Tento falar mas não saem as palavras Que eu queria que ouvisse de mim Nessas ruas sem alma vejo as carcaças
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Tento falar mas não saem as palavras Que eu queria que ouvisse de mim Nessas ruas sem alma vejo as carcaças Na mata que estraga por causa dessa desgraça Me comunico em versos soltos Afoitos na noite, preso por dentro me sinto incoerente Os gritos loucos ecoam pelo túnel de chuva Do tempo nublado da gente que entra na minha mente E ele não sente, não mente, nem tente mudar O ponteiro do relógio que não quer andar Preso no tempo sem escolha ou saída daqui Me sinto reflexivo, recuado, inexpressivo e sem lugar nenhum pra ir Eu quero sair, me deixe sair dessas barras de concreto Escassas de calor e afeto do braço que cura Que ascende da quente pele do tecido preto Queimado pelas duas pessoas que moram em uma Mas no fundo vejo o raio de luz que lhe condena O solitário destino que te xinga, humilha e passa a perna Ó desprezo que arde por que não me tira dessa Terra?? Estragada pelos ímpios flagelos que espalharam suas mentiras Nas Terras de seu Deus não há o sofrimento A chuva que cai não volta no mesmo tempo Lamentações e palavras escuras que inundam O meu ser com pensamentos que não vão embora e nem mudam Ó pináculo da luz Onde está a luz Onde está você Quando mais precisamos de você?