A densidade e o mêdo O ar parece mais denso, oleoso e com um odor antigo o tempo parece parar, os sentimentos e a vida se esvaem
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A densidade e o mêdo O ar parece mais denso, oleoso e com um odor antigo o tempo parece parar, os sentimentos e a vida se esvaem ao vento lento como num flutuar n'água onde as folhas pairam indefinidas até cederem ao fundo, junto a inércia dos detritos que por sua vez reproduzem a vida, gotícula por gotícula, condensando gases que finalmente retornarão a tona, trazendo uma renovação cósmica, uma coisa que só D's poderia articular pois sua precisão é meticulosa, as engrenagens harmoniosas, o resultado explêndido a continuidade um infinito de Natureza, de vida e morte, vida e ascensão, um pulmão estelar onde as vezes estacionamos com nossas consciências buscando respostas para renovar nossa coragem em entender que somos parte de um todo grandioso e que devemos assimilar nossa contribuição divina com honra e valor. O lado negro da dúvida, o mêdo, faz do ar denso uma parede que deve ser transposta pela certeza de que a vida é e sempre será uma continuidade no infinito universal e que nós somos a parte luminosa desta ressureição.