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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

LUZ DO SOL Como na manhã que brilha a luz solar Ao amanhecer eu te darei a minha vida
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LUZ DO SOL Como na manhã que brilha a luz solar Ao amanhecer eu te darei a minha vida Onde de luto esta o meu pobre coração Deixei as minhas flores num túmulo roxo De olhos abertos, no limiar do teu desejo Eu sou a escrava, dos meus sofrimentos De lágrimas nos olhos do esquecimento Na sepultura do desejo, rasgo a mortalha Como uma lâmpada acesa de óleo reflexos Brasas de raízes, oliveira de madeira verde De pérolas, do mar de uma viagem longa Luz sol quente de ti, de mim, a cada manha.

SOBREVIVER Nas paredes de pedra calcária da entrada Esvoaçamos já pelas escadas de fragas
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SOBREVIVER Nas paredes de pedra calcária da entrada Esvoaçamos já pelas escadas de fragas Acorrentamos os nossos nomes na hera Inventamos traços onde nós nos amamos Concordamos nas palavras como se fossem De um último adeus, de um último comboio Que partiu para longe sem, sem ti, sem mim Janela de casa que dava para o florido jardim Sente-se o cheiro de alcatrão numa velha canção Ignoramos as sombras fingindo as mentiras soltas Como uma voz que sussurra na secreta passagem Olhar das minhas pálpebras num belo vestido roxo Sobrevivemos a tudo a todos com coragem infinita.

HÁ DIAS Há dias......há dias.... Que tudo parece impossível
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HÁ DIAS Há dias......há dias.... Que tudo parece impossível Indefinido, longínquo - E no fundo triste A única salvação possível - É sempre a mesma Rasgar um belo sorriso - Qualquer um Deixar que ele nos leve - Para o dia de amanhã Que será certamente - Muito melhor Porque nós sabemos que há momentos Na nossa vida que trocaríamos Todas as palavras do mundo - Por apenas Um único abraço silencioso " O vosso certamente "

FADOS E BECOS O corpo adivinha as sensações já vividas Experimenta as dores profundas e velozes
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FADOS E BECOS O corpo adivinha as sensações já vividas Experimenta as dores profundas e velozes A carne tem um fraco pelas orgias da noite Sou levada pela saudade cravada em mim Sente-se dor nos ossos, tudo que não vivi Vislumbrei-me em fado nos becos noturnos De tramas, de mentiras, de olhares já tóxicos Lua de desejos sob a penumbras madrugadas Saudade da solidão, noturnas noites diluídas Gelo esgotado nas gandaias dos sonhadores Raiadas nos olhos, sono pelo avesso espelho Luzes frias, som em fúria, de um sino tocado.

É A SOLIDÃO A solidão é ouvir o ranger dos dentes No próprio sangue entre a carne crua
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É A SOLIDÃO A solidão é ouvir o ranger dos dentes No próprio sangue entre a carne crua É ouvir o som quente a correr nas veias A solidão é sentir o vento no rosto O seu perfume no ar acariciar a pele Como se o ópio penetra-se no corpo A solidão é sentir a carne já devoluta Num deserto sem pudor, rasgar a pele Sem, sem nome, sem carne, sem sangue É a solidão que toma emprestado o corpo.

FRAGAS NA SERRA A ecos de frias fragas em mim em delírios Mar martírio do que sou, serei ou talvez não
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FRAGAS NA SERRA A ecos de frias fragas em mim em delírios Mar martírio do que sou, serei ou talvez não A escuridão cerca-me a alma constantemente No caminho que traço, preciso tanto de luz De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo Castiga-me, como um fantasma assombrado Que já foi, morri num espectro sem orgulho Cadáver frio moribundo do próprio destino No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel Que flutua no meu palato, perturbando o sabor De ti no esquecimento que me cerca a morte Não almejo tal destino mas aceito por me ser Imposto na lama de argila em foi feito o meu Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal Delírios nos ecos das fragas na serra de neve Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.