Beiramos a graça Beiramos a desgraça Beiramos o fim
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Beiramos a graça Beiramos a desgraça Beiramos o fim E quase nunca nos afastamos do começo Somos inquilinos dos nossos próprios medos Somos doutores das nossas próprias dores Somos metade do nada E as vezes pedaço de tudo Somos temporal e atemporal Atravessamos linhas insensatas Só para dizer nada Somos a controvérsia que nunca respondemos Somos o jeito rude do lenhador e a delicadeza da bailarina Somos uma condução de eletricidade Mas morremos por simplesmente termos tristezas profundas A dor é compartilhada no silêncio O medo é a distância da coragem Assim como estamos distantes do passado Mas perto do futuro Ardendo em chamas Procurando encontrar luz A luz que se perdeu naquela noite Que você partiu Eu sou a minha própria vela E continuo vagando em minhas próprias perdas....