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Frases de Jorge Ferreira dos Santos

76 frases

E Deus existe? Se Deus realmente existe! É o ser mais maquiavélico que jamais existiu, senão vejamos: Criou o Homem e a Mulher, que não se entendem; Homem forte, Mulher frágil; Homem cheio de desejos sexuais, Mulher cheia de desejos materiais. O Homem satisfaz de sobra (com mui…
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E Deus existe? Se Deus realmente existe! É o ser mais maquiavélico que jamais existiu, senão vejamos: Criou o Homem e a Mulher, que não se entendem; Homem forte, Mulher frágil; Homem cheio de desejos sexuais, Mulher cheia de desejos materiais. O Homem satisfaz de sobra (com muitas sobras a mais) a mulher sexualmente, mas não materialmente. No que é que isto pode resultar? Guerra!!! Põe-se então a pergunta! Que é que Ele pensa? Que somos marionetes? A resposta que Ele não dá! Somos mesmo! E não vejo solução para as Guerras no mundo! Porque as Guerras começam dentro de nossas casas... Desafio Deus! (se é que existe, o que duvido) a dar-me uma explicação!!!

Sonho meu! Nunca tal flor existira no meu jardim; Da menina dos meus olhos é senhora;
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Sonho meu! Nunca tal flor existira no meu jardim; Da menina dos meus olhos é senhora; Nunca soube dos seus sonhos onde mora; Sonhei desperto tê-la um dia só pra mim; Está tão perto a anos luz estou seguro; Do seu calor sinto o inverno frio e só; Num desconforto que arrepia e que dá dó; Sol gelado extraviado seco e duro. Aventureiro o sonho a sonhar nos mente; Que o sonho controla a vida sem contenção; Desta vida obstruída pla desilusão; Sonho pérfido infausto que extingue a gente.

Eu sou como o vento Que uiva que ri Fazes parte de mim
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Eu sou como o vento Que uiva que ri Fazes parte de mim Eu não faço de ti Sou sonho acabado Que nem começou Sou amor marcado Mal nasceu e murchou Sou alma penada Vagueando na noite O bem que queria Só me deu açoite Sou tinta de choco Camuflo a razão Manchando de preto O meu coração Sou leito de rio Que não sai dali Fazes parte de mim Eu não faço de ti

A minha vida não é roda-viva; Tal é vivida não sei se é vida; O meu grande amor não sofre não sente;
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A minha vida não é roda-viva; Tal é vivida não sei se é vida; O meu grande amor não sofre não sente; Tão perdido estou e só tristemente. Que desalento tê-la tão sofrida; A alegria de vez em quando se sente; Neste tormento o qual é a minha vida; A vida que estou a viver me mente.

Umbigo! Altivo o dono do seu umbigo; Orgulho besta de certa gente;
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Umbigo! Altivo o dono do seu umbigo; Orgulho besta de certa gente; Casos onde menos é premente; Perde-se a besta se ganha amigo. Motivo de orgulho ou desconforto; Em são sedutor corpo ou talvez não; Buraco na barriga do patrão; Covinha no ventre do desporto. Sem querer querendo vi um dia; Uma covinha linda de morrer; De sonho que viria enaltecer; A luz que em meus olhos reluzia. Visão que roubou o meu juízo; Não mais pensei por mim foi-se a razão; Motivou tal relevo esta paixão; Foi-se o éden vai-se o paraíso.

A nossa Nação Ó Portugal doce sátira! Perto do mar plantado!
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A nossa Nação Ó Portugal doce sátira! Perto do mar plantado! Estás a caminho do fim! Do que foi a tua pátria! Só nos resta agora um estado! Que nos rouba a ti e a mim! Por onde andei neste mundo! Toda a vida trabalhei! Deixei muita ponta solta! Sinto agora bem profundo! Que não mais as unirei! Sem uma grande revolta! Com cravos se ludibriou! Um povo inocente e pobre! Em cantigas de embalar! Quanto ouro se desviou! Do inteligente ao nobre! Estudaram pra nos roubar! Minha voz de raiva treme! Quando nessa gente penso! Distribuindo o que é nosso! Para se manter no leme! Deste barco podre imenso! Aguentar mais! já não posso! O mar que vidas ceifou! Em prol da nossa riqueza! Afoga agora os afoitos! Triste sonho que passou! Se afogasse a safadeza! E os retorcesse em oitos! Plos sonhos que nos roubou! O cobre, a conta gotas! Que nos vem parar à mão! Vem da Europa à tonelada! Pra engordar certas tropas! Distribui-se plo ladrão! O honesto não leva nada! E o povo tem de pagar! Porque o querer não é poder! Sem ter o pilim na mão! Pra quem menos trabalhar! Ganha quem menos fizer! Pode quem for mais ladrão! Da América com sua frota! Nos chega a inspiração! Cada Estado é colossal! O mesmo faz a Europa! Com cagadelas de mosca! Como a Grécia e Portugal! A Justiça! ó justicice! Outrora nos deu orgulho! Aos justos também servia! Serve agora a malandrice! Minada pelo gorgulho! A safar quem não devia! O pobre mama! cansado! Numa teta bem magrinha! Em favor dos comilões! Engorda-se o engravatado! Aos funcionários do Estado! Distribuem-se os milhões! Junta-te a mim Zé povinho! Faz da minha a tua voz! Não para ganhar a guerra! Agarra-te a um ancinho! Rebenta a casca de noz! De quem rouba a nossa Terra!

O amor! que coisa! Motivo agreste, de grande dor e inspiração; Desdenhando, seu prestígio e importância;
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O amor! que coisa! Motivo agreste, de grande dor e inspiração; Desdenhando, seu prestígio e importância; Me domina o ser mau, vence a ganância; E me liberta, misérias do coração. É tormento, dor, que corta a respiração; Dessa dor, que predomina, eterna e breve; É carinho, que nos mata ao de leve; É um caminho, sem retorno e sem perdão.

Buscando amor Do amor intensamente a dor busquei; Chaga viva com que a vida nos condena;
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Buscando amor Do amor intensamente a dor busquei; Chaga viva com que a vida nos condena; Nunca ardente o fogo vi que me queimasse; Aos tropeções da vida me soneguei; Quantas vezes me morri de sorte amena; Sem que tal amor me visse ou encontrasse. Desilusões com tantas me já deitei; Em leito que de si só teve o nome; Vagueando mundo afora o sentimento; Quantos com que me juntei e separei; De carinho e atenção me rói a fome; Dos amores que só tivera em pensamento.