Quem somos? A soma do que vivemos, convivemos, herdamos e juraram que deveríamos ser. E o valor que, no olhar do outro, esperamos, que nos reconheçam e nos façam crescer.
Frases de Jerônimo Bento de Santana Neto
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A mente é um enigma que sussurra no silêncio; quem escuta o que não cabe nos manuais encontra sentidos que nem sempre têm nome.
O mundo moderno alimentou a fantasia de que o progresso tornaria tudo melhor e mais diverso.
Toda queixa carrega um clamor, toda queixa revela um pedido de amor. Toda queixa disfarça um desejo, todo desejo suplica por amor. Toda queixa é um grito contido, todo grito é amor não ouvido.
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Toda queixa carrega um clamor, toda queixa revela um pedido de amor. Toda queixa disfarça um desejo, todo desejo suplica por amor. Toda queixa é um grito contido, todo grito é amor não ouvido. Toda queixa é um gesto velado, todo gesto é amor camuflado. Toda queixa é um eco tardio, um amor ferido, um vazio.
Todo desejo carrega, em silêncio, certa dose de angústia.
Na ONU, cinco vozes têm veto e poder, com esse freio, a justiça tende a esmorecer. Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, no jogo do silêncio, guerra e paz dependem de interesses bem definidos.
Excesso de estímulos e cobranças apressam um vazio que avança, uma solidão que se lança,
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Excesso de estímulos e cobranças apressam um vazio que avança, uma solidão que se lança, um cansaço que não descansa.
Sem ciência, mitos viralizam apagando a consciência.
Presença que acolhe, pausa que sustenta, escuta que ampara.
Na vida terrena, a plena felicidade não é missão, nem fruto da criação; é sentimento em constante transformação.
Uma vida bem vivida não veste fantasia, não cabe no sorriso forçado, na vitrine da alegria, não se vende em propaganda, mas se derrama pela varanda.
Percorrer a história familiar, social, cultural do eu que sou, do nós que somos, herdamos e carregamos.
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Percorrer a história familiar, social, cultural do eu que sou, do nós que somos, herdamos e carregamos. E do valor que, no outro, tanto esperamos reconhecer e que almejamos receber.
Justiça é o limite, o freio e a razão, a ponte que separa o direito da opressão. Sem ela, o poder se torna tirania, e o direito, apenas face da violência fria.
A dor que se cala em nome da normalidade devora lentamente nossa identidade.
Perder referências, perder o norte, perder o apoio, perder o suporte é quase uma morte, mesmo para os fortes.
Diagnósticos falsos, ditos, ouvidos, aprendidos, difundidos e confundidos em um mundo de aflitos e malditos.
O capitalismo transformou o mundo num parque temático de realidades fabricadas e subjetividades capturadas, onde nada escapa nem mesmo a alma.
Viver não é editar a vida para caber no aplauso, mas ousar ser, sem rótulo e sem disfarce, mesmo que doa, mesmo que desagrade.
Uma escuta substantiva sustenta o diálogo, a existência e repousa no encontro.
Escutar a dor do outro sem ceder ao impulso de rotular, julgar, condenar, enquadrar, e sem a pressa de medicalizar.
Seguimos sem espaço para sentir, para escutar, para compreender como se viver fosse sobreviver.
Viver é estar no agora nos risos, nos gritos, nos imprevistos, no abraço do tempo, no passo torto, no susto, nas dores e nos sabores.
Projetei no outro o espelho da minha alma, e na sua voz busquei a resposta que acalma: Diga-me, quem sou eu? — pergunta que reclama, ser eu, senão o eco que no outro se inflama.
Escutar sem rótulo, sem conclusão apressada, sem fórmula pronta, com ética e coragem ao lado.