Esquecer-te? Esquecer-te? Se sonhar à noite e contemplar-te durante o dia; Se toda a louca e profunda devoção que o coração do poeta dedicaria;
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Esquecer-te? Esquecer-te? Se sonhar à noite e contemplar-te durante o dia; Se toda a louca e profunda devoção que o coração do poeta dedicaria; Se as preces ditas em teu favor ao poder que o Céu tem de proteger; Se pensamentos alados a mil por hora que a ti vão ver; Se devaneios te misturam ao que está por vir na minha vida... Se isto chamas de esquecimento, tu, de fato, serás esquecida! Esquecer-te? Que os pássaros da floresta esqueçam sua doce melodia; Esquecer-te? Que o mar, sob a lua, esqueça das ondas a sincronia; Que as flores sedentas se esqueçam de beber o orvalho refrescante; Tu mesmo te esqueças de tua terra adorada, e seus montes deslumbrantes. Esqueces cada rosto, velho conhecido, cada ocasião tão querida... Quando estas coisas forem por ti abandonadas, tu serás esquecidas! Guardas, se quiseres, tua paz virgem, sempre calma e despreocupada, Não permita Deus que tua alma feliz por minha causa se veja desolada; No entanto, enquanto essa alma é livre, ah! que a minha não saia a vagar. E, sim, que alimente a fé humilde e a capacidade tolerante de amar; Se estas, por anos resguardadas, no fim não me tiverem valia... Então me esqueças; mas não acrediteis jamais que tu podes ser esquecida!