Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FRAGAS NA SERRA A ecos de frias fragas em mim em delírios Mar martírio do que sou, serei ou talvez não A escuridão cerca-me a alma constantemente No caminho que traço, preciso tanto de luz De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo Castiga-me, como um fantasma assombrado Que já foi, morri num espectro sem orgulho Cadáver frio moribundo do próprio destino No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel Que flutua no meu palato, perturbando o sabor De ti no esquecimento que me cerca a morte Não almejo tal destino mas aceito por me ser Imposto na lama de argila em foi feito o meu Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal Delírios nos ecos das fragas na serra de neve Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.
No pensador.ai desde