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Frases de IsabelMoraisRibeiro

336 frases

À noite quando me deito. O céu ouve-me. Ouve-me, o quanto sinto-me perdida.
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À noite quando me deito. O céu ouve-me. Ouve-me, o quanto sinto-me perdida. Perdida sem uma causa. As tempestades de inverno vieram. E escureceram o meu sol. O meu chão. Perco a minha respiração. Os meus pensamentos procuram uma porta aberta. Aberta para levarem-me para longe. Longe... Longe desta batalha que é viver. Onde eu possa ser forte. Como a chuva que cai no telhado. Trazendo a esperança. Deixo-a cair sobre mim. Para que ela leve consigo todas as dores. Sofridas Vividas Amadas Não tenho medo, nem das chuvas tempestivas. Nem da solidão. Que ronda a minha alma. Talvez o meu coração!

Noites sombrias Chamadas de perigosas Mágoas proibidas
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Noites sombrias Chamadas de perigosas Mágoas proibidas Antigos fantasmas Murmúrio turvo feito num sonho Negras obscuras do caminho Manhãs de sol Noites de luar Destinos feitos num olhar Longe de tudo Longe de nada Solidão em súplicas Coração nas chamas Perdeu a cor Perdeu a razão Sonhos vazios Sonhos de amor Noites sombrias da minha solidão!

Nos dias de silêncio. O meu coração não tem voz. A dor dos outros, são os meus olhos.
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Nos dias de silêncio. O meu coração não tem voz. A dor dos outros, são os meus olhos. Que vê a profundidade da alma. Os segundos passam. Ficam as lembranças. Na mente. No corpo. Elas só dizem que o tempo passou. O resto é só saudade. Triste das ondas, de uma voz calada. Boca fechada. Olhar ausente. Hoje simplesmente. Joguei o devaneio ao vento. Num breve momento. Sinto que a alma é livre. Para toda a eternidade de uma vida vazia. Murmurada ao vento. Na sombra. Cantada numa melodia triste. Triste das ondas de uma voz calada. Nos dias de silêncio, é só silêncio!

Caminho Na beira da estrada da saudade... A minha alma grita de agonia.
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Caminho Na beira da estrada da saudade... A minha alma grita de agonia. De dor Alma em desassossego. Pela ausência Pela falta Do toque dos teus dedos. Do silêncio. Dos lençóis acetinados. Perdido no brilho. Brilho do teu olhar doce. Onde toca o meu coração quente. Percorrendo cada canto do teu corpo. Arrepio inimaginável desejo partilhado. De memórias Emoções Suspiros de ternura. Unindo os nossos corpos. Como um raio de sol. Magia dos sentidos. Sentidos das as almas dos corações unidos!

Senhor dá-me a tua mão. Paz à minha pobre alma. Porque é chegada a minha hora.
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Senhor dá-me a tua mão. Paz à minha pobre alma. Porque é chegada a minha hora. Senhor dá-me a tua mão. Neste mundo, onde tudo é incerto. Menos a morte, que ela é certa. Senhor dá-me a tua mão. Sinto o aumento da minha solidão. Pois não há ninguém, que chora por mim. Senhor dá-me a tua mão. Até que o amanhã me resgate. Talvez não exista, ou demore-se. Senhor dá-me a tua mão. Pois perdi a idade. E não possuo ninguém. Senhor dá-me a tua mão. Aconchego-me de mim mesma. Sou solitária a viajar sem bagagens. Senhor dá-me a tua mão. Socorre-me do vale das sombras. Porque é chegada a minha hora!

Abraça-me Amor por onde vagueio. Vagueio nas páginas rasgadas.
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Abraça-me Amor por onde vagueio. Vagueio nas páginas rasgadas. Rasgadas de um velho livro. Neste momento estou triste. Soluço e choro. Choro pelo orvalho da manhã. Sem ti, sou como um livro nunca lido. Com segredos autênticos. Silêncios feitos nos becos da vida. Leva as letras até ao vento que sopra. Dá-me de beber, tenho sede. Sede dos teus beijos. Sede da profundeza do teu ser. Encontras-me no meio do silêncio. Silêncio de gestos. Palavras, gritando ao vento. Sem encontrar-te. Tu apareceste no meu caminho. Despertando a paixão. Abriste o teu coração para o meu. Abraça-me amor. Vagueio nas páginas rasgadas de um velho livro. Perdidas... Esquecidas nas letras escritas de mim mesma!

É urgente O tempo Antes que se perca o amor.
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É urgente O tempo Antes que se perca o amor. Um marinheiro. Antes que o barco encalhe na praia. Construir certas palavras. Antes de destruir palavras certas. Inventar a felicidade. Antes que sejamos invadidas pelo Ódio Solidão Multiplicar os beijos. Descobrir rosas. Rios Mar Orvalho Manhãs de luz.!

Ando pelo espuma do mar Descalça na areia branca da praia. Deixem-me viver
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Ando pelo espuma do mar Descalça na areia branca da praia. Deixem-me viver Viver livre Não imponhas regras Condições Não questiones-me as minhas decisões. Suposições Quero viver cada dia como se fosse o primeiro Mas também vivê-lo como se fosse o último Não imponhas conselhos Opiniões Sermões Sou como as ondas do mar. Como o vento A tempestade A brisa do deserto O raio do sol Como a tempestade O lobo que uiva no grito do vento. Não tentes limitar os meus passos. Pará de me aprisionar. Com coisas que me deixam deprimida Só quero ser livre como uma águia. Deixem-me viver, viver livre contigo.

Amar-te é descrever-te. Nos sonhos enlouquecidos. Teu corpo é como uma canoa.
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Amar-te é descrever-te. Nos sonhos enlouquecidos. Teu corpo é como uma canoa. Em que me entrego à deriva. O nossos corpos. São casulos de infinitas sedas. Sentir a tua pele. Ser a saudade do teu doce gemido. Roubar os teus beijos. Gritos sem dor. Ser o teu céu. Sentir o bater do coração. Ver nos teus olhos a paixão. Soltas em mim o vulcão. Tenho sede. Dos rios do teu desejo. Mergulho no teu corpo. Delira como o mel da paixão. Dois corpos que fundem. Que se consomem sem fim. A melodia que se fez poesia. Amar-te é descrever-te. É iluminar-te nas noites frias!

Agarrei na minha caneta. Senti saudade de escrever. Olhei para o papel
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Agarrei na minha caneta. Senti saudade de escrever. Olhei para o papel E nada Tudo em branco Pedaços rasgados de papel. Olhei é só dor. Há momentos que marcam-nos na vida As saudades As partidas Ficam como pedaços Lembranças Memórias Volto a tentar escrever Lembrei-me dos meus pais Que estão velhinhos Doentes Numa aldeia escondida lá para Trás os Montes. Por serras montes e fragas Saudades que tenho. Tantas lembranças de crianças. Como era bom ser criança. Feita de miminhos e carinhos.!

Gosto do cheiro a terra molhada. Do aroma do campo. Da brisa que cruza no mar com o canto do vento.
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Gosto do cheiro a terra molhada. Do aroma do campo. Da brisa que cruza no mar com o canto do vento. Da água fresca que percorre o leito do rio. Sombras dos choupos nas suas margens. Perfume das flores. Dos gritos das papoilas. Gosto da chuva miudinha. Da água fresca da fonte. Dos seixos, fragas, pedras atiradas da ponte. Do canto dos grilos nas noites de insônias. Das cegonhas no lameiro. Do coaxar das rãs, nas águas do rio Gosto da mãe natureza, respeito a sua vontade!

Gosto de fechar os olhos. Sentir o amor e o calor. Calor daqueles que partiram.
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Gosto de fechar os olhos. Sentir o amor e o calor. Calor daqueles que partiram. De mim. Para sempre. Sentir as mãos frias. Frias sobre o ferro quente. Quente como o meu corpo. Que não me reconhece. Perdeu-se no espelho. Espelho da vaidade. Das grades de ferro da cela. Onde dorme a minha alma. Ferros meus Corpo teu Mãos que já foram minhas. Tuas. Não partas fica na noite que desbrava-se. Cama. Silêncio. Margens do tempo. Livros das cores que nos cegam. Espelhos do quarto. Que nos ferem. Em estilhaços de luz. Poeiras soltas. Rasgar dos panos. Das janelas abertas. Murmuram o teu nome, o meu. Lambuzam os dedos no pote de mel. Gritam Gemem Na primeira lua. Saltam o muro fingindo. Fugindo e perguntam. Perguntam onde estão os que partiram!

Eu não sei o caminho. Pois ando perdida. Reuni-me por dentro.
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Eu não sei o caminho. Pois ando perdida. Reuni-me por dentro. Por dentro da vida. Os teus olhos sopram. Sopram no vento. Melodia encantada. Encantada no tempo. Sulco que chega. Que chega na hora. Sem tempo Sem nada Num andar descalço. Vou levá-lo a lugar nenhum. À distância da noite. Distância do dia. Arrasta a sua sombra. Cansada e triste. Procuro um amigo. Procuro uma mão. Eu sei o caminho, mas ando perdida. Perdida esquecida. Dentro de mim. Da vida reunida, reunida no tempo!

Constrói frases...entrelacei letras..... Através de palavras....soltas...... Reveladas dos nossos desejos...
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Constrói frases...entrelacei letras..... Através de palavras....soltas...... Reveladas dos nossos desejos... Em cada sussurro oiço ...o vento..... Distante e sufocante.... Pensamento do teu querer..ou meu..... Cada palavra que leio.... Leio-te......e descubro-te... Em palavras ousadas.... Onde o meu corpo treme....de Paixão... De tempo.... do desejo....... Gravado.....e tatuado no corpo... Tempo perdido no desejo... Onde tudo são horas preenchidas...... Pelo desejo..... de um tempo que não termina... Constrói frases...entrelacei letras... distantes e sufocantes..!!!

Morrer de amor Morrer por ti Trocar tudo
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Morrer de amor Morrer por ti Trocar tudo Trocar por ti Por castelos se for preciso. Príncipes perfeitos. Jardim de borboletas. Dorme comigo meu amor Agasalha-me nas noites frias. Sufoca-me de prazer. Com o teu corpo. Sufoca a tua boca à minha. Até desfalecer na pele. De um sorriso. Imperfeito como o amor. Bebamos e falemos Pois nada é eterno. Becos sem saída. Resistimos ao cansaço. Os nossos beijos são as línguas, Delirantes de um poema. Poema escrito com o corpo. Amo-te meu amor. Morro de amor, morro por ti!

Sinto. Sinto a ausência da tua voz. Despojada de temores.
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Sinto. Sinto a ausência da tua voz. Despojada de temores. Das lágrimas silenciadas. Vivo com este desejo oculto. De correr Misturar Separar Desarrumar Pedras arrastadas no leito. De um lugar mágico. Onde existe novo trilho. Percorrendo um caminho. Seguro para ser corrido. Mãos Emudecidas. Suadas Gestos esquecidos. Em posse. Desejo. Ausência dorida tardia!

Este inferno que amordaça-nos Do silêncio da lareira. Onde arde o carvão que grita o infinito
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Este inferno que amordaça-nos Do silêncio da lareira. Onde arde o carvão que grita o infinito Cego de dor De angústia Vicio feito em egoísmo. Ironia sem fumo. Sem raízes Vedado Condenado Enganado Em gestos de palavras Da própria dor, onde rasgam os lábios Pedra sôfrega sem nome. Terra impura sem flor. Sacia a fome entre os muros. Do sofrimento e felicidade!

Sem ti é estranho Sentir este silêncio O ar deixou de circular
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Sem ti é estranho Sentir este silêncio O ar deixou de circular O relógio parou O tempo passou ao desespero As sombras Vieram fazer-me companhia Oiço os gritos Sinto falta dos gemidos Procuro-te nesta casa vazia E nada encontro Quero encontrar qualquer memoria Que traga-te perto de mim Apenas encontrei este silêncio Em formas de sombras!

Assusta-me, Acreditar nos sonhos. Onde a realidade é tão dura.
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Assusta-me, Acreditar nos sonhos. Onde a realidade é tão dura. De ver o céu nublado Sem estrelas Sem o brilho Sinto dor dos dias vividos. Do frio das noites. Da náusea do tempo. Carrego a saudade na alma. O peso da renúncia. Angustia das estrelas. Nostalgia das incertezas. Assusta-me As ilusões dos dias. Da esperança que não tenho. Onde o destino foge. E o deixo fugir!