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Frases de Josane Hodniki

151 frases

No amor, agir com racionalidade é um crime que cometemos contra nós mesmo.”
Encontrando com o diretor do filme (ele ainda não tinha lido o roteiro do novo cliente): - Jô, quer dizer que vai ter luz no dedo do menino? - Sim.
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Encontrando com o diretor do filme (ele ainda não tinha lido o roteiro do novo cliente): - Jô, quer dizer que vai ter luz no dedo do menino? - Sim. - A luz do dedo vai acender a loja? - Anran. - A luz do dedo vai despertar o cachorrinho? - É… - E você quer gravar isso quando? - Amanhã! - Vamos fumar um cigarro que é melhor!

Qual o problema com os homens desse mundo? Assistam “o amor é cego” e entendam o que estou dizendo. Não que as magriiiiinhas não sejam adoráveis, mas faça um teste: convide alguma pra ir comer uma pizza. Melhor, convide alguma pra tomar uma cerveja comendo um “bilisquim”. Aliás,…
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Qual o problema com os homens desse mundo? Assistam “o amor é cego” e entendam o que estou dizendo. Não que as magriiiiinhas não sejam adoráveis, mas faça um teste: convide alguma pra ir comer uma pizza. Melhor, convide alguma pra tomar uma cerveja comendo um “bilisquim”. Aliás, não tem coisa mais ridícula, diga-se de passagem, para uma boa e conservadora magriiiinha do que chegar num bar e o acompanhante dizer: “uma cerveja e um bilisquim, fáfavor?”. É separação na certa, amigo. Agora, uma gordinha não. Pra ela, tudo é festa, companheiro. Pra ela, ir embora é realmente o que você deseja: comer um lanche no motel!

Se Nelson Rodrigues sentia-se como o menino que via o amor pelo buraco da fechadura Eu me sinto como aquela dona de casa
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Se Nelson Rodrigues sentia-se como o menino que via o amor pelo buraco da fechadura Eu me sinto como aquela dona de casa que lava a gola da camisa do marido manchada de batom enquanto o verdureiro traz banana pra ela fazer doce O amor ainda me fascina feito garoto safado que esconde suas revistinhas embaixo da última gaveta

Na minha varanda entra quem ri de si mesmo Entra quem é amigo, até amigo de amigo Entra gente que se importa com gente
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Na minha varanda entra quem ri de si mesmo Entra quem é amigo, até amigo de amigo Entra gente que se importa com gente Que gosta de dar boas risadas, de abraços demorados, de contar e ouvir boas histórias. Entra de chinelo, de sapato, de pijama, de tênis, crocs e até descalço - não importa O importante é vir com o coração aberto com os olhos iluminados e a alma limpa Entra quem gosta de ouvir todo tipo de música de Chico Buarque a Chico Rey e Paraná Entra pra cantar Fogo e Paixão em inglês e Reginaldo Rossi em francês Entra e chega quem não tem hora pra ir embora Gente que fica contente com a alegria dos outros Que olha para o barzinho ao lado, cheio de gente feliz, dançando e fica feliz também Gente que levanta e dança que toca, que batuca, que canta Gente que entende que a felicidade está na pura e mais leve simplicidade...

Não adianta! Se vai ser chato, demorado, se vai doer. Uma hora, tudo passa.
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Não adianta! Se vai ser chato, demorado, se vai doer. Uma hora, tudo passa. Todo mundo diz isso sem entender. E é a única certeza temos. Tudo passa. Só não pode deixar é a vida passar sem olhar nos olhos dela, beijar ela na boca, pegar ela de jeito, pedir ela em casamento e viver ela com vontade. Mesmo que as vezes esteja chato, mesmo que seja demorado, mesmo que a dor seja grande. Sempre é hora de viver como se a vida fosse agora. Por que acredite: ela é... exatamente agora. Se está tudo ruim, tente ver com outros olhos. Se ainda está ruim, acalme o coração. Isso passa. Vai lá. Viva o que tiver que viver. Sofra se tiver que sofrer. Chore se tiver que chorar. Sinta. É pra isso que estamos aqui. Para aprender que tudo passa. E passa mesmo. Mas como eu já disse antes: Só não pode é deixar a vida passar sem se apaixonar perdidamente por ela. Todos os dias.

Esse já é o grande mal da humanidade: a solidão. Talvez, por isso, tantas pessoas estão se enchendo de um conforto falso e ilusório que as redes sociais proporcionam. Viramos submissos da solidão. Acreditamos fielmente que estamos cheios de gente por perto. Nossa, 500 amigos no f…
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Esse já é o grande mal da humanidade: a solidão. Talvez, por isso, tantas pessoas estão se enchendo de um conforto falso e ilusório que as redes sociais proporcionam. Viramos submissos da solidão. Acreditamos fielmente que estamos cheios de gente por perto. Nossa, 500 amigos no face? Olha?! Você comenta, o outro responde, você posta, aquela lá curte. No fundo, nunca estivemos tão sozinhos. Eu me orgulhava tanto de não estar nessas redes sociais. Me sentia toda inteligente, diferente, acima dos normais, quando alguém perguntava meu face. Eu dizia, com aquele olhar soberano "não tenho, anote meu celular". Ai que orgulho. Mas, me entreguei. Por que tenho medo de perder contato com amigos antigos. Eu sei. Fico me perguntando "se a gente quisesse se ver mesmo dava um jeito". Mas só falamos assim "vamos combinar alguma coisa" e nunca combinamos nada. "saudade amiga" e ninguém se vê. Hoje, quem não tem face pra mim é... no mínimo mais cult, mais elegante. Eu? Continuo nesse mundo besta. Burra e brega.

Sabe, dançar não exige experiência! Exige apenas uma grande liberdade e a ausência do medo do ridículo.
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Sabe, dançar não exige experiência! Exige apenas uma grande liberdade e a ausência do medo do ridículo. O pior de todos os medos é o medo do ridículo. As pessoas mais felizes que eu conheço não dão a mínima pra isso. Na verdade elas vivem! Dançam samba no lugar de valsa, fazem amor sem receio de gritar, morder, revirar e não se importam com o que os outros pensam. Então, levante e dance.

Procura-se com urgência: Donos da lua Pescadores de sonhos
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Procura-se com urgência: Donos da lua Pescadores de sonhos Mergulhadores de pés descalços em gramas verdinhas Gente de sorriso alto, com ou sem experiência Que tem fé no futuro, tem fé nas pessoas Gente que comemora os aniversários apagando velinhas Procura-se Amantes da boa música e de boas risadas Gente que prefere uma roda de violão a uma mesa de formalidades Chefes de cozinha especializados em chocolate quente Gente que dança em festas desanimadas Gente que anima até os chatos Beijadores de velhinhos desconhecidos Procura-se Gente que faz cosquinhas Animadores anônimos de supermercado Gente que faz caretas para crianças no trânsito Gente que escuta as histórias dos outros com o coração aberto Gente que acredita que tudo sempre pode dar certo Gente que gosta do que faz Que demora nos abraços Que canta no chuveiro Que dança macarena Procura-se Proprietários de carro guarda roupa Apreciadores de quermesse Que compram bingo e festejam um frango assado como se fosse 1 milhão na loteria Que pedem sorvete com bastante cobertura Que atendem o telefone de amigo bêbado as 3 da manhã e se diverte com isso Gente que dança Sandra Rosa Madalena para fazer a mãe rir Procura-se Gente que gosta de dormir de conchinha Que fala besteira no ouvido Que adora fazer amor depois de rir horrores (ou vice versa) Gente que não se importa, de verdade, com o que os outros pensam

Você nasceu por que? Tem gente que nasce para ser médico Tem gente que nasce para ser mãe
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Você nasceu por que? Tem gente que nasce para ser médico Tem gente que nasce para ser mãe Outros, para ser filho Gente que nasce para ganhar dinheiro Outros, para ser feliz Outros, estão só de passagem Tem aquele que nasce para ser um bom marido Também tem aquele que apenas nasce e morre sem saber por que nasceu Eu? Ah, eu nasci para amar. Eu acho isso bonito. Acho isso ridículo. Mas essa sou eu.

Tem dias que você presta atenção em detalhes que nunca fizeram muita diferença. O formato do garfo, a sombra da árvore da frente de casa, a cor dos olhos do cachorro do vizinho, a placa desbotada do carro.
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Tem dias que você presta atenção em detalhes que nunca fizeram muita diferença. O formato do garfo, a sombra da árvore da frente de casa, a cor dos olhos do cachorro do vizinho, a placa desbotada do carro. Detalhes, que uma hora ou outra, te chamam atenção. E você pensa “nossa... nunca reparei nisso antes”.

Estante O poema “A Arte de Perder” de Elisabeth Bishop nunca fez sentido para mim, desde o primeiro dia em que o li. Sempre questionei. Talvez por puro egocentrismo ou falta de maturidade, eu não sei. Passei os últimos anos da minha vida acreditando que eu podia ter tudo, que na…
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Estante O poema “A Arte de Perder” de Elisabeth Bishop nunca fez sentido para mim, desde o primeiro dia em que o li. Sempre questionei. Talvez por puro egocentrismo ou falta de maturidade, eu não sei. Passei os últimos anos da minha vida acreditando que eu podia ter tudo, que nada podia fugir de mim, que o que eu tenho eu não deveria perder. Busquei insistentemente não perder nada. Nenhum instante, nenhum minuto sequer, nenhuma chave de todas as portas que eu abri, nenhuma parte de todos os estilhaços que caíram ao meu lado. Se eu perdia, corria pra achar. Se quebrava, corria pra remontar. Quantas noites juntei cacos, pedacinho por pedacinho, colando, remendando. Olhava a estante de longe e pensava: pronto, já dá pra colocar no lugar de novo. Ninguém vai reparar que quebrou. E voltava pra minha vida. A verdade é que chega uma hora que você olha para a estante com mais cuidado. Com outros olhos. E isso acontece tão raramente. As vezes dura segundos. Você olha, talvez com a intenção dócil de tirar o pó. Pra ver se ainda está ali aquele porta retrato que caiu e você arrumou, dar uma folheada naquele livro que uma vez você emprestou, ouvir o DVD daquela cantora que você amava, o molho de chaves daquela casa antiga que agora está alugada e todos os vasos que já caíram e você colou. Uma vez – e não faz muito tempo – lembro que joguei tudo no chão. Tudo. Minha estante inteira no chão. Tudo quebrado. O que não quebrou, rasguei, cortei, amassei. E me senti péssima depois. Um dia, voltei na sala. Refiz a estante, arrumei o que tinha quebrado, costurei, colei, remendei. Coloquei tudo no lugar. E o tempo passou. Mas olhando agora, para minha estante, comecei a ver que não preciso guardar nada disso. Que tem coisas que não servem mais. Que não fazem parte de que sou hoje. Os vasos não ficaram tão bonitos como eram antes. Sim, foram charmosos um dia, mas olhando pra eles agora, posso ver cada remendo. Ao me lembrar dos cortes que fiz para juntá-los, penso até que valeu a pena. Mas hoje, hoje são somente vasos remendados. O retrato não precisa ficar a mostra por que já amarelou com o tempo. O que foi bom, simplesmente foi. Não é mais. Como a canção que hoje já não faz sentido. Como a árvore no fundo daquela foto que hoje não existe mais. Se eu entendi o poema? Não. Ou ainda não como deveria. Há uma caixa cheia de coisas novas na sala. Mas o medo do novo é destruidor, não é? O novo, por mais que seja cheio é vazio se pararmos pra pensar. O novo não tem passado. Não tem história. O novo acovarda até os mais corajosos. Somos, bem lá no fundo, guerreiros que relutam para aceitar uma nova espada. A gente sabe que a caixa está cheia de novidades, mas não tem força suficiente para ir até elas. Mas hoje, exatamente hoje, dia dez de outubro de 2013, olhei para as caixas repletas de coisas novas na sala. E mesmo assustada, mesmo com minhas mãos se desviando, meu corpo contestando e meu coração aflito, comecei a abri-las. Sim. Passa pela minha cabeça começar a montar outra estante e deixar essa que já existe como está. Mas não posso, não é? Preciso aprender a perder. Entender “a arte de perder” talvez ou finalmente. Então, sentadas, eu e Elisabeth Bishop, nessa minha sala, tomando um bom vinho, rimos juntas olhando para minha estante. Cheia de histórias, de lembranças, de vasos inteiros, outros remendados, de fotos amareladas, de cartas que nunca foram enviadas, de belas canções, de sapatos com solas bem gastas, de chaves de casas por onde não entro mais, de relógios com marcador parado. Me pergunto, em silêncio: por que eu acho que não entendi o poema ainda? Por que eu acho que não faz sentido desfazer de tudo isso? Mas afinal, é meu? Ou tudo é passageiro o suficiente para não precisar de estante?