Sinto saudades do que vivi, do que ainda não vivi e do que jamais irei viver.
Sinto saudades das despedidas, de quando parti, de quando deixei ir e de quando me permitiram partir.
Já voei quando no fundo queria estar aninhada, e já deixei de voar ficando onde não gostaria de estar.
Não me arrependo de nada!
Guardo apenas minha caixinha transbordante com todos meus pedaços que hoje, são partes de mim.
Talvez amanhã ainda eu seja a mesma de hoje
Ou talvez não...
Estou sempre a caminhar, estou sempre a aprender...
E se amanhã eu não for mais quem sou hoje, é porque me tornei uma melhor versão de mim.
É no deserto árido que encontro a cura
É nele que sinto amparo dos céus
Me resgata do abismo
É nessa aridez que não sou forçada à encarar meus monstros
Não sou forçada a lutar uma guerra que nunca cheguei perto de vencer
Porque?!
Gastei uma vida perseguindo esse tal porquê...