“A angústia é decorrência da consciência negativista que perdura e se acentua com o advento da sociedade técnico-científica e do claro evidenciamento da inteira impossibilidade de se reinstalar a indústria do passado, ou seja, de restituir ao homem a individualidade que se lhe e…
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“A angústia é decorrência da consciência negativista que perdura e se acentua com o advento da sociedade técnico-científica e do claro evidenciamento da inteira impossibilidade de se reinstalar a indústria do passado, ou seja, de restituir ao homem a individualidade que se lhe esvai. (...) A precariedade da existência e a crueldade da vida são fenômenos que refletem intensamente as relações homem e mundo. As agressões à essência e à existência, por mais distantes que estejam, interferem na cosmovisão de todos os homens inseridos no contexto histórico e cultural do momento, porque os atos malévolos ou benéficos dos homens ou da sociedade são extensivos à humanidade. Conforme lembra Jolivet, “O pavoroso cataclismo da guerra mundial, com os inomináveis horrores a que deu origem, o clima de insegurança territorial em que a humanidade viveu, o desmoronamento de todos os valores até então respeitados” (28) despertaram no ser do homem a consciência de sua contingência e da transitoriedade da existência, constantemente ameaçada.”