Na verdade, você me revelou uma falsidade,
Uma mentira disfarçada de verdade.
Na tentativa de me apresentar uma realidade,
Sem querer me mostrou sinceridade.
Mas tu és o que és!
Até quando irei sonhar com o que não é?
Eu ainda me preocupo demais,
Mas eu preciso sentir paz.
És misteriosa,
És ardilosa.
És uma cobra venenosa...
Hoje o bom dia é com um coração apertado,
Um bom dia de alguém que está magoado.
Uma manhã meio estranha, um sentimento estranho,
Um vazio no peito que me deixa sem jeito.
Admirar sua existência é a minha maior eloquência,
Caminhar, mesmo que apressado ao seu lado, jamais me deixa cansado.
Por que me sinto tão bem, flor?
Será que é só porque em ti vejo amor?
A saudade bate forte no meu coração,
Lembrando da nossa risada, da nossa canção.
Parece que o que me resta é viver na saudade,
A memória é o único jeito de te ter de verdade.
Eu te afastei com minhas exigências,
Com minhas incongruências, minhas impaciências.
Tudo porque eu não soube suportar,
A dor imensa de não te encontrar.
Perguntou-me como foi meu dia,
Sem saber o que dizer, fui viver uma fantasia.
Onde vivíamos felizes depois de um longo dia,
E você se reclinava sobre meu colo, me trazendo nostalgia.
Qualquer momento que eu puder aproveitar,
Com certeza farei de tudo para ao seu lado estar.
Seja num ônibus lotado, numa fila apressado,
Por ti, minha flor, farei de tudo um pouco, meu amor.
Mesmo me fazendo nervoso, me sinto carinhoso,
Você é mesmo incrível, será que nosso amor é impossível?
Tento te conquistar com o que você não vê,
Porque o que vê já te conquistou.
Temi não te encontrar,
Talvez, se eu não fosse rápido, não veria você chegar.
A ansiedade pra te ver, mesmo que distante,
Me fez correr na noite como um errante.
Quando ando ao seu lado, me sinto animado,
Tua presença me deixa encantado, faz-me sentir apaixonado.
Quero que sinta meu carinho,
Quando corri em direção ao seu caminho.
Teu fardo tirei de suas costas,
Era tão pesado que obtive respostas.
Responsabilidades, era isso que tu trazia,
Ver você responsável me enche de alegria.
És misteriosa,
És ardilosa.
Fizeste-me sofrer,
Imaginei o mal que pudesse te acontecer.
Tentei te entender,
Mas você não se fez conhecer.
É difícil acreditar em ti,
Quando vejo que ocultas a si.
Na fileira central, havia um homem. Ele não era mais o protagonista que um dia ela iludiu. Era só o espectador. Alguém que um dia acreditou que aquele palco cairia, que as luzes apagariam, que o cenário daria lugar à verdade. Mas a atriz não descia.
Nunca descia. Continuava em cena, mudando de figurino, de entonação, de personagem… mas sempre no mesmo palco
Usou a criança pra encenar indiferença,
Sem que ela notasse tua falta de decência.
Isso foi um golpe duplo, que me fez enlouquecer,
Dois seres que tanto amo ignorar-me, foi de morrer.
Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.
Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.
Precisava de plateia, não de vínculo.