Uma conexão silenciosa Estava sozinha, sentada na calçada fitando um gato cor de pêssego acercando cauteloso. Levantei-me para lhe fazer carinho, no entanto, o felino afastou-se com medo e logo desapareceu em meio as sombras da rua. Esperei para ver se ele retornaria, mas nada…
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Uma conexão silenciosa Estava sozinha, sentada na calçada fitando um gato cor de pêssego acercando cauteloso. Levantei-me para lhe fazer carinho, no entanto, o felino afastou-se com medo e logo desapareceu em meio as sombras da rua. Esperei para ver se ele retornaria, mas nada, voltei para dentro de casa. No dia seguinte, sentei-me novamente na calçada, aguardando para ver se teria a mesma chance de ver o filhote assustado, levou cerca de trinta minutos até eu perceber uma sombra se aproximando, desta vez tive o zelo de não insistir em o tocar, assim, ele chegou perto de mim. Ficamos em silêncio, sem sequer um ronronar ou, de minha parte, querer puxar sua atenção com sons de chamado. Chegou o inverno e eu fui a minha rotina, ver se minha companhia já estava me esperando, mas, para minha surpresa, ele não estava lá, olhei ao redor, até o procurei, mas nenhum sinal. Pensei de imediato será que o gato havia encontrado uma casa para habitar ou alguma outra companhia? Após cogitar a possibilidade de nunca mais vê-lo me voltei para a porta de casa e lá estava ele, há quanto tempo me observando? Estava sereno se limpando, Pêssego reparou minha apreensão em ousar me aproximar, então, pela primeira vez ele tomou a iniciativa de vir aos meus pés. Logo percebi o conforto que ele trouxe depois do meu medo de sua ausência. Não são apenas palavras que formam uma amizade, às vezes só basta o decorrer do tempo.