Devora-me o seu olhar inebriado e de luxúria insinua-se Delatando-se por sua natureza De alguém que espreita-me como sua presa
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Devora-me o seu olhar inebriado e de luxúria insinua-se Delatando-se por sua natureza De alguém que espreita-me como sua presa Desnudando minuciosamente a minha alma indefesa Entorpecendo-me com pequenas poções de sedução Cativando-me na sua prisão de ilusão Destilando-me no seu jogo ardiloso Instigando meu instinto vendado e amordaçado Hipnotizando-me de encanto e me suprindo desse extremo veneno Que penetra em mim e extravasa Num fluxo complexo Que inspira minha imaginação numa intensa conexão Nesse ensejo domina o meu desejo em segredo Em meio a devaneios te invoco nos momentos insólitos Pressente e invade o meu templo Me envolve nesse frenesi e me viola em instantes isentos de tento Te sinto em sintonia a se dissolver na minha essência Até que de amor eu desfaleça