Acordada às três da madrugada, mais uma vez. Gosto de preencher o silêncio da noite com o barulho da minha mente. Porque não podemos simplesmente parar de pensar? Mas ao parar para refletir sobre isto continuarei a pensar.
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Acordada às três da madrugada, mais uma vez. Gosto de preencher o silêncio da noite com o barulho da minha mente. Porque não podemos simplesmente parar de pensar? Mas ao parar para refletir sobre isto continuarei a pensar. Tenho tanto para dizer e ao mesmo tempo tão pouco. Como se todas as palavras que gritam na minha cabeça perdessem a voz quando tento expressá-las. Hoje elas escaparam pois já não tinha força para as manter. Não sei para onde fogem, mas vão para longe. Talvez seja o melhor já que dentro de mim nunca terão espaço para se exprimirem. Tenho ciúmes de quem apanhou as minhas palavras. Sorte daquele que conseguiu ser o que eu nunca fui. Fortuna de quem que teve coragem de gritar as palavras que eu jamais tentei. Apesar de cobiçar tamanha felicidade posso partir em paz. Agora ele é feliz e as minhas palavras também.