No silêncio da noite, Eu pensava calado, Onde estava a minha sorte,
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No silêncio da noite, Eu pensava calado, Onde estava a minha sorte, Que ainda não tinha encontrado. Fui de madrugada a dentro, Conversando com meus botões, Examinando meus sentimentos, Explorando minhas emoções, Logo senti um acalento, Ao descobrir os meus dons. Aí me conformei, com a sorte que tenho, Tudo que conquistei, Fui com trabalho ferrenho. Nada caiu do céu, De bandeja para mim, Senti o amargo do fel, Mas lutei até o fim Em busca de um pouco de mel, Para tirar o gosto ruim. Cada passo que dei, Pisei em muitos espinhos, Em pedras tropecei, Em todos os meus caminhos, Pra chegar onde eu cheguei, Eu sofri um bocadinho. A sorte é nós que fazemos, Assim damos muito valor, Quanto mais sorte nos temos, Maior é a nossa dor, E para ter o que queremos, Temos que derramar suor.