SILÊNCIO MUNDO O mundo é poeticamente correto É sim! Tudo o que há de bom e ruim
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SILÊNCIO MUNDO O mundo é poeticamente correto É sim! Tudo o que há de bom e ruim Cabe em qualquer obra artística Com ou sem rima, cai bem num poema Seja de tristeza ou felicidade Tudo aqui nestas linhas cabe Ô mundo barulhento, orquestra sem fim Há quem diz que vai acabar um dia Mas não acredito muito nessa história Acho que é só um ensaio Com músicos pra todo lado Cada canto produzindo um som desigual Notas descompassadas, outras harmoniosas Estrondos altos que saem do norte e soam no sul Corais armados em cenas, com coreografias e tudo mais Ouvem-se também baixinhos murmúrios, berrinhos... Parecem sofridos tons pequenos de chorinho Não acredite que se acabe sem finalizar uma obra equilibrada São tantos talentos por aí desperdiçados Uns nos traz dramas, outros nos traz piadas Ô mundo abençoado, digo assim pra não citar o contrário Mundo que não se explicou de qual principio surgiu Quanto mais explicaria se tormenta tantos filhos Alguns bastardos, outros também bastardos Embora alguns trazendo tesouro e outros vendendo o próprio couro. Ô mundo sem jeito, que não respeita nem a condição de liberdade Pra tudo criou uma prisão, pra todos terem um pouco de ocupação Tentando se resolver de alguma forma a própria equação Se medindo na vida, enquanto a morte os espreita. Meu mundo, mundinho, faz assim não... Esse barulho todo, tanta usina, tanta buzina, tanta chacina Tanta injustiça! Mundo o que foi que aconteceu? Que evoluiu tanto, mas tudo anda igual há tempos atrás Mundo, cadê a educação? Cadê a paz? Cadê pra aquele moço lá na calçada, deitado, fazendo rua de casa Cadê pra ele, a segurança, a verdade que ali não é o lar Cadê pra mim, o destino prometido, de que tudo vai ser muito lindo Com trabalho, respeito, cidadania, e boa comunicação entre os homens Mundo, tudo fica aí só no barulho... Faz assim, fica quietinho... Para só um pouquinho o ensaio dessa orquestra... Afina esses instrumentos, dê um jeito nessa nesta gente Pra ver se produz uma vida-obra que presta! Mas faz isso, logo, logo, fica quietinho! Faz silêncio mundo!