O Colégio da Minha Vida
Jose Arimateia da Silva
"Ai que saudades que tenho
do colégio daminha vida
da minha escola querida
Que os anosnão trazem mais!
Que Glamour, que sonhos, quanto amores
Naquelas tardes fagueiras,
Debaixo das goiabeiras
Na sombra dos canaviais!
Naqueles tempos em São Bento
Colhíamos flores e frutos
Corriamos mais que o vento,
Jogávamosaté cansar,
Desejávamos todas as Marias
O sol, o céu era sempre lindo,
Adormecíamos sorrindo
E acordávamos com o toque da sineta
Bem alto a nos despertar
Anunciando pra todos
a hora do mungunzá!
O Canto da Maria
Aqui e agora
Tudo acontece.
Alguém esquece,
Outro murmura,
Alguém medita,
Alguém escuta
Talvez reflita
Um dá um grito,
Pede socorro,
Da um aviso,
Uma voz gritou,
E a corrente
Acorda a gente,
E já se quebrou.
O amanha já será tarde
O que passou
Não vai voltar.
Ouve a Maria Maria
De João Pessoa
Da poesia
Da alma boa
Da alegria
Este é o seu canto
Do sabiá.
Noticias nada boas
Poesia irreverente
de homem desarranjado
Me deixa muito contente
Embora um pouco acanhado
Me pediste um e-mail
Coisa dos tempos modernos
Me lembra um pouco o correio
quando nós éramos internos
O fato acontecido
Te digo amigo João
Pode Crer, não foi contigo,
Foi com outro amigo irmão
O Elias em Natal
Teve um tal de avc
Foi parar no hospital
Mas muito ainda vai viver.
Celestina, Genitora do Manoel
Caiu e quebrou a perna
Mas agora passa bem.
Essas são as noticias
Que estou te enviando
Não são coisas nadas boas
Mas é o que está se passando!
Silencio
Silencio
O silencio é sofrimento é o medo,
Aceitação, o calar de um segredo
É o respeito ao direito de não ouvir
É ficar, mas é o mesmo que partir.
É a pergunta que cala, ausência é omissão.
É o abandono, o sofrer sozinho é desengano.
É a Paz a tranqüilidade e é a natureza
A resposta muda, fria e ferina
Um grito gritado em surdina.
É sossego é o fim da vida já vivida
O termino da jornada é o cemitério
É paz é a resposta ao deletério,
É o abraço da pessoa mais querida.
É ouro do provérbio é sabedoria
É o momento da meditação
É vida amor,alegria e paixão
O calar da noite o fim da jornada
A vontade calada é a redenção.
É expressão muda de uma realidade
De quem não veio, mas deixou saudade
Do tempo vivido e já passado.
É a indiferença, é o ódio e o perdão
Uma dor guardada um rancor contido
Uma paixão calada do esquecido é a solidão.
É o luzeiro da cruz
A esperar com paciência
De acordo com nossa crença
Para nos dar sua luz.
É mais que a mudez do sensato
É o aconchego, a voz do ego, um ato
Uma declaração clara e explicita
Uma repulsa que grita
Um consumar do fato.
A vida é mesmo assim,
Tem começo e tem o fim,
E se torna nova todo dia,
Uns chegam hoje, que alegria,
Outros partem nesta hora.
Muitos ficam e vão sentir,
Saudades dos que foram embora.
"Amigos, que bom que existem,
Sem eles a vida seria triste,
E tudo que mais existe,
Não teria mais sabor.
Tem aqueles que se foram,
E os que nos cercam agora,
tem uns que nos esquecem,
E outros que nos adoram".
"Nem pensar ficar calado,
A fala é maior que o pranto
Em calar a esperança,
Matar a perserverança,
E mudar os versos meus.
É mimha arma empunhada,
a armadura entranhada
A força que Deus me deu".
Nem pense que vou calar
nem me sentir ofendido
Posso até ter me perdido
Mas logo vou me encontrar...
Este sim é o meu recado
Da força do meu falar!"
Novo ano novo
(José Arimateia da Silva)
Todo novo ano
É um ano novo,
E por mais que velhas
Sejam as coisas
Novo é o ano novo.
Velho é o tempo
Não para pra ninguém,
Deixa todos para trás
Tem pressa e vai além
E não volta nunca mais!