Vindas de um galho, Suspensas ao vento, Limitadas por um tronco,
Continuar lendo
Vindas de um galho, Suspensas ao vento, Limitadas por um tronco, Mulheres são pétalas brutas Que desabrocham em cores vivas, Desafiam os vendavais, E carregam consigo sua luta. Pétalas selvagens, exalam coragem Entre espinhos e sangue Buscam nas sombras sua luz, Pisoteada pelos juízes cegos Cegos do próprio ser, Entendem somente o escuro, E ignoram o que é belo. Sonham em um dia alçar vôo Livres do destino ao fogo iminente, Imploram pela preservação De sua natureza resplandecente. Sendo impossível apagar os fatos, Poderá o futuro superar Os crimes do passado? Pétalas que caem, perdidas No orvalho pulverizado pelo tempo. Mas, cedo ou tarde, encontram uma saída, Provando que perder-se também é caminho. Permitam que as pétalas ao nascerem Tenham a chance de voar alto E desfrutar de seu ansiado florescer.