Pingando em traços leves as vertiginosas veias das palavras. Caminhando por vielas intensamente misteriosas nada levará até a descoberta dos pensamentos.
Frases de Ivanete França
10 frases
Tudo aquilo seco, seca o traço do abraço amarrotado.
Decifrar o verso e o reverso É como decidir por descobrir segredos.
Que belo encanto os olhos teus, refletem suave e translúcida alma sem refletir o pecado da noite.
Inevitavelmente inconsciente, flui bem no consciente o singular do paladar
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Inevitavelmente inconsciente, flui bem no consciente o singular do paladar sentir o gosto seco da voz no ouvido, todo o sentido acabar assim, seco! não o seco das palavras ditas, mas as mais discretas, as caladas aquelas que a coragem escondeu, delimitadas. e se deu o fim de todo começo singular da descoberta, do novo instigante e direto, sugando os sentidos e os levando de dentro dos atos são, tirando o prumo e o juízo e ainda assim, ressoando como um sonho bom.
En corps Sussurro Baixo como o vento vem
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En corps Sussurro Baixo como o vento vem Pairando devagar O ouvido Suave Teu desejo Me quase dominando o Sentido Sentindo o cheio De teu poema Me ouvindo Sussurro Sentindo no chamar Te querendo ouvir E tu partindo Preso em ti O verso Em mim sentindo Absorver Palavras E o corpo No topo No centro Partindo E tu, crescendo Em mim Vagando assim Vivemos
Chamo-te, poesia! Invado-te os sonhos, Busco-te!
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Chamo-te, poesia! Invado-te os sonhos, Busco-te! Não sossego tuas noites vazias. Chamo-te aos meus desencantos, Chamo-te sim! Invado tua alma. Atordoo-te os pensamentos, Teu coração sem calma. Procuro tuas mãos vagarosamente, folha por folha de papel, a cor das palavras que crias ser somente e tão somente, tuas.
À Madame Vírginia. Toda história, a lenda, era um truque, o refúgio de meus anseios. Toda ação, das mais desvairadas e insanas, as inconsequentes, às mais sutis e febris, tomei por gosto. Enfim, o verbo, pautando em cada caminho morno, um tanto levou de meu valor. Querer cuspir…
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À Madame Vírginia. Toda história, a lenda, era um truque, o refúgio de meus anseios. Toda ação, das mais desvairadas e insanas, as inconsequentes, às mais sutis e febris, tomei por gosto. Enfim, o verbo, pautando em cada caminho morno, um tanto levou de meu valor. Querer cuspir no chão de cada dia pra refrescar o pisar, limando o certo, galgando cada degrau da culpa. Mas soltei as amarras, despi-me mais uma vez. Noutro dia aquelas cinzas nuvens encheram meu dia de cor, porque estavam aqui dentro de meu íntimo dia mais bonito e o ontem já não incomodava. Parto deixando as lembranças entocadas nos cantos que um dia pareceu-me feliz, a luz, os discos na vitrola embalando Choppin, a mesa de canto amparando toneladas de guimba de cigarros, uns do bem outros traiçoeiros deliberadamente, livros espalhados, uma doce bebida e teu rosto tranquilo sem nenhuma culpa Tua casa fria Virgínia, apaguei dos folhetins! Se um dia voltarmos a nos encontrar, não saberei pronunciar teu nome. Tua face rosada de certo irei apagar aos poucos, quando as rugas tomarão conta das lembranças, pouca memória conseguirei retirar de mim. Não costumo sofrer para sempre, o sempre acabará diluindo-se ao vento do tempo. Assino-me: o resignado.
Cada canto pálido de tua face Cada canto doce de tua voz Revelam aos poucos teus segredos
QUAL SERÁ? Virar-me Atrapalhar-me
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QUAL SERÁ? Virar-me Atrapalhar-me Afogar-me Atordoar-me Maltratar-te Qual sera? Aproximar-nos Açoitar-nos Acostumar-nos... (Ivanete França)