outra imediatamente superior.
Quem tem olhos para os céus
afim de apreciar a beleza da lua
e o encantamento do universo,
bem como, tem o prazer de cuidar da natureza,
não abre o coração para as maldades do mundo terrestre.
A dor quando chega,
maltrata como se fosse a maior que já sentimos,
nunca sentida por ninguém e sempre será assim.
Somos tendenciosos a aumentar
o tamanho da pedra que estamos carregando
sobre os ombros em determinados momentos.
A dor só é superada quando percebemos
que são as pedras que carregamos durante a nossa vida
que nos faz o que somos, portanto, ao invés de aumentá-la,
devemos compreender os motivos que as fizeram surgir,
para continuarmos sempre evoluindo.
Se ficarmos martelando sobre a mesma ferida
ela se agrava e demora sarar, então, o melhor a fazer
é procurar curá-la da forma menos dolorida possível.
A fórmula é pessoal, cada um encontra a sua,
uns mais rápido que outros. Cabe a nós encontrarmos
a melhor e ela será aquela que nos faz perceber
que o referido ferimento jã não faz parte
de seus pensamentos, pois o mesmo é passado.
A busca por proporcionar o melhor ensinamento para meus filhos,
faz com que eu tenha a certeza
que procurei ser o melhor exemplo para eles,
reconhecendo a impossibilidade da perfeição,
permitindo-me errar o mínimo possível e
fazendo-os enxergar que isso é inerente de nós,
seres humanos
A dor, como tudo na vida, é passageira. O que dificulta superá-la, às vezes, é o fato de não enxergarmos que para tudo existe uma solução e o que estava nos afligindo não é merecedor da atenção que estávamos dando, por isso, somente o tempo é capaz de nos ajudar a percebermos o quão poderíamos ter sofrido menos.
Uma dor deixa de ser sentida em duas situações:
Quando o tempo atua sobre a mesma sanando-a, ou quando outra dor maior surge concomitantemente.
De forma análoga, a dor de um amor perdido se extingue de duas maneiras: Ou sofrendo até que o tempo reduza esse sofrimento a nada ou substituíndo o amor pedido por um novo amor.