Odeio aquelas almas onde encontro escrita uma história que um outro antes de mim viveu dentro de um grande amor o amor próprio se irrita encontrando um romance que não seja o seu
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Odeio aquelas almas onde encontro escrita uma história que um outro antes de mim viveu dentro de um grande amor o amor próprio se irrita encontrando um romance que não seja o seu quero uma alma que seja inteiramente pura simples e onde não haja escrita uma só linha Onde possa ir deixar um poema de Ventura aquela que procuro e que há de ser só minha quero um amor de egoísta todo meu inteiro que não traga um vestígio de afeição sequer se pra ele eu não for o seu sonho primeiro desde já renuncio a outro lugar qualquer somente assim desejo e quero ser amado e um grande amor somente assim posso sentir hei de ser seu presente hei de ser seu passado e a esperança feliz que doure o seu porvir para um perfeito ideal pra encher minha vida ser toda minha crença em meu viver de ateu Não quero a alma que foi por outro amor possuída nem quero aquele amor que um dia não foi meu quero o amor em botão fechado pequenino e ao calor do meu beijo ha de florir então pra ser a razão do meu próprio destino e a grandeza imortal da minha inspiração