A substituição da verdade objetiva por opiniões pessoais alimenta o relativismo exagerado e a pós-verdade, onde sentimentos e crenças sobrepõem dados e razão.
Frases de Jerônimo Bento de Santana Neto
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Se o Estado foi ausente, que o assaltante cobre do Estado, não de gente inocente.
Na pós-modernidade, a razão vira produto segmentado; cada grupo escolhe a sua verdade no mercado.
Conatus é resistência viva; entropia, decadência definitiva.
Quem centraliza tudo manipula pela ação e enfrenta a solidão do poder; quem cede tudo, passa ‘procuração’, aceita o jogo, manipula por omissão e enfrenta a humilhação de se submeter.
O assassino é visto por muitos como vítima social; e o morto é quem neste jogo desigual?
O ladrão é visto por muitos como vítima social; e o cidadão é quem neste jogo desigual? Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?
Um centraliza para aparecer; o outro cede para se esconder. Ambos manipulam — um pela ação, o outro pela omissão — um sofre pela solidão e outro pela submissão.
Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?
Meu corpo, minhas regras até onde a convivência permite; não estamos sozinhos no mundo, e no coletivo também há regras e limites.
Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de recusar por padrão ou agradar por convenção.
Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo.
Entre a inconveniência de discordar de tudo e a subserviência de concordar com tudo, reside o absurdo.
Entre o não automático e o sim sistemático residem o defensivo e o submisso.
Entre discordar de tudo e concordar com tudo, reside o absurdo.
Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de negar por impulso ou ceder por costume.
Somos seres pulsionais, limitados por freios morais.
Concordar com tudo é fraqueza disfarçada; não concordar com nada, soberba declarada.
Em luto pelos dias levados, grato pelos dias compartilhados ao seu lado.
É no agora que a vida ocorre — onde se vive, se corre e se constrói.
A terapia muda nosso olhar, e esse olhar pode mudar o outro.
A fantasia não é o contrário da realidade, mas um modo de enfrentá-la.
O "eu" é uma construção, uma suposição, uma ficção funcional — mas isso não elimina a existência do sujeito.