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Frases de Ita Portugal

81 frases

Uns e outros Alguns reclamam das filas. Outros ansiosos estão nela para receber seus trocados. Uns falam demais. Outros ficam em um silêncio obrigatório por falta de conhecimento.
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Uns e outros Alguns reclamam das filas. Outros ansiosos estão nela para receber seus trocados. Uns falam demais. Outros ficam em um silêncio obrigatório por falta de conhecimento. Uns caminham apressados para não perder o tempo, a vida, o sucesso, o trabalho, a luta, o dinheiro. Outros vagarosamente fazem da caminhada um passo seguro para a liberdade. Uns formulam, reformulam, hesitam, forçam, reforçam e sem saber o que fazer não tomam nenhuma decisão. Outros, que também pouco sabem, vão experimentando sem nada deixar escapar. Uns limpam a casa. Outros cuidadosamente deixam a alma pronta para o que der e vier. Uns dão sorrisos ensaiados, comemorando os ganhos. Outros gargalham como simples forma de celebrar alegria. Uns fingem que sabem. Outros mostram que precisam aprender. Alguns imitam para ser. Outros são escancarados de autenticidade. Uns vivem em estado de preocupação. Outros ocupam-se em florescer boas intenções. Uns são securas. Outros terras férteis. Uns possuem bens. Outros são do bem. Uns matam a vontade. Outros renascem em esperança. Uns procuram o sucesso. Outros encontram a serenidade. Uns agarram a certeza. Outros devolvem a paz. Uns são fortes. Outros são suaves. Uns usam os meios. Outros as finalidades Uns falam. Outros, amam.

Testamento A você deixo o meu afeto. E mais. Deixo os beijos que ainda não dei. O bilhete para ser lido. O quadro colocado no alto para nunca ser de lá retirado. Um jantar à altura de sua fome. O velho livro de histórias. A coleção de filmes para chorar. Uma garrafa cheia de caf…
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Testamento A você deixo o meu afeto. E mais. Deixo os beijos que ainda não dei. O bilhete para ser lido. O quadro colocado no alto para nunca ser de lá retirado. Um jantar à altura de sua fome. O velho livro de histórias. A coleção de filmes para chorar. Uma garrafa cheia de café. E uma bruta saudade. A você eu deixo tudo de bom para me vingar de todas as sequências de discórdias nas falidas noites de domingo. Deixo o meu telefone azul. Os sonhos adormecidos. As extravagâncias das férias. O vício de escrever na madrugada. A você deixo o meu relógio vermelho, que de propósito está uma hora adiantado, assim não correrá o risco de perder seu jogo predileto. E por falar em jogo, deixo a camisa do seu time, no ponto de ser usada. O taco de beisebol, mas não acerte a janela. Folhas de caderno para as cifras da madrugada. O vinho gelado para as noites de frio. A pipoca amanteigada. O filme no pause. O copo de vodka. Ovos mexidos. Roupa limpa e suaves prestações da coleção de Drummond. Deixo a roupa lavada, passada. A carne assada no forno. A conta vencida. A senha da internet. E tudo desligado. Aceso deixo apenas as fagulhas do coração, prontas para serem apagadas. Um pouco das tempestades, não te fará mal, portanto deixo vinte e cinco dos meus odiados clichês, dois poemas ordinários, uns palavrões impublicáveis. Pelo excesso de mistério, deixo as vírgulas, as reticências, as aspas, a interrogação. Deixo o dicionário para decifrar as palavras soltas e não confundir sentimentos. Deixo sem nenhum medo a minha covardia transbordante. As atrapalhadas afetivas. O sol. A lua. O mar, não necessariamente nessa ordem. Deixo a desordem das escolhas que é mesmo para bagunçar as ideias. Deixo a sensação da promessa cumprida e uma lista de coisas pendentes para serem feitas a qualquer horinha dessas. Deixo para amanhã, qualquer coisa bonita, talvez quem sabe uma lembrança patética, uma abusada vontade, uma sentimento que coça, um vazio sem canção. E por último deixo o perigo do meu amor.

Deixa que eu canto. Escrevo. Toco. Declaro. Deixa que eu decifro. Sangro. Remendo. Engulo. Devolvo. Vou colhendo tudo. Capturando a poesia. Gritando o verbo urgente. Explorando o afeto.
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Deixa que eu canto. Escrevo. Toco. Declaro. Deixa que eu decifro. Sangro. Remendo. Engulo. Devolvo. Vou colhendo tudo. Capturando a poesia. Gritando o verbo urgente. Explorando o afeto. Deixa que eu vou passear nos sentimentos. Deixa que eu retiro a palavra que vive em mim. Qualquer uma das minhas palavras, sempre falará de amor.

Se eu fosse rebobinar minha biografia afetiva, certamente encontraria: dois tropeções, três teimosias, uma ilusão, uma desistência, quatro bis, duas besteiras, uma escorregada, incontáveis loucuras, algumas covardias e vida longa para o romantismo. Andemos para viver outras emoçõ…
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Se eu fosse rebobinar minha biografia afetiva, certamente encontraria: dois tropeções, três teimosias, uma ilusão, uma desistência, quatro bis, duas besteiras, uma escorregada, incontáveis loucuras, algumas covardias e vida longa para o romantismo. Andemos para viver outras emoções.

Feliz por um dia Vou andando do meu jeito, visto que viver é emergente, eu quero mais é quebrar tabus, arregaçar as mangas, abrir as portas e soltar todos os meus vocábulos junto com o meu coração. Quero é dizer do que gosto, de quem gosto. Repetir a dose, exagerar no gole, não…
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Feliz por um dia Vou andando do meu jeito, visto que viver é emergente, eu quero mais é quebrar tabus, arregaçar as mangas, abrir as portas e soltar todos os meus vocábulos junto com o meu coração. Quero é dizer do que gosto, de quem gosto. Repetir a dose, exagerar no gole, não fazer corpo mole e assumir meus sentimentos. Quero que se dane a formalidade que me exige andar de salto alto, corpo ereto, copos, talheres e pratos no mesmo alinhamento. Quero mesmo é dar adeus à frescura que me deixa entalada na roupa de festa e me faz beber vinho em pequenos goles, para não entornar. Que me exige dar risadinhas no canto da boca e fazer poses para ficar bem na foto. Quero sai por ai. Andar descalça. Cumprimentar os passarinhos. Sorri para as flores e gargalhar com as crianças. Quero falar de amor para que todos possam ouvir. Ter liberdade de ficar em silêncio. Falar quando for necessário. Aconselhar meu coração. Sonhar com dias melhores. Cantar sem rima. Escrever sem motivos. Chorar sem razão. Amar sem restrição. Romper o óbvio. Sair do prumo. Soltar o remo e navegar. Colher flores para dar de presentes. Tricotar verdades. Descartar as mentiras. Dizer bye bye para a tristeza. Não ser levada a sério. Não servir de exemplo. Não dar conselhos. Quero acordar na lua. Tocar o céu. Passear pelas nuvens, pelo menos nos sonhos. Quero um dia maior para viver com vontade. Um coração mais largo para caber tanto amor. Por favor, não me fale de regras, técnicas, normas. Perdi essa aula por pura teimosia. Quero viver, aventurando-me na ousadia de fazer um belíssimo espetáculo, sem nenhum script. Sem nenhum diretor que me exija tanta disciplina. Quero é suportar minhas loucuras e me completar com o resto de alegria possível.

Sobre liberdade: Permito-me pensar que, em tempos de libertação, precisamos procurar cores mais reais e menos alquimia forçada para mascarar os dias cinzentos. É viver sem apaziguar o irresistível. A pauta do dia é o desejo mais sincero. Palavras mais livres, sem ensaios, sem gr…
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Sobre liberdade: Permito-me pensar que, em tempos de libertação, precisamos procurar cores mais reais e menos alquimia forçada para mascarar os dias cinzentos. É viver sem apaziguar o irresistível. A pauta do dia é o desejo mais sincero. Palavras mais livres, sem ensaios, sem gramática, sem verbos e sujeitos superficiais. Fotos com nervuras e celulites. Rostos sem maquiagem. Caras com choro. Gente sem enfeites. Erros mais honestos. Horários mais flexíveis. Deslizes sem cobranças. Menos glamour, mais naturalidade. Pés descalços, livres da pressão do salto alto e da pose programada. Menos imagem, mais conteúdo.

Não deixe ninguém fazer a sua história por você. Não aceite os créditos de seus erros ou acertos. Seja artesão. Cultive uma orquestra particular de sentimentos, mas acima de tudo ame-se. Seja solidário e saiba ser solitário. Solidão não é a pior coisa da vida. Das coisas piores,…
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Não deixe ninguém fazer a sua história por você. Não aceite os créditos de seus erros ou acertos. Seja artesão. Cultive uma orquestra particular de sentimentos, mas acima de tudo ame-se. Seja solidário e saiba ser solitário. Solidão não é a pior coisa da vida. Das coisas piores, viver acompanhado de sombras silenciosas e esperar quem nunca virá, são borrões e indelicadezas que matam silenciosamente.

Eu não sabia que a saudade incomodava, que o amor era tanto e que a vida doía. Não sabia que a mágoa machucava, que a lembrança desbotava e que a aspereza enrugava. Eu não sabia que o caminho era longo, que as pedras incomodavam e as curvas confundiam.
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Eu não sabia que a saudade incomodava, que o amor era tanto e que a vida doía. Não sabia que a mágoa machucava, que a lembrança desbotava e que a aspereza enrugava. Eu não sabia que o caminho era longo, que as pedras incomodavam e as curvas confundiam. Eu não sabia que o silêncio torturava, o desejo salivava e a distância traria o esquecimento. Também não sabia que a ironia maltratava e que em todos os tempos o fingimento não tinha graça nenhuma. Eu não sabia que a preocupação esquentava a cabeça, que a noite se afeiçoava com a solidão. Eu desconhecia sobre os interesses fúteis como praga que contaminava os dias. Isso eu não sabia. Eu não sabia que o choro era sinal de fraqueza. Pensei que arejava a alma, em algumas situações. Não sabia que as mães eram heroínas, mesmo que os filhos nem se deem conta disso, nem que os pais fazem um esforço danado para parecem certos o tempo todo com seus sermões quilométricos. Eu não sabia que a alma fica doente e o corpo padece com isso. Que o coração é lugar para dúvidas e a razão nunca é obediente. Eu desconhecia o sofrimento como escada para a felicidade, que o medo fragilizava e que havia um abismo entre o sonho e a realização. Eu não sabia que o universo conspira a favor de quem faz a sua parte. Que sorte é quase uma fábula e que o discurso só funciona quando é resultado de uma prática. Não sabia que era preciso tanto esforço para viver em um mundo contraditório.

Era só pra dizer, um pouco de alma, um pouco de calma. Era só pra dizer, sem nenhuma intenção, tenho uma dose de saudade. Era só pra dizer, que os olhos continuam hipnotizados, os pés acostumados com o mesmo caminho, o corpo tomou forma do abraço e nunca mais foi o mesmo.
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Era só pra dizer, um pouco de alma, um pouco de calma. Era só pra dizer, sem nenhuma intenção, tenho uma dose de saudade. Era só pra dizer, que os olhos continuam hipnotizados, os pés acostumados com o mesmo caminho, o corpo tomou forma do abraço e nunca mais foi o mesmo. Era só pra dizer que as noites parecem mais longas que o habitual. Que a vida segue, embora os dias sejam bofetadas. Era só pra dizer que a ilusão incomoda e meia dúzia de sonhos censurados ficaram guardados. Era só pra dizer que meu vocabulário continua o mesmo, ou seja, uma série de repetições que me enchem de tédio. Era só pra dizer que a conexão afetiva falhou sem meu genuíno desejo. Era pra dizer que os imaginários existem, apenas aqui. Era só pra dizer.

A gente mente a dor que não dói. Mente o amor que não sente falta. Mente o equilíbrio que não tem. Mente a vontade de falar um palavrão. Mente contando história de que tudo vai passar. A bondade que não temos. A mágoa que ainda existe. Não há quem escape das mentiras que aprendem…
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A gente mente a dor que não dói. Mente o amor que não sente falta. Mente o equilíbrio que não tem. Mente a vontade de falar um palavrão. Mente contando história de que tudo vai passar. A bondade que não temos. A mágoa que ainda existe. Não há quem escape das mentiras que aprendemos para viver. Mente o feio. Mente o bonito. Mente o mais ou menos. O quase, quem sabe, talvez. A verdade tirou folga. Está de férias ou foi demitida.