E quem diria amor que ao amanhecer não nos reconheceriamos nós que até como cegos
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E quem diria amor que ao amanhecer não nos reconheceriamos nós que até como cegos antes nos encontrávamos.
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E quem diria amor que ao amanhecer não nos reconheceriamos nós que até como cegos
E quem diria amor que ao amanhecer não nos reconheceriamos nós que até como cegos antes nos encontrávamos.
Não te gosto em silencio porque te sinto distante... entre a tua boca e a palavra mora talvez minha angustia como entre o dia e a noite
Não te gosto em silencio porque te sinto distante... entre a tua boca e a palavra mora talvez minha angustia como entre o dia e a noite vacila a longa duvida do crepúsculo. Não te gosto em silencio,quando ha em teus olhos pousados, dois estranhos pássaros noturnos, e teus labios emudecem como a fonte nos ásperos e interminaveis invernos. Não te gosto em silencio quando te envolves com as coisas que te cercam, como se fosses uma delas, quando estás como as aguas paradas, cuja beleza é apenas o reflexo das estrelas. Por isso te provoco e te atiro perguntas como pedras quebrando a impassividade do lago, como pancadas no gongo que estremece e vibra e te tráz à tona para mim. Não te gosto em silencio, porque parece que atrás de tua voz ainda se esconde alguém que tu propria não conheces, alguem embuçado a ameaçar nosso sonho e que so tuas palavras poderão expulsar. Não te gosto em silencio, porque preciso aindade tua palavra para te descobrir lanterna adiante de meu passo, alvorada desenterrando na noite emaranhada meu indeciso caminho. Porque preciso ainda que a tua palavra chegue como um vento forte arrastando nuvens, limpando céus e horizontes, levando folhas doentes, te descobrindo ao sol... Um dia te gostarei em silencio. E então me recolherei em teu silencio, e procurarei a sombra, como um pássaro na hora da tarde, e porque o sol estará em nós e nada turvará meu pensamento, entre tua boca e a palavra haverá apenas um beijo. (poema " não te gosto em silencio" de J>G> de Araujo Jorge