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Frases de J B Gregorio Jr

12 frases

Há templos cheios de vazios por dentro.
Hospital da Restauração A loucura usada comigo desculpa A soberba aleijado que tem a missão
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Hospital da Restauração A loucura usada comigo desculpa A soberba aleijado que tem a missão A coisificação do próximo E a supervalorização do objeto A inércia diante do caos Transtorna os leitos jogados Desiste do paciente acamado Desorienta aqueles quase curados O odor invade a emergência E saúde do cidadão A reforma resgata a imagem, Mas o Hospital não tem Restauração! A edificação com o cinquentenário Vira do nordeste o novo sertão Com promessa de refrigério Mas a seca é o seu único refrão. Mas a escola é certa Residente sai doutor Enfermeiros viram sargentos E Técnicos a tropa do batalhão Mas seguindo a tristeza Pacientes ficam à espera Da definição do que agora são Se curados para a liberdade Ou denados para a a escuridão.

Um dia fomos loucura Diante de todos No caminho da devoção
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Um dia fomos loucura Diante de todos No caminho da devoção A sanidade era só um lampejo Suficiente para desviar nossa vontade ​Um dia já fui desejo Te ouriçava o corpo Eriçava teus pelos Borbulhava tuas fontes Extraía teu perfume ​Hoje sou distância A negação de um momento O sonho esquecido Uma página dobrada, Que um dia não sabes se vais ler ​Hoje te vejo à distância Ainda estou ao teu alcance? Tu permaneces vontade Eu permaneço desejo

Louco Patético Voluptuoso
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Louco Patético Voluptuoso Inefável Não se sabe porque se sente Não se sabe nem se se sente Na verdade Não sabe nem se existe! Quem pode dizer que sim? Quem o pode negar? Dever ser por isso que muitos afirmam sentir Sem nem mesmo saber expressar Mas com certeza, louco é aquele que diz Que não sabe o que é amar

O problema não é a morte, mas a dor A dor de quem fica A dor de quem vai
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O problema não é a morte, mas a dor A dor de quem fica A dor de quem vai A dúvida que nos consome A saudade que acompanha quem ficou. Quem se foi, daqui não mais será Donde está, colhe seus frutos Mas quem ficou, A falta machuca A saudade espanca A negação maltrata Por fim, o fim chegou Levando um personagem Deixando um quadro escrito a giz O tempo dá conta do resto Mas o que de fato ficou?

O Problema não é a Morte O mal não é o fim da estrada, O problema é a agonia;
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O Problema não é a Morte O mal não é o fim da estrada, O problema é a agonia; A dor da alma apartada, Que o corpo já não sustenta, E a dúvida que nos guia, Nesta dor que nos sedenta. A dor de quem se despede, A dor de quem viu partir; A saudade que intercede, No peito de quem ficou, Na dúvida a nos consumir, No rastro que se apagou. Quem se foi, já não é mais, Deste mundo se ausentou; Colhe os frutos ancestrais, No lugar onde habitar. Mas o peso que restou, Faz a falta machucar. A saudade, enfim, espanca, A negação nos maltrata; Uma dor que não se estanca, Pois o fim, enfim, chegou; A morte, em sua mão exata, Um personagem levou. Deixou o quadro escrito a giz, Que o tempo logo consome; Desta história, o que se diz? O que de fato ficou? Resta apenas o sobrenome, Ou o que o amor preservou?

Amizade-Escudo Te odeio por tua amizade, Que despreza o meu desejo;
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Amizade-Escudo Te odeio por tua amizade, Que despreza o meu desejo; Ela serve como um escudo, Que me barra o passo e o beijo. Tenho raiva do silêncio, Que me deixa sem resposta; Ignorando os meus sinais, Finges que de mim não gostas. Odeio meu coração, Por teimar no sem retorno; Preferindo a rejeição, Deste meu viver tão morno. Como desprezo esse medo, Do corte, do afastamento; Da certeza que já tenho, Deste meu cruel tormento. Eu me sinto tão iludido, Pelo teu modo de agir; Pela tua dissimulação, Que me impede de fugir. A paz já não me pertence, Longe de ti, a angústia; Perto, resta a solidão, Nessa entrega sem astúcia.

Eu sinto falta de você Das nossas conversas De estar pertinho
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Eu sinto falta de você Das nossas conversas De estar pertinho Sentir teus abraços Mesmo que meios abraços... Gosto de ter acesso ao teu limite Apenas me entristeço pelo que sou Desinteressante, mas necessário Procurado, mas não eleito Considerado, e nunca desejado Desculpe por meu desejo animal Que memoriza teu corpo Arranca tuas roupas Imaginado disseca-lo À cada centímetro Por horas sem fim Sonho com teu cheiro Me imagino nos teus braços Miisturando-me ao teu corpo Saciando a sede na fonte Tu entre meus dentes Minha boca, nos teus lábios Rossando meu nariz na tua testa Apertando teu quadril Te puxando contra meu rosto ... Quero o banho do teu ápice No sofá do seriado Antes de chegar na sala de jantar Com a mesa posta no tapete Bagunçado por teus suspiros e delírios Enchendo minhas mãos com teus dotes E infelizmente arcodando Desse ensaio para a realidade