Ser forte, na verdade, não é ser indestrutível e impenetrável. É saber lidar com sua fraqueza. E viver, mesmo sabendo que a vida, eventualmente, pode te deixar em pedaços. E que esses pedaços nunca serão consertados ou refeitos. No máximo, serão colados e, mesmo assim, nunca serão como antes. Ser forte é abraçar esses pedaços remendados e saber que são eles que definem quem você é.
No meio do nosso caminho eu simplesmente soube que não iria dar certo. Mas quem disse que eu quis pular fora do barco? Na verdade, a gente sempre sabe quando uma coisa não é pra ser. E não importa as tentativas frustrantes de mascarar ou salvar uma relação com prazo de validade. Quando tem que acabar, não há otimismo ou conselho que resolva. Fiquei até o fim porque sou teimosa mesmo. Gosto de bagunça. Mas, baby, saber que não é certo, eu sempre sei. Mas gosto de pagar pra ver.
Te vejo e me desmonto e me quebro em mil pedacinhos, como se eu fosse a coisa mais frágil do universo perto de você. Te vejo e percebo como você me tem fácil demais e como sou vulnerável quando você está. Mas você me abraça e eu me sinto no lugar mais seguro do planeta, instantaneamente. E todos os meus pedacinhos que antes estavam dispersos pelo universo se juntam, se encaixam, se completam, acham o seu lugar no mundo. E eu acho o meu lugar no mundo.
Eu sei viver sem você. Sei andar, comer, falar, ver um filme. Sei sorrir e nem é de mentira. Solto gargalhadas e conto piadas e sou rodeado pelos meus amigos o tempo todo. Leio livro, malho, faço amizades. Sou por inteiro sem você. Não existe nenhuma parte faltando, mas eu faço ela faltar. É que eu não preciso de você pra nada, mas quero você pra tudo. Eis o grande problema.
A gente finge que esquece, finge que deixou pra lá, finge que não tem tanta importância ou que não foi nada demais. A gente deixa nosso orgulho e nossas vontades de lado. Se anula. Se entrega. Faz malabarismo. Tudo isso pra ter a companhia de alguém. Tudo isso por sentir que, por essa pessoa, vale o risco, o trabalho e até a queda.
Eu te amo porque todos os dias com você são dias bons. Porque até no dia que a gente briga, continua sendo um dia bom, pelo simples fato de ter você nele. E um dia sem você é um dia perdido. Eu te amo também pela vontade que eu sinto de te matar quando você se atrasa, mas esquecer disso no segundo que eu te vejo e só pensar em correr pros teus braços pra fugir desse mundo, ser só eu e você. E tá tudo bem, mesmo que tudo ao nosso redor não esteja bem, contanto que um tenha o outro, a gente dá um jeitinho e aguenta qualquer coisa. Eu te amo, não por mim, não por você, eu te amo por nós e por tudo que somos juntos.
A música que tocava no bar, abafada, dizia… “sempre depois das brigas, nós nos amamos muito”. A letra é linda, mas pensei cá comigo, em todas as vezes que a gente brigou e eu te odiei tanto que poderia te dar um soco, mesmo nesses momentos, eu me preocupei com sua gripe, com aquela sua prova de amanhã, com seus problemas, ainda sim, quis cuidar, te proteger, te amar. Nas brigas é que meu amor se tornava maior. Não há momento mais oportuno.
Não é que a vida ande sendo fácil, mas venho tentando ao máximo ser feliz com o que eu tenho. Acredito que a chave para a felicidade é só tentar não reclamar de tudo. Tá chovendo? Se molha. Não deu certo? Tenta de novo. Terminou? Bola pra frente. Se atrasou? Aproveite a vista. Chorar sobre o leite derramado não resolve nada. Nossas energias e pensamentos influenciam diretamente o ambiente em nossa volta e as direções que nossas vidas tomam. Por isso, tenha mais gratidão e menos aborrecimentos, experimente dar bom dia à estranhos e evite xingar no trânsito, deixe pra lá, peça desculpas, perdoe, respire fundo e conte até três. A vida é uma só e não há pausas. Não perca tempo com bobagens.
Ser forte, na verdade, não é ser indestrutível e impenetrável. É saber lidar com sua fraqueza. E viver, mesmo sabendo que a vida, eventualmente, pode te deixar em pedaços. E que esses pedaços nunca serão consertados ou refeitos. No máximo, serão colados e, mesmo assim, nunca serão como antes. Ser forte é abraçar esses pedaços remendados e saber que são eles que definem quem você é.