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Frases de José Alberto Lopes

23 frases

Palmirinha Hoje eu a vi num estande! Trazia o sorriso franco
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Palmirinha Hoje eu a vi num estande! Trazia o sorriso franco de bicarbonato branco sobre os lábios de páprica. Num tímido cantinho junto ao orégano e ao cominho, o cravo negro e a canela, lá também estava ela. Aquele sorriso franco, os cabelos de açafrão. Na pimenta, no alecrim, no urucum, manjericão. No louro verde, hortelã, na salsa e cebolinha, erva-doce, [mãejerona] Sempre a doce Palmirinha. De José Alberto Lopes

Teia <>< Pelas vibrações dos fios,
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Teia <>< Pelas vibrações dos fios, há um inseto a debater-se naquela teia, refém. Domínio daquela aranha que de forma calculada, é prisioneira também ! <>< Até os opressores, poderosos, dominadores, ao final, também são prisioneiros da sua própria maldade.

♧ Coragem o cão covarde O Coragem é um cão solitário
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♧ Coragem o cão covarde O Coragem é um cão solitário num lugar onde o tudo é nada, e o nunca é elevado ao quadrado, onde um rancho é a sua morada! O Eustácio só sabe xingar, é ranzinza de primeira mão. A Muriel já é pura inocência, acredita em qualquer Vilão! O Coragem é um cão vira-lata, mas tem na mente a terceira visão. E apesar do seu corpo franzino, enfrenta o mal e salva o patrão! O coragem é um cão mui esperto, e o Eustácio, um homem vulgar. Ele só diz: — cachorro idiota! mas o cão tem muito a ensinar. [Personagens principais: Eustácio Bagge, Muriel Bagge e o cachorro - Coragem] Poema de J.A.Lopes

O musgo e o polvo Ah! como adora o seu leito de pedra à sombra da mata,
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O musgo e o polvo Ah! como adora o seu leito de pedra à sombra da mata, o musgo verdinho. Já o polvo no pote de barro, engana-se. Sua morada é curta assim como a sua vida! <> A pesca artesanal do polvo, ainda é feita, utilizando-se potes de barro que são lançados no fundo do mar. Um haicai de Matsuo Bashô: Jarros de polvo- Um sonho efêmero, luar de verão. Poema de J.A.Lopes

Acróstico para Lobato: Já vai longe foi num tempo Onde os bichos conversavam
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Acróstico para Lobato: Já vai longe foi num tempo Onde os bichos conversavam Só quem curtia a infância Entendia o que falavam. Boneca de pano e retrós Era assim como um Lobato Não tinha papas na língua Tinha os olhos de rapina, Olho no peixe, olho no gato. Memórias de dona Emília O saci e a Dona Benta No sítio do pica-pau Tia Nastácia sempre atenta. Entravam e saiam da casa Ideias e muita prosa. Reinações de Narizinho, O Visconde Sabugosa. Longe vão as águas claras, Os frutos sobre o capim. Bate o bolo Dona Benta! Aquele de coco e aipim. Tempo de Pedrinho, Rabicó e O pó de pirlimpimpim. Fim

MENSAGEIRA Na tardinha caindo, eu ví Uma pequena estrela a luzir.
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MENSAGEIRA Na tardinha caindo, eu ví Uma pequena estrela a luzir. Era a primeira estrela a sair, Na tardinha caindo eu ví. Era uma estrela morena Pairando como as falenas. Ajeitando suas melenas, Era uma estrela morena! Na tardinha morrendo, fria! Só aquela estrela luzia. Perpétua luz,findando o dia, Na tardinha morrendo, fria! Será que zombas de mim? Perguntei à estrela assim! Pois seu brilho era um festim! Será que zombas de mim? E da sonora luz pude ouvir! Daquela estrela a me iludir, A voz da infância a repetir:. "Adeus, Adeus, eu vou partir" <> SBC-SP.06/08/2005 [baseado em poema de Manuel Bandeira - "A estrela"] * A infância passada, é como uma estrela distante que reluz na tardinha. Você nunca a alcançará, a não ser a sua luz pálida no céu da sua memória. Poema de J.A.Lopes

Chuvalua: Depois da chuva, muitas poças d’água.
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Chuvalua: Depois da chuva, muitas poças d’água. Nesta noite a lua se multiplica aqui no chão da minha rua. Meia Lua: A lua desta noite mais parece um grande coador de cetim. Pendurado no céu, parece coar o café da noite, e depois, tudo adoçar com estrelas de alfenim. Rio do azeite: [Itariri-sp] Rio do azeite. Durante o dia, o cantarolar das lavadeiras, e no silêncio da noite só os murmúrios das corredeiras.