Se não estamos cientes do passar do tempo, o senhor das horas nos rouba a noção de movimento e nos subtrai a medida do que passou.
Frases de irmosvoltaire4444_1120041
373 frases
Ninguém conhece o homem, apenas o imposto de renda.
O mundo é um desenho de um movimento.
A música é a linguagem não representativa.
Eu vi uma nuvem branca e uma nuvem negra no céu. Ambas eram belas e mereciam a minha atenção. Quando eu as enxerguei com cuidado, a nuvem branca escureceu-se e a nuvem negra clareou-se.
A sociedade é um acordo entre hipócritas que se toleram.
Cego Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o…
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Cego Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.
A percepção é um ato de criação.
Lá vai ele, deslizando, a camisa inflada pela brisa, as pernas fortes de noventa anos. Ainda quer mais um filho, ama as mulheres, elas soam como o piano. Ele sabe tocá-las.
A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.
Do labirinto podemos encontrar a saída, apenas seguindo a intuição.
Tudo é mágico: é o que a minha imaginação permite.
Nós, os observadores das almas, interpretamos o infinito.
Tudo o que pode ser pensado existe. Todas essas músicas, pinturas, esculturas, desenhos, histórias, foram criadas por pessoas nas quais a sensibilidade permitiu que visitassem outros mundos, que, agora, existem.
Soneto ao dormir O amor é o calor que está escondido na brisa Que ri sapeca atrás da pedra
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Soneto ao dormir O amor é o calor que está escondido na brisa Que ri sapeca atrás da pedra Que sonha soturno mormaço É o mel que se come e se dá, feito um ramalhete de borboletas
Não adianta fugir porque a felicidade não está aqui, nem adiante. Ela é o reconhecimento de si mesma.
Agora As pessoas vivem muito, embora só existam por um dia. Assim pensava eu, na poltrona, tentando descrever as sensações da tarde. Os ruídos da rebelião e do caos soavam lá fora e eu percebi que o ódio e a visão pessimista, que eram minhas, haviam se espalhado pelo mundo. Eu t…
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Agora As pessoas vivem muito, embora só existam por um dia. Assim pensava eu, na poltrona, tentando descrever as sensações da tarde. Os ruídos da rebelião e do caos soavam lá fora e eu percebi que o ódio e a visão pessimista, que eram minhas, haviam se espalhado pelo mundo. Eu tinha medo pelo meu temperamento e aonde ele iria me levar, certamente longe daqui. Temos apego à inércia e tememos o desconhecido. Quando a chuva fria chegou para acalmar os ânimos, parecia que Deus tinha se arrependido e procurava reverter a situação em que todos tinham perdido as estribeiras. Gritos, urros dos policiais contra a falta de dinheiro, o mundo havia deixado de ser familiar. Sentado aqui, eu examinava o funcionamento da vida. Parece que, a cada dia nascemos ao despertar e, no final, com o sono, morremos, para renascer no outro dia. Só que, ao nascer já éramos outros, melhorados. É uma bela ideia, mas, se formos humildes temos consciência da nossa ignorância. O que sabemos é que pela manhã acordamos com impressões vagas, fragmentos de sonhos, com um humor inexplicável que se manteve até agora. Temos muitos preconceitos para entender isso, e o preconceito errado: o de que eu posso antecipar e prever o que acontecerá até o fim do dia. Se nos basearmos em tudo o que sabemos, o que é muito, mas inútil, a vida começa pela manhã, transcorre pelo dia e termina quando dormimos. Isso é tudo. Mas, o que podemos saber, ao admitirmos a nossa completa ignorância? O que haverá daqui a um instante se a vida cabe num suspiro, como a gota que desgasta o rochedo?
A ave que vive de catar o lixo é magnífica. Ela é simples e pobre, como todos os animais. O urubu levanta o pescoço para que eu o veja.
Os números significam quantidades de números.
As pessoas não são as suas atitudes, os seus sentimentos, o seu corpo, a sua mente. As pessoas estão vindo.
Deus é a perfeição não revelada.
O prazer de ser engraçado vale por si mesmo.
Este mundo vai se acabar Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conheci…
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Este mundo vai se acabar Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.
O sol doce lambe os meus cabelos, tão leve. Um carinho dourado.