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Frases de Jorge Ferreira dos Santos

76 frases

Morrer de Amor!!! Já muito me morri de amores e rejeição; Se morrer de amor se diz e é verdade;
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Morrer de Amor!!! Já muito me morri de amores e rejeição; Se morrer de amor se diz e é verdade; Quem não morreu de amor e de saudade; É um mineral rolando sem direção. Deste gasto coração me já detesto; É errar humano e saber e eu errei; Quantos sonhos me sonharam que rejeitei; E a solidão agora me sonha o resto. Minha Dona inda me não encontrei; E amores me deu que tanto me bastaram; De renegar uns e outros que me amaram; Com cem mil espadas este coração sangrei.

Mulher... Sábios, poderosos e poetas; A ciência nunca pára de avançar;
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Mulher... Sábios, poderosos e poetas; A ciência nunca pára de avançar; Cada qual, a mostrar o seu saber; Duro viver é, com suas gretas; Sempre e só, pela vida a labutar; Livrar-se dela, porém, ninguém quer; Numa guerra de titãs patetas; Gasto sonho de tanto meditar; Não houve, nem está para nascer; Zote de ideias obsoletas; Se acha ser possível deslindar; Ou entender, o pensar da mulher.

Amor é: Abrir a mão, deixar voar livre o passarinho a entoar sua canção, mesmo que logo a seguir, seja devorado por um falcão. É deixar-se levar pela ilusão, vale mais um ano de paixão, que cem de solidão. É querer só o que se pode dar. É nunca exigir e saber oferecer. É morrer…
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Amor é: Abrir a mão, deixar voar livre o passarinho a entoar sua canção, mesmo que logo a seguir, seja devorado por um falcão. É deixar-se levar pela ilusão, vale mais um ano de paixão, que cem de solidão. É querer só o que se pode dar. É nunca exigir e saber oferecer. É morrer e deixar viver. É amar e não comprometer-se, para não faltar. É não querer o mundo todo a seus pés. Enfim amar é tão complicado que, quando alguém se enamora, vai sempre de pé atrás: será que é pra valer? e até quando? neste nosso "mundo" de incógnitas há ir e não voltar, há amar e odiar que, vivem de mão dada e onde tudo não passa de conversa fiada, "cada cabeça sua sentença". A ilusão é linda, mas só dura enquanto é, e termina se deixa de ser. É aconselhável apaixonar-se sempre que puder, viver intensamente de cada vez e sobretudo não se apegar demasiado, para não sofrer. ps: Não serve de base, só para quem quiser seguir. Eu nunca consegui...

Aquela Alma! Daquela quinta formosa; Que mais parecia um jardim;
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Aquela Alma! Daquela quinta formosa; Que mais parecia um jardim; Vem algo que nos invade. Rude! pura! generosa; Qual sonho que teve um fim; E que nos rói de saudade. Carvalha! triste! sombria; Que poder lhe tira o riso; Deixou de ser o que fôra. A Alma que teve um dia; Lá se foi pró paraíso; Já cá não existe agora. Aqueles bons ventos idos; A que o amor dava vida; E que a todos nos unía. Não nos serão devolvidos; A corrente foi partida; E o elo já era um dia. Mas que carvalha? comento! Aquela que nos juntava!... Que amor mais puro e que calma. Já lá falta aquele cimento; Que àquele chão nos colava; Já lá falta aquela Alma

Chamaram-me covarde, por amar quem não podía! Covardía é: Porem-te uma arma na mão, mandarem-te para uma guerra que não é tua, mandarem-te matar quem não conheces, quem nunca te fez qualquer mal, teres de matar para não morrer. É: Teres de cortar o pescoço de alguém, veres os ol…
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Chamaram-me covarde, por amar quem não podía! Covardía é: Porem-te uma arma na mão, mandarem-te para uma guerra que não é tua, mandarem-te matar quem não conheces, quem nunca te fez qualquer mal, teres de matar para não morrer. É: Teres de cortar o pescoço de alguém, veres os olhos arregalados desse alguém, olhar para ti, porque não conseguirá jamais falar, tentando segurar a vida que se lhe escapa por entre os dedos e perceberes o que lhe vai na alma: "que mal te fiz para merecer que me matasses?"

O impossível! Escrevi teu nome, no mar;
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O impossível! Escrevi teu nome, no mar; Com o ondular, não se lia; Escrevi-o, ao pé das estrelas; Com elas! Se confundia! Escrevi-o na minha mão! De minha mão, me fugia; Escrevi no meu coração! Ainda sangra, a gravação! Perpetua-se o apogeu! no triângulo, da: Solidão! Teu nome! E eu...

Perdidos! Chorava copiosamente,
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Perdidos! Chorava copiosamente, sua perda irreparável, tudo o que mais desejava naquele momento, era apenas esquecer mas, não conseguia. Quando uma mão suavemente, delicadamente, pousou no seu ombro. Choravam as mesmas dores, invertidas, sofridas, ele por seu perdido amor, ela por amor dele. Ali ficaram, juntinhos, afagando-se ternamente, confortando-se mutuamente, sem se aperceberem do passar do tempo. De alma seca, olhos irritados, cansados das lágrimas e da posição encolhida em que ficaram, sentados no chão de madeira, já meio comida do tempo e do bicho, da velha casa em que viveram durante décadas. Deu por si pensando, entorpecido, consumido de dor, de frustração, refletindo, perguntando-se repetidamente, o porquê. De ter perdido o grande amor da sua vida. Olhou-a espantado! como se a visse pela primeira vez! Aquela mulher doce, cheia de amor pra dar, aquela que o deixara e o estava a amparar, não a reconheceu, não! não podia ser a mesma! A mesma que um dia lhe dissera, - Vai! sai desta casa! Não te quero mais aqui! Ali estava ela, arrependida, carinhosa a pedir, - Fica connosco, por favor, não sei viver sem ti, nós precisamos de ti! Foi um bálsamo numa ferida aberta. Beijaram-se, amaram-se ali mesmo no chão, não se ouvia qualquer palavra só sussurros de prazer de calor. A dor e o sofrer, deram lugar ao amor reprimido, esquecido, que regressou como um vulcão enfurecido. Assim se perderam, sem ontem, sem hoje e sem amanhã, só o agora conta, porque ontem já passou, hoje como acabará? e o amanhã, não se sabe se virá! Então! e aquele grande, grande amor? Que quase o fizera perder a vontade de viver? Deixou de ter sentido! O verdadeiro amor estava ali a seu lado, a sua companheira de tantos anos, a mãe do seu filho. Doravante tudo seria diferente. Que estrada sinuosa esta, sem nexo, sem medida, quando se pensa que está perdida! um atalho te faz tropeçar e te devolve de novo à vida! Só se dá valor ao que se tem! depois de se perder!

Incógnita Da alvorada fui senhor; Só sensatez tenho ouvido;
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Incógnita Da alvorada fui senhor; Só sensatez tenho ouvido; Furta vida esta sofrível; Sobejo me seja o amor; Me não passe esbaforido; Alongando-a mais plausível. Se o sol jamais me sorrisse; A razão me não coubesse; Ou não fora ser humano; Quem sabe não preferisse; Possuir corpo celeste; E de mim ser soberano. Que sã loucura latente; Que desgaste de sossego; Deste amor grado, profundo; Duma baralha de gente; Que de valente, dá medo; Medo do além, que há no mundo.

Su...n.ê.to d.e.y... Cara de Anjo, sofrido, mui doído; Olhar cândido, meigo, triste e doce;
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Su...n.ê.to d.e.y... Cara de Anjo, sofrido, mui doído; Olhar cândido, meigo, triste e doce; Buscando a sua luz, como se fosse; À procura de um sonho, prometido; A alvura lhe denota, a perfeição; Ilusão do surreal, a procura; Teimosa, de audácia e de candura; Do seu risonho, tristonho coração; Aventura, lhe acena com senão; Lhe põe dia após dia a mesma mesa; Sonhos seus, devastados pitorescos; Do ar livre que lhe invade o pulmão; Descarta a crueldade da incerteza; Seus sonhos de criança principescos.

Sonhar... Perto de ti, me sinto vivo; Dentro de ti, minha razão;
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Sonhar... Perto de ti, me sinto vivo; Dentro de ti, minha razão; Vives em mim, és meu prazer; Sou mais eu se estou contigo; Bate mais forte o meu coração; Dentro de ti, anseio viver. Teu olhar, meu doce encanto; Nele me vejo, venero tristonho; Que belo fica, que entoação; Mesmo quando estás em pranto; Tuas lágrimas sôfrego, bebo em sonho; E em sonho acalmo, o meu coração. Sal da água, dos teus olhos; Pureza do mar que inalo; Intesnifica-me a fome de amor; Na tua pele de seda em folhos; Viajo pra longe, do amor que calo; Que só tem meia face, a do meu amor.

Covardia! Amor meu! Vem!
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Covardia! Amor meu! Vem! Vem consolar-me! Como a um pisco, no aconchego da asa. Necessito disso pra sobreviver! Sem o qual morrerei de frio. Do gélido frio da decepção que, por mais que me tente livrar, não abandona a minha mão! Meu pé! Minha razão! A covardia me repugna e por vezes, sou obrigado a sê-lo! Às vezes sou temeroso de mim, de perder as estribeiras e ultrapassar barreiras! Coisa que faço frequentemente! Tira de mim, da minha ementa! O cinismo! Que com mestria e meias verdades, me não enfrenta! São duras as palavras! Mas mais duro! É o que fica por dizer...

Certezas O que sou? e porque existo? Qual será o meu sermão!
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Certezas O que sou? e porque existo? Qual será o meu sermão! No meu mundo malfadado; Vim a esta vida cristo! Sem saber qual a razão! Pelo qual sou castigado. Desta vida estou já farto! Do amor bem descontente; Contra a corrente me a perder; Sou qual riacho pacato; Deslizando mansamente; Sem ter pra que veio saber. A mim! vem a mim! ilusão! Se me não podes tu valer; Me livra de safadezas; Diz-me deste mundo intrujão! O que pra cá ando a fazer; Não me mates de incertezas.

O fim! Hoje chorei! Chorei de amor!
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O fim! Hoje chorei! Chorei de amor! De raiva! De frustração! Porque hoje o amor! Me apunhalou o coração! Sinto dor, da minha flor! Que a perdi! Aquela coisinha! O meu amor! Aquele amor! Amor que só eu tinha! Sei que vou sobreviver! Sem ti! A vida já me ensinou! Que no amor é assim! Está um pronto pra nascer! Quando o outro chega ao fim! Só não sei se sou capaz! De pensar um novo amor! Comigo ferido assim! A vida me exige! Meio trémulo obedeço! Por mais que te esforces! Não mais terás a chance! De chegar até meu preço! A cada tombo que dou! Bem mais equilibrado! Recomeço!