No meu espaço pessoal eu vejo uma imensa biblioteca. Em cada livro eu partilho meus sentimentos em forma de poesia - sentimentos que vivi ao longo da vida. Aonde era pra ser um teto há o céu, ele tem várias cores e cada cor tem um som, representando assim uma sensação. Há vermel…
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No meu espaço pessoal eu vejo uma imensa biblioteca. Em cada livro eu partilho meus sentimentos em forma de poesia - sentimentos que vivi ao longo da vida. Aonde era pra ser um teto há o céu, ele tem várias cores e cada cor tem um som, representando assim uma sensação. Há vermelho indicando paixão, violência e intensidade; uma pincelada de cinza indicando algo que parece ser o pouco de estabilidade que me resta, e também preto. Minha luta, meu luto, minha desistência; um grande e desesperador sentimento de insuficiência. Minha biblioteca nunca está arrumada por conta dos constantes tremores em mim. Do céu saem raios desesperados, querendo destruir meus livros que são e que um dia não mais vão ser algo para mim. O ambiente todo se colide e desmorona; no céu só há preto e não há mais cinza; pequenos detalhes em vermelho me dão remorso - eu quero destruir tudo e sinto que essa estranha intensidade não me faz bem. Um aperto no coração e aí o chão se quebrou. Inúmeros pedaços rasgados de papel amorteceram minha queda e eu estou no Nada. O silêncio é ensurdecedor e não há nada legível escrito nestas folhas estragadas. Não tem cheiro de sangue, de felicidade e eu sinto toda a minha resiliência se esvair.