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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

"CRISPA A DOR" Invento ventos, tempestades Acordo entre os lençóis na escuridão
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"CRISPA A DOR" Invento ventos, tempestades Acordo entre os lençóis na escuridão Ofereço o corpo aos famintos lobos As rimas, a poesia e aos sonhos Perdem-se no longínquo horizonte Na chuva canto e danço à volta do fogo Transformo as minhas veias em vinho No amor crispa a dor que se abre em flor Entre as esperanças e o desengano Nascem no jardim os espinhos desinteressados O mundo deu-me um amor de céus irados Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso. 2015

"SOU TUA A TUA" Sou uma mulher que ama e sente desejos Não sou feita de pedra, tenho defeitos
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"SOU TUA A TUA" Sou uma mulher que ama e sente desejos Não sou feita de pedra, tenho defeitos E os meus pensamentos não são como as estações Gosto de sentir o pleno desejo de viver, de amar Não sou feita de regras que a sociedade exige Amo quem me ama, com sentimentos na alma Tu sabes que sou a lua e o sol no teu olhar Sou o vento a tempestade a tocar nos teus lábios Sou o amor assolapado a invadir teu coração Somente o tempo que não passa como eu gostaria Que passasse e as lembranças ficam para sempre No compasso do passo, do meu sentir Sou a tua mulher que te ama e sente desejos

SAUDADE E PAIXÃO Na solidão dos meus prantos Escrevo versos, orações, poemas
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SAUDADE E PAIXÃO Na solidão dos meus prantos Escrevo versos, orações, poemas Desabafos com sentimento Com alma de quem ama ou amou. Mansos e bravos entre rios e mares O poeta escreve histórias Muitas vezes dele próprio, com dor Saudade e paixão Segredos que só ele sabe e conta Em poemas escritos e vividos de solidão De amor, de perda, escritos na escuridão E mesmo assim sente os lírios, as campainhas As violetas, as rosas, as orquídeas Que germinam na terra fértil e no areal sedoso Fértil de esperança, de saudade, de amor Onde as ondas do mar rebentam nas rochas.

"VEM AMAR" Vem ver-me à janela meu amor Que charmosa e bela esta está manhã
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"VEM AMAR" Vem ver-me à janela meu amor Que charmosa e bela esta está manhã A chuva de outono quente e amena É como o teu corpo suado e belo Como é bom sentir o teu coração Forte e seguro meu belo homem Sempre charmoso que dás-me o desejo De amar-te como esta chuva que cai na janela Suave e bela, que eu gosto tanto.

FIZ DA DOR UM POEMA Fiz da dor um poema Do vento fiz um verso
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FIZ DA DOR UM POEMA Fiz da dor um poema Do vento fiz um verso Da tempestade um amor Do teu corpo a minha casa Dos teus ramos os meu braços Das tuas folhas a minha pele Das minhas lágrimas um rio Dos meus sonhos a saudade Da minha liberdade as palavras Das letras escritas uma poesia Do meu solto coração o tempo Do teu amor uma louca paixão Fiz da tua, da minha vida, uma aventura. 2015

"LÍRIOS E ROSAS" No peito saltam as pétalas de lírios Sei que secaram o musgo
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"LÍRIOS E ROSAS" No peito saltam as pétalas de lírios Sei que secaram o musgo As trepadeiras Onde nutrem as palavras desfolhadas Das carícias do vento Dos beijos Feitas, refeitas dos sentidos esquecidos Perfume das rosas Plantadas no deserto Sede que se mata de palavras Em cada manhã Estremeço com o teu cheiro Respiro a tua alma Na ponta dos meus dedos Invento as tuas palavras Como me fazes falta Quando a solidão me procura à noite Simples melodia da tua voz Que encharcaram os ouvidos No peito saltam pétalas de lírios Adormeço meu amor No aconchego de um colo que conheço, o teu. 2015

"QUERO TUDO" Meu amor de ti De ti quero tudo
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"QUERO TUDO" Meu amor de ti De ti quero tudo Quero as nossas horas De um beijo apressado Os nossos momentos De um abraço apertado Os nossos minutos De um olhar sentido Tu e eu não somos fáceis Somos a tempestade e a calmaria O sossego e o desassossego O amor e a paixão É como se tu e eu fôssemos "só nós"

"QUIS NADA" Quis ler sem saber Quis ter a beleza eterna
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"QUIS NADA" Quis ler sem saber Quis ter a beleza eterna Quis a trama ser insana Quis o silêncio cortar a alma Quis o mosaico ser de cor Quis as letras serem desconcertadas Quis a liberdade ficar presa por fios Quis os olhos serem frios Quis o coração ser calculista Quis a boca permanecer calada Quis os movimentos ficarem ansiosos Quis desafiar os sorrisos falsos Quis amar sem dó nem piedade Quis romper as teias que nos cercam Quis parir o verso nas asas do vento Quis sentir o coração no sonho a arder Quis ter a liberdade de voar como um pássaro Quis viver uma paixão assolapada Quis escrever sedentas palavras Quis tudo e com nada fiquei, mesmo sem nada

ALQUIMIA DO AMOR Alquimia minha, sai de minha alma. Banha o meu corpo com as uvas da vinha
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ALQUIMIA DO AMOR Alquimia minha, sai de minha alma. Banha o meu corpo com as uvas da vinha Transforma o aço do meu coração Para que as minhas letras viajem bailando Nas páginas de um livro velho em forma de linhas As letras que escrevo, transformo no que eu sinto E as palavras que exprimo são os meus desejos Banho-me no vinho doce dos Deuses Ainda que os meus pensamentos sejam devaneios Por conta de meus anseios, a minha escrita É transformada em poesia que eu tanto amo Alquimia dos nossos sonhos, cinzas do nosso passado Semeemos hoje as sementes em terra fértil e reguemos Para colhermos as flores, os frutos de amanhã A vida continua e ensina-nos que tudo muda. E sobre elas está a alquimia do amor, dos nossos sonhos.

ANOITECE DEVAGAR Anoitece devagar esta noite já tão longa Sobre os meus ombros onde não estou
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ANOITECE DEVAGAR Anoitece devagar esta noite já tão longa Sobre os meus ombros onde não estou Em redor do teu corpo vejo-te a dormir A penumbra invade a nossa velha cama Corroendo tudo que é da própria solidão Ela vergava-me, com o passar do tempo Escrevo-te nesta noite, sinto um arrepio Vertigem que enche o coração de pavor Povoei-a com sorrisos e muitas saudades Aderiram à memória com pequenos gestos Onde vivo e pressinto o coração a arder Anoitece e estás constantemente presente Vibras sob a luminosidade imperceptível O teu corpo vive hoje dentro do espelho Uma sombra refletida onde se perdeu o meu. Se morresse agora não deixava nada ser eterno Bebia toda a minha sede, devoraria as noites amargas.

"SEI DE TI, SEI DE TI" As trevas persistem no nosso caminho São as tormentas que sempre desesperam
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"SEI DE TI, SEI DE TI" As trevas persistem no nosso caminho São as tormentas que sempre desesperam Na chegada submissa do nosso desespero Bocados, pedaços de uma curta existência Amei-te tanto como sempre quis amar-te Desejo-te tanto como sempre te desejei Só sei de ti pelas flores do nosso jardim Só sei de ti pelo murmúrio na água da fonte As trevas corrompem a estrada de fragas As giestas gritam de dor entre as quimeras Canteiros espezinhados que rasgam as vestes Alagam e apedrejam a imbecilidade do poeta Sei de ti pelo uivo do lobo, na serra, no monte Sei de ti pelo vento que trás a tempestade de neve Sei de ti pelo murmúrio das flores em desespero Sei de ti pelas águas que correm no rio do sonho.

AMANHÃ A solidão assusta-me E ao mesmo tempo seduz-me
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AMANHÃ A solidão assusta-me E ao mesmo tempo seduz-me Mas não quero estar sozinha A tua ausência dói em mim A minha alma chora, a tua em mim. Sobre a mesa está uma carta Que fala sobre os nossos sonhos Sonhos, sonhados e não realizados Tantas coisas de nós, os dois Escritas numa simples folha de papel Tantas passagens de nós dois Das nossas viagens, dos nossos passeios Vividos e passados em família Não importa onde iremos amanhã Nem onde iremos parar Eu só quero é estar contigo.

DESPI-ME DE MIM OU DE TUDO Despi-me do meu orgulho, para ficar contigo Despi-me dos sentimentos, para serem os teus
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DESPI-ME DE MIM OU DE TUDO Despi-me do meu orgulho, para ficar contigo Despi-me dos sentimentos, para serem os teus Despi-me do preconceito, pelo teu amor Despi-me da tristeza, para ser a tua alegria Despi-me do meu corpo, para ter o teu Despi-me de viver, para viver contigo Despi-me do meu sorriso, para ser o teu Despi-me da minha pele, para ficar na tua Despi-me das fraquezas, pela tua modéstia Despi-me das loucuras, para não te perder Despi-me dos sonhos, para os realizar contigo Despi-me da mentira, para conhecer-te na verdade Despi-me do meu egoísmo, para ser a tua liberdade Despi-me da minha arrogância, pela tua simplicidade Despi-me de mim própria, para sermos um só Despi-me de tudo, só para te fazer muito feliz. (...) Meu amor